16.10.11
Fué
Meio cansada.
Chateada.
Um tanto tristonha.
Na medida certa, pra receita do fué.
Tão, mas tão...
Fué.
Fué.
Fué.
Fué...
22.9.11
Uns nadas:
doutros tempos
repercutindo aqui,
em algum lugar,
difícil de preposicionar.
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Das metáforas para a vida
Não adianta veneno,
até baiacu
é anzolado.
[Estavam no verso do poema anterior, achei bastantes simpáticos, resolvi salvá-los do lixo. Escrita ao acaso, e só. Sem estratagemas. O que, no fundo, é uma mentira.]
Nota
vago, tropicando, o mundo
sem saber onde parar
sem sentir onde pisar
o mundo vago
(Ah...)onde vai?
Onde?
Vejo o trinco e tranco
estanco, estribando, a vida
espero o segundo da muda
espero o segundo derradeiro
(Ah...)onde vou?
Onde?
Quem nota a nota?
Não me importa...
Mais.
[reparando no que quero]
8.9.11
5.9.11
A verdade é que eu passo pela vida e me construo e construo o mundo ao meu modo e isso é interessante ou não.
E eu tenho ideias, penso, interajo, faço inúmeras observações... e isso é bom ou não.
O curioso é que eu posso ser eu ou não ser, a qualquer momento, a qualquer segundo, em qualquer lugar.
E o engraçado é que todas as constatações. embora ainda insistam em pinicar, quase me furar, no final... pouco importam, porque o que resta é só aquilo que me faz falta e me faz grande enquanto eu insisto em cada vez diminuir, até desaparecer.
[...a verdade é que eu estou triste. E que esse texto é qualquer coisa, já que não sei escrever mais. Ou nunca soube.]
27.8.11
Considerações
14.7.11
Delicadeza do objeto dado
22.6.11
Do querer porque é impossível
14.6.11
Do silêncio
15.5.11
Da transformação
17.4.11
Cantiga moderna
25.3.11
Copiando Mozart...
Lacrimosa
Verão - As Quatro Estações - Vivaldi

24.3.11
Exercício
Ela dançava por entre as folhas secas, perdida no abismo do tempo, envelhecendo e envelhecendo... Buscava a fonte da vida, dentre as árvores ressequidas e quase-mortas até sentir um naco de esperanças ao ver brotar uma pequena flor. Sorriu, pairou com a dança ali, observando a flor crescer... A flor crescia e crescia até dobrar-se no próprio talo, de tanta vida, e murchar. Ela continuou a observar, esperançosa d’acontecer um milagre ali... Sonhou, delirou, foi pr’um outro mundo onde tudo era florido, dançou por entre a relva verde e viçosa, imaginando tudo aquilo, toda aquela beleza, subindo pelo seu corpo carcomido... Foi assim que ficou jovem e depois se deitou no solo macio, sentindo a vida lhe passar pelas veias, pelos ossos, por todos os seus órgãos... E a canção da dança era tão bela e tão forte que a fez se levantar e seguir, mais uma vez, dançando e dançando e dançando e dançando e dançando... Em que mundo estaria? Em que mundo gostaria de estar? Ela nem se importava mais, só queria estar. Estar saboreando a vida...
29.1.11
24.1.11
Bomba
3.1.11
20/06/2006
Bem… nada como um dia após o outro… um momento após o outro… um segundo após o outro…
Agora estou prestando atenção no ar que sai e no ar que entra… o ar que entra, entra com muito mais força que o ar que sai, como se fosse preciso muito esforço para que ele subisse e entrasse no meu corpo. Ou como se eu estrivesse determinada em puxá-lo. O que sai, por sua vez, parece inibido ou receoso de juntar-se com o de fora.
É engraçado como é paradoxal com o que estou sentindo agora. Muito mais soltando que absorvendo.
Mas talvez seja da minha natureza… ou talvez seja costume.
Engraçado, engraçado.

