Daí eu explodo:
'Tem problema comigo? Resolva comigo.'
'Quer citar exemplos e reclamar de algo? Cite os exemplos com coerência e com propriedade, pare de achismos ou de acreditar que conhece tudo aquilo que você não sabe.'
'Se você não sabe ler um texto, que texto você lê?'
'Se não tem competência para algo, não tente mostrar que tem.'
'Se, para quem não sabe ler um texto, um texto possa parecer difícil, atente para os seus sinais e o leia com atenção."
'Blá, blá, blá... Ações resolvem.'
'Não intimide ou tente subjugar os outros para que sigam aquilo que VOCÊ acha certo.'
'A verdade também é feita de mentiras.'
'Não tente vender suas ideias ou sua imagem como um ideal. Você não é ideal.'
'Quer dizer que você deve aprender a considerar aquilo que existe além de você.'
'PARA RESOLVER, é preciso competência.'
'Quem dita as regras não tem competência? Então as coisas não serão resolvidas. Sinto muito.'
'Meta-se com o seu próprio trabalho e pare de se intrometer no dos outros.'
E a principal motivadora de hoje:
'Afe, pare de falar bosta!' ou, mais popular ainda: 'Vá para a puta que te pariu e pare de me infernizar a vida.'
Pronto, está dito.
25.11.11
20.11.11
Aquela sensação...
...aquela sensação de morrer muito cedo.
...de sentir-se um monstro, por mais que seu sorriso a deixe mais simpática.
...de estar um bocado triste, mas não saber dizer a razão, e não se importar, de fato, com a razão.
...de não conseguir mais sonhar.
...de achar que está perdendo as cores a cada dia.
...de estar ficando sem graça.
...de que você não faz tanta diferença.
...de que não faz diferença, afinal.
Acho que cheguei num limite aí. Não me reconheço e estou certa de que sou eu. Estou caminhando por uma borda e avistando um lado que nunca havia visto antes. Estou beirando um caminho meio apagado, triste. Não sei como vim parar aqui, não. Acho que tanto faz, mesmo.
Mas estou bem.
Recados para você e você e você e você:
Acho um pouco chato insistir em algo que incomoda alguém até desnortear esse alguém.
Acho um pouco chato insistir em reclamações que não vão levar a nenhum lugar interessante.
Acho um pouco chato insistir em resolver problemas que não lhe pertencem.
Acho um pouco chato insistir em julgar aquilo que não diz respeito ao seu julgamento.
Acho um pouco chato insistir em criticar alguém pelo prazer de se sentir menos/mais [daquilo que você criticou do alguém].
Acho um pouco chato insistir em ter razão soberana sobre qualquer coisa, até mesmo sobre você.
Acho um pouco chato insistir em continuar a perturbar alguém.
Acho um pouco chato insistir em tratar as pessoas sem realmente considerar as pessoas.
Acho um pouco chato insistir em lidar com as pessoas sem ao menos se interessar por elas.
Acho um pouco chato insistir em voltar ao tempo passado e cobrar por coisas que já não existem mais ou nunca existiram.
Acho um pouco chato insistir em... [lista eterna e infinita e óbvia e chata]
...de sentir-se um monstro, por mais que seu sorriso a deixe mais simpática.
...de estar um bocado triste, mas não saber dizer a razão, e não se importar, de fato, com a razão.
...de não conseguir mais sonhar.
...de achar que está perdendo as cores a cada dia.
...de estar ficando sem graça.
...de que você não faz tanta diferença.
...de que não faz diferença, afinal.
Acho que cheguei num limite aí. Não me reconheço e estou certa de que sou eu. Estou caminhando por uma borda e avistando um lado que nunca havia visto antes. Estou beirando um caminho meio apagado, triste. Não sei como vim parar aqui, não. Acho que tanto faz, mesmo.
Mas estou bem.
Recados para você e você e você e você:
Acho um pouco chato insistir em algo que incomoda alguém até desnortear esse alguém.
