27.4.10

24.4.10

A razão pela qual eu me sinto tão horrorosa é, para variar, aquela sensação.
Aquela sensação que me estica, me deixa fina, me deixa falhando em mim, me deixa sumir... assim, com um pronome pessoal oblíquo ao lado de uma vírgula, que eu não sei se, de fato, é um problema.
Eu sumo quando a frustração vem acompanhada daquela falsa esperança de creditar a mim mesma algum adjetivo que seja grandioso e bonito, que persiste até que eu repare, insiste até que eu acredite ser real e desaparece, depois que já estou inebriada com uma imagem que logo vai ruir.
Estou assim, pensando no quanto a mediocre sensação faz com que eu a acompanhe, como sombra, em seus movimentos e idealizações.
Estou assim, sentindo-me horrorosa. Tenho o direito de sentir.

9.4.10

Farelos

A minha vontade era... ser verborrágica e espalhar tudo aqui nesse pedaço de diário. Mas... eu não sei o que há, toda vez que faço o login e vou escrever, o branco me contamina.
Eram os sons dos tambores ao fundo [provavelmente daquela casa que eu achava que não estava mais recebendo visitas por aqui, mas em outra casa... em outro lugar - e que me fez pensar num sonho que tive há uns meses atrás...], misturando com as imagens das minhas HQs favoritas [e preocupações e mais sonhos velhos], com uma ânsia por sonhos novos [e desejos novos], embolando peças do meu quebra-cabeça de relações [e esclarecendo as minhas relações comigo mesma], com a experiência nova de leituras novas [precisas e além]... uma sensação traduzível que, no momento em que eu me propus a defini-la, esmaeceu. Restou isso.