...aquela sensação de morrer muito cedo.
...de sentir-se um monstro, por mais que seu sorriso a deixe mais simpática.
...de estar um bocado triste, mas não saber dizer a razão, e não se importar, de fato, com a razão.
...de não conseguir mais sonhar.
...de achar que está perdendo as cores a cada dia.
...de estar ficando sem graça.
...de que você não faz tanta diferença.
...de que não faz diferença, afinal.
Acho que cheguei num limite aí. Não me reconheço e estou certa de que sou eu. Estou caminhando por uma borda e avistando um lado que nunca havia visto antes. Estou beirando um caminho meio apagado, triste. Não sei como vim parar aqui, não. Acho que tanto faz, mesmo.
Mas estou bem.
Recados para você e você e você e você:
Acho um pouco chato insistir em algo que incomoda alguém até desnortear esse alguém.
Acho um pouco chato insistir em reclamações que não vão levar a nenhum lugar interessante.
Acho um pouco chato insistir em resolver problemas que não lhe pertencem.
Acho um pouco chato insistir em julgar aquilo que não diz respeito ao seu julgamento.
Acho um pouco chato insistir em criticar alguém pelo prazer de se sentir menos/mais [daquilo que você criticou do alguém].
Acho um pouco chato insistir em ter razão soberana sobre qualquer coisa, até mesmo sobre você.
Acho um pouco chato insistir em continuar a perturbar alguém.
Acho um pouco chato insistir em tratar as pessoas sem realmente considerar as pessoas.
Acho um pouco chato insistir em lidar com as pessoas sem ao menos se interessar por elas.
Acho um pouco chato insistir em voltar ao tempo passado e cobrar por coisas que já não existem mais ou nunca existiram.
Acho um pouco chato insistir em... [lista eterna e infinita e óbvia e chata]