22.9.11

Uns nadas:

Sinto ecos
doutros tempos
repercutindo aqui,
em algum lugar,
difícil de preposicionar.

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Das metáforas para a vida

Não adianta veneno,
até baiacu
é anzolado.


[Estavam no verso do poema anterior, achei bastantes simpáticos, resolvi salvá-los do lixo. Escrita ao acaso, e só. Sem estratagemas. O que, no fundo, é uma mentira.]

Nota

Vejo o traço e entristeço
vago, tropicando, o mundo
sem saber onde parar
sem sentir onde pisar
o mundo vago

(Ah...)onde vai?
Onde?

Vejo o trinco e tranco
estanco, estribando, a vida
espero o segundo da muda
espero o segundo derradeiro

(Ah...)onde vou?
Onde?

Quem nota a nota?
Não me importa...
Mais.


[reparando no que quero]

8.9.11

5.9.11

A verdade é que eu sou uma pessoa e que isso é importante ou insignificante.
A verdade é que eu passo pela vida e me construo e construo o mundo ao meu modo e isso é interessante ou não.
E eu tenho ideias, penso, interajo, faço inúmeras observações... e isso é bom ou não.
O curioso é que eu posso ser eu ou não ser, a qualquer momento, a qualquer segundo, em qualquer lugar.
E o engraçado é que todas as constatações. embora ainda insistam em pinicar, quase me furar, no final... pouco importam, porque o que resta é só aquilo que me faz falta e me faz grande enquanto eu insisto em cada vez diminuir, até desaparecer.





[...a verdade é que eu estou triste. E que esse texto é qualquer coisa, já que não sei escrever mais. Ou nunca soube.]