17.4.11

Cantiga moderna

Ai, amigo, eu não vou fingir que não disseram que tua escolha simplesmente não combina.
Nem o quanto acham que tal escolha te faz um nada de tão insossa que é.
Nem que todos disfarçam quando observam a tua burrada acontecendo.
Ai, amigo, também não fingirei que não te vejo vagando pelas ruas a esmo...
porque eu sei que tu ainda procuras um rumo melhor pra tua vida.
Mas precisavas estar tão largado, tão desiludido e tão barbado?
Ai, amigo, quisera eu ter a coragem de ter te oferecido uma bússola há tempos!
Ficarias menos perdido, mais seguro na direção em que seguirias...
mas que jeito, quando eu mesma estava perdida?
Ai, amigo, eu sofro por não ter a coragem de encorajar-me...
Se eu pudesse, eu gostaria de esquecer o tempo perdido,
mas que jeito, quando tu pensas que estás te encontrando...?
Que jeito?

[Exercício de fluxo. Texto sem correção, sem reescrita. Datado de 27/03]