[à caneta de ponta fina e tinta verde numa folha de sulfite num canto qualquer do meu quarto]
Iniciei uma jornada sabendo onde chegaria. Tracei meus objetivos e trabalhei para concretizá-los, orientando-me com um esboço de mapa. Andei e andei tanto que perdi o propósito da jornada. Parecia andar em círculos. Perdida e frustrada, olhei o mapa e os caminhos, culpei as ferramentas e passei um longo tempo tentando compreendê-las, sem sair do lugar. Quando resolvi andar novamente, o tempo era outro e eu era outra: o meu objetivo era a jornada e o propósito era saber a razão de realizá-la. Aconteceu algo... o que foi?
[de um dos cadernos, um amarelado, com um título antigo para uma ideia que viraria um livro, certeza.]
24.6.10
Daí que bateu aquela tristezinha que bate sempre, aquela que me anuncia a vontade de mudar, de rever, de compreender, de aglomerar, de viver mais e melhor. Minha cebola me pegou de jeito com esta rotina à qual me obrigo a me adaptar... mas eu não vou. Não vou mesmo entrar nesta onda que é de mutilação, de medo, de insegurança... Eu vou mudar e vou crescer, com licença poética, etc e tudo mais do gênero.
Entretanto, paro por aqui com as palavras, porque devo ter muito cuidado com elas, devo tratá-las muito bem e não ser verborrágica como venho sendo ultimamente em outros lugares por aí. [e eu quero muito isto... trazer coisas bonitas e bem tratadas para cá]