Na folha branca
encaro minha sorte:
palavras soltas,
caçadas, encaixadas,
modeladas...
num vão vão.
Não são minhas
(por vezes até são)
são ruídos de fora.
Tento escrever, surda.
(...)
E a folha ri:
Sem ruídos?
Impossível.
Muda.
[à caneta de ponta fina e tinta verde numa folha de sulfite num canto qualquer do meu quarto]