22.6.11

Do querer porque é impossível

Consolo-me, é uma ferida que sempre vai sangrar.
Hoje eu acordei com saudade, novamente,
despertei de uma coisa que não era sonho, era mais...
Sonhei com desejos antigos, esquecidos,
revivi uns segundos daquilo que admiti, finalmente, que me falta.
(Mas não tenho coragem, não tenho.
Não tenho coragem de transgredir aquele limite,
mesmo que...)
Sonhei com você e sofri um mundo de frustrações enquanto me aprontava pra sair.

Ninguém viu nada.
(E nem verá.)






[Se tivesse escrito assim que acordei, o poema sairia bom, mas me entenderão: porque eu ando arrastando isso há muitos anos que até modifiquei os versos da Bebel (Calcanhotto é minha versão preferida) enquanto dirigia pro trabalho "a vida inteira fiz uns versos simples/pra transformar o que eu vivo". Adoro essa minha presença de espírito. E eu queria odiá-lo por... mas...]