12.8.10

1ª Tentativa de retratação

E
era
uma vez
uma bruxa
com casca em vez de coração.
No oco da casca,
a princípio,
só o oco.
(Sufoco
era o vazio
que preenchia)

Daí veio um fruto seboso,
intrometido,
um tumor crescendo bem ali naquela casca.
E cresceu tanto que brotou.
E o broto vingou que saiu pela boca.
Cresceu.
Cresceu.
Cresceu ainda mais que era mais árvore que bruxa.
E da árvore caiam outras cascas
que, com a queda, partiam-se
e alimentavam a todos.

Fim.


[Escrito sem pensar; um texto vergonhoso que durou cerca de 8 minutos, mas que, sei lá por qual motivo, achei que valia o registro.]