31.8.10
É que não tem adiantado pensar,
29.8.10
Contradição
Sou aquele ponto cheio
De onde saem os caminhos para todos os lugares
E para onde chegam, de todos os lugares, os caminhos.
A contradição não me obriga a abrigá-la;
Sou uma casa cheia de escolhas,
Mas vazia de espaço.
Aqui também não cabe aquele punhado de descrença,
Nem aquela gama de julgamentos precipitados,
Nem as gotas alheias de tentativas de compreensão.
Não há o que compreender,
Eu sou,
E só.
Não pensar em não pensar
22.8.10
A coisa complexa
Daí as trevas esmaeceram e o punhado de pó espalhou-se por todo o espaço. Não era esperado que isso acontecesse tão cedo, nem que fosse possível ou fosse tão breve e tão fácil destruir uma coisa gigantesca e coesa.
Mas as trevas continuaram a ser trevas, espalhadas por todos os cantos, sobre todas as coisas, numa infinidade absoluta que não se importava com a destruição. Afinal, continuavam sendo. Acontecendo.
Foi neste instante do sonho que a coisa despertou. Suando com o ardor de uma derrota imaginária, sofrendo das possibilidades determinadas por variáveis várias, tão incertas que eram.
A coisa então se levantou, olhou para seu reflexo e viu que continuava ali, inteiro. Sorriu. Se é que coisas sorriem. E a felicidade era tamanha que não havia como segurar mais, escapava por todas as bordas! Então, a coisa, além de sorrir, dançou, pulou e cantou.
Os vizinhos bem que acharam aquilo muito estranho, uma algazarra repentina misturada com felicidade expressada em tantos modos! Mas que modo!
Então a coisa saiu da toca e saudou a outra coisa, rugindo em bom tom:
- Não é maravilhoso estar vivo e inteiro, sem faltar pedaço algum?
E o narrador resolve parar esta história por aqui. Basta de tanta complexidade para só uma criatura de um conto só. Ele vai deixar a criatividade se espalhar por todos os outros contos também. O bom mesmo é dividir.
[não resolvi ainda o estribar, mas achei isto tão singelo, que resolvi colocar aqui.]
17.8.10
The Wheel
Floating, rounding, shining, laughing it comes changing colours and tearing in front of me
Suddenly it turns into a wild being
That sits on the ground - So quietly
Looking at me... it rises... So the creature starts to tell me this:
“Sometimes when you think everything’s gone
No lights, reason, love or hope
Everything lost its sense
you feel down, want to leave it all...
Life is an old wheel
You must learn it soon
Wheel of transformations...
Everything goes and has their own purpose...”
Sometimes in, but sometimes out - never stand and still...
New horizons, that´s the mysterious wheel
Cycles, roundings, time, birth, death chances to try again
That´s a secret - Everything is turning
Welcome to this play my friend - most call it life
You have many ways to pick - but try choose the right.
What´s right?
Sometimes in, but sometimes out - never stand and still...
New horizons, that´s the mysterious wheel
Cycles, roundings, time, birth, death chances to try again
That´s a secret - Everything is turning
Night - is the sleep of the sun
Death of our light king
next day he rises again - The wheel completes its whole process
“What is alive must die - what dies must be harvested
What is Harvested must be seeded - The seeded must Rebirth”
Secrets of the Wheel...
Sometimes in, but sometimes out - never stand and still...
New horizons, that´s the mysterious wheel
Cycles, roundings, time, birth, death chances to try again
That´s a secret - Everything is turning
Devaneio dentro do 21, voltando pra casa.

15.8.10
Estribar
Jogo do dicionário finalmente resolvido:
Teorizações que sucederam a uma ilustração de um conceito qualquer
12.8.10
1ª Tentativa de retratação
11.8.10
Juglandácea [a ideia do jogo do dicionário]
10.8.10
Mar teu (pra quem já leu a mensagem)
3.8.10
Poemetos geniais II [de ontem - Sobre peixes]

Peixolhos, desta vez invadem a tela do paintbrush.
Poema Ímpar
Dois peixes num aquário a olhar
os peixes d’outro aquário a brilhar;
Dois peixes e dois peixes, em par.
.oOºOo.
Poema para montar
Então se vê:
Nadando a esmo,
d’um aquário,
na cidade,
os peixes
não vêem.
.oOºOo.
Lembrete sobre a rachadura do aquário
E vede o vão
d’onde esvai
a vida,
viu?
Poemolhado
Num mar de olhos,
Tudo quer ser (m)olhado.
[Todos rascunhados numa sulfite rosa, à bic laranja; rabiscados, referenciados por várias setas, com desenhos estranhos ao lado, metrificados... mas não passam de uma tentativa de extração de imagens a partir de uma imagem que persiste entre meus desenhos: PEIXOLHOS.]
Poemetos "geniais" I [de ontem - Reflexões acerca duns fatos]
Poema da Misericórdia
Deus faz gente estranha,
com o coração cheio de miséria.
- + -
Poema Cristão
Rezava direito,
Andava direito,
Falava direito,
Mas escrevia com a esquerda.
[rabiscados após percebem caricaturas cotidianas, bizarras, e achar que davam um bom assunto em versos. Bobagem. Numa folha rosa, à caneta laranja]