Acho um pouco chato insistir em reclamações que não vão levar a nenhum lugar interessante.
Acho um pouco chato insistir em resolver problemas que não lhe pertencem.
Acho um pouco chato insistir em julgar aquilo que não diz respeito ao seu julgamento.
Acho um pouco chato insistir em criticar alguém pelo prazer de se sentir menos/mais [daquilo que você criticou do alguém].
Acho um pouco chato insistir em ter razão soberana sobre qualquer coisa, até mesmo sobre você.
Acho um pouco chato insistir em continuar a perturbar alguém.
Acho um pouco chato insistir em tratar as pessoas sem realmente considerar as pessoas.
Acho um pouco chato insistir em lidar com as pessoas sem ao menos se interessar por elas.
Acho um pouco chato insistir em voltar ao tempo passado e cobrar por coisas que já não existem mais ou nunca existiram.
Acho um pouco chato insistir em... [lista eterna e infinita e óbvia e chata]
17.11.11
A Caverna - uma fábula moderna
O bicho andava lá dentro, preferindo esbarrar no chão e tropeçar nas paredes a saborear a vida escorrendo como mel que vaza dum enxame... ali, do lado de fora. Não sabia cores, nem cheiros, só tateava a pedra ruça e o deslizava no limo. Ele se sentia muito mais seguro e era o quanto mais que se embrenhava para o interior que o fazia mais forte. Logo esqueceu a luz e seus olhos se tornaram capazes de reconhecer a repentina junção entre chão e teto, entre o buraco e o chão e entre o abismo e o buraco.
Lá fora, as coisas aconteciam. Animais nasciam, morriam... suas vidas nos conformes do ciclo que deveriam seguir. Isto é, os animais viviam, depois que nasciam, até o dia em que precisavam morrer. Há que se entender que este 'viviam' advém da expressão verbal 'saborear o mel', e não da 'ser o mel'.
O bicho não gostava de mel, mas estava começando a ficar louco para provar. Já digo: quanto mais pra dentro da caverna, ficava mais fácil escutar os próprios pensamentos, e os pensamentos do bicho diziam que mel era a coisa mais sem gosto que havia e que ele não entendia como os animais podiam se lambuzar. Diziam também que ele é que era esperto por sequer olhar para o mel, entre todos os outros pensamentos bobos sobre o assunto, que cada vez mais tomava o espaço dos seus pensamentos. [Digo também que o bicho aprendera a gostar de ouvir a si mesmo e trabalhara por muito tempo num modo de compreender o quanto fosse possível do que pensava, é o suficiente, por enquanto?]
Nenhum animal poderia sentir falta do bicho, embora, talvez, pudesse ficar curioso sobre o bicho. Mas o bicho, com o tempo, se tornara uma lenda e quase mais nenhum animal acreditava que ele existia. Como poderia existir um ser que preferiria desbravar uma caverna a sentir a vida doce lhe passar todos os dias? Ninguém poderia entender como isso acontecia, na verdade, pois que era incomum demais.
O bicho, então, sedento, louco, resolveu voltar para encontrar o tal mel. Depois de muitas tentativas vãs para achar o caminho, tentou encontrar o mel lá dentro mesmo. E qual não foi a surpresa quando se descobriu sem paladar? Embora todos os sentidos houvessem se desenvolvido para se adaptar à caverna, todas as coisas lhe pareciam iguais no sabor. Frustrado, reparou numa fresta, por onde a luz tentava entrar a todo custo. Ansioso por experimentar algo de fora, foi espiar. A dor, da sensibilidade, o fez correr febrilmente de volta para onde estava quando decidiu voltar.
Alguns animais disseram ter ouvido um rugido, mas, como não entenderam o que ele queria dizer, voltaram sossegados para seus afazeres e logo se esqueceram do som por completo.
O bicho passou a sustentar em si a nova dor que descobrira: ansiar por sair ao mesmo tempo em que temia encontrar a saída da caverna.
