15.5.11

Da transformação



Era um fruto doce, do qual a polpa escorria saborosa pelo canto de uma boca,
mas agora é resto deteriorado pelo tempo.
Era um floco perfeito, de cristal puro e frágil,
mas agora, dissolvido, é uma mistura amorfa.
E eram pétalas felpudas e delicadas,
que agora são uma coisa morta, e só.




[E ficam as perguntas "e ver as coisas se desenvolvendo em vez de se deteriorarem? (mas tudo não é transformação?)". Eu que gosto do grotesco, que vejo beleza nas coisas mais improváveis... eu que sou apaixonada pelo bizarro... eu imagino que essas linhas só podem ser algo belo e positivo. É assim, sim. Tentar transformar um sentimento cruel em algo lindo é o meu modo de ver as coisas.
O meu modo.
E... você... não tente entender aquilo que não lhe cabe.]