[Não sou a favor de moral tão explícita, mas já que o texto é bastante óbvio, seria algo como: desafiar (?) a liberdade não é suficiente para ser livre. Credo, ruim demais, prefiro este: quem se esforça para compreender a si mesmo deixa de ser compreendido pelos outros. Fim. Texto sem correção.]
12.11.11
Textos antigos
Estava procurando uma coisa, nem lembro o que era, e acabei mexendo numa caixa onde guardo umas pastas com textos e desenhos meio velhinhos. Achei um caderno em que escrevia para compartilhar num grupo, uma espécie de clube literário, da época do magistério...
São texto muito, muito, muito ruins, rsrsrsrs... mas achei algumas coisas interessantes, vou ver se resgato algumas e trabalho sobre elas (ou não).
Selecionei 6 textos, vou colocá-los aqui aos poucos.
(Não é que o que eu escreva hoje em dia seja muito bom, quem sabe o propósito deste blog, vai entender onde quero chegar.)
Retorno à antiguidade - pensamentos mitológicos de hoje
1 - Se eu tivesse que escolher a quem eu daria aquele pomo... não sei não, acho que devolveria para a Discórdia;
2 - Com certeza, estou cheirando à romã. Devo estar com o gosto também;
3 - Penso que estou quase pisando em Ítaca novamente...;
4 - Se Medusa me visse, acharia que sou da família e sairíamos para beber pelos anh... bens perdidos;
5 - Certeza que minha mãe não é Cassiopeia e eu não sou uma oferenda para saciar a fúria do rebento de Netuno, né? Não que eu seja linda tipo Andrômeda;
6 - Minerva deve estar se entupindo de limonada num bar qualquer, experimentando o wireless terreno, já que o do Olimpo tá quebrado, porque olha os sistemas-operacionais do mundo como andam caóticos e lentos;
7 - E Cupido deve estar cheio de estagiários, porque né. - que me perdoem os estagiários por este comentário;
8 - Então... eu devo ser tipo a Circe...;
9 - Ou não;
10 - Alguma criatura da antiguidade é do tipo... eu? Porque, né...
2 - Com certeza, estou cheirando à romã. Devo estar com o gosto também;
3 - Penso que estou quase pisando em Ítaca novamente...;
4 - Se Medusa me visse, acharia que sou da família e sairíamos para beber pelos anh... bens perdidos;
5 - Certeza que minha mãe não é Cassiopeia e eu não sou uma oferenda para saciar a fúria do rebento de Netuno, né? Não que eu seja linda tipo Andrômeda;
6 - Minerva deve estar se entupindo de limonada num bar qualquer, experimentando o wireless terreno, já que o do Olimpo tá quebrado, porque olha os sistemas-operacionais do mundo como andam caóticos e lentos;
7 - E Cupido deve estar cheio de estagiários, porque né. - que me perdoem os estagiários por este comentário;
8 - Então... eu devo ser tipo a Circe...;
9 - Ou não;
10 - Alguma criatura da antiguidade é do tipo... eu? Porque, né...
Aposto que
Aposto que você não lembra daquele dia em que você foi importante pra mim,
quando você colocou aquela canção na minha cabeça, que não me saiu nunca mais,
quando nos falamos pela primeira vez e foi tão mágico,
quando ouvia o telefone tocar e ouvia a sua voz do outro lado me contando bobagens,
quando escrevi aquele poema me declarando, você leu e não entendeu,
quando você me acompanhou naquele momento louco e especial, e você riu das minhas bagunças e vergonhas,
quando confessamos nossas intimidades e quase deixamos nossa timidez de lado,
quando você apareceu naquele momento tão triste em que perdi um pedaço enorme de mim,
quando me pediu um favor, porque confiava em mim e acreditava que eu era a solução,
quando largou tudo pra me fazer companhia e me fez largar tudo para socorrê-lo também,
quando foi tão cavalheiro e me proibiu de ser tão independente,
quando perguntou por mim ao perceber a minha ausência,
quando fez questão de estar presente e saldar a dívida de anos de ausência,
quando me fez experimentar suas invenções, dividindo comigo o mesmo copo,
quando me deu um abraço carinhoso, sabendo que eu precisava tanto,
quando me estimulou a seguir em frente com meus desejos insanos, mas que me fariam felizes,
quando insiste em ser carinhoso, mesmo que eu seja horrível,
quando me trata por um nome familiar com a maior naturalidade,
quando arregala os olhos, divertindo-se com as bobagens que eu falo,
quando exige que eu volte a fazer coisas que são parte do que eu sou e que deixei de fazer há muito tempo, me fazendo tornar a mim mesma sempre que me perco pelo caminho,
quando diz que eu sou tão especial e importante para você,
quando lembra de coisas que eu mesma venho esquecendo,
quando me aceita e me conhece e me respeita assim como eu sou,
quando está presente mesmo se eu não quero que você apareça...
e quando aparece nos meus sonhos, se eu penso que te esqueci.
quando você colocou aquela canção na minha cabeça, que não me saiu nunca mais,
quando nos falamos pela primeira vez e foi tão mágico,
quando ouvia o telefone tocar e ouvia a sua voz do outro lado me contando bobagens,
quando escrevi aquele poema me declarando, você leu e não entendeu,
quando você me acompanhou naquele momento louco e especial, e você riu das minhas bagunças e vergonhas,
quando confessamos nossas intimidades e quase deixamos nossa timidez de lado,
quando você apareceu naquele momento tão triste em que perdi um pedaço enorme de mim,
quando me pediu um favor, porque confiava em mim e acreditava que eu era a solução,
quando largou tudo pra me fazer companhia e me fez largar tudo para socorrê-lo também,
quando foi tão cavalheiro e me proibiu de ser tão independente,
quando perguntou por mim ao perceber a minha ausência,
quando fez questão de estar presente e saldar a dívida de anos de ausência,
quando me fez experimentar suas invenções, dividindo comigo o mesmo copo,
quando me deu um abraço carinhoso, sabendo que eu precisava tanto,
quando me estimulou a seguir em frente com meus desejos insanos, mas que me fariam felizes,
quando insiste em ser carinhoso, mesmo que eu seja horrível,
quando me trata por um nome familiar com a maior naturalidade,
quando arregala os olhos, divertindo-se com as bobagens que eu falo,
quando exige que eu volte a fazer coisas que são parte do que eu sou e que deixei de fazer há muito tempo, me fazendo tornar a mim mesma sempre que me perco pelo caminho,
quando diz que eu sou tão especial e importante para você,
quando lembra de coisas que eu mesma venho esquecendo,
quando me aceita e me conhece e me respeita assim como eu sou,
quando está presente mesmo se eu não quero que você apareça...
e quando aparece nos meus sonhos, se eu penso que te esqueci.
6.11.11
4.11.11
Underground
Down on Underground, you could find some (your) treasure. It's not a trick or a game, it's just you and nothing more. Go down, find it and be back as soon as you put your hands on it. That place isn't safe enough to live in.
But you need be there once more every time you need to talk to you honestly. Even if you have to go down so many times (and in your life, you will go down and go down and go down and, perhaps, the distance will stay so far from reality that you will think you can't pass through it...) don't do a mess! The journey is more difficult every time you go, but is more wonderful too, you'll see.
And I wrote this, but I think I'm on underground since I have found this place. I have seen so many things that misunderstood my mind, myself. I'm not sure of the road I need to catch to come back to the real world... both seem real to me, even if no one else can be underground with me.
[E tenham certeza da minha autoria, visto que a gramática está porcamente tratada... já que eu não sou fluente... alguma coisa meio Alice? Meio egoísta? Meio cebola? Meio eu...?]
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