13.2.13

Dia de Brincar (bonecas)

                                       Conheçam Jane...
Jane veio de outra casa. Eu me apaixonei por ela porque sua expressão era diferente e seus cabelos também... ela era assim quando chegou:


Logo que chegou, já a apelidaram de cabelo-de-algodão-doce. Além disso, todos ficavam impressionados ao tocar os fios, porque esperavam tocar algo duro e seco, mas pegavam em algo extremamente macio.
Jane parecia carregar uma expressão de sapeca, mas, com o tempo, ao manuseá-la, achei que era somente tímida. E eu precisava de uma divisão como a que Jane trouxe, de ver essa garota tímida, chegada mais no mundo dos livros, doce e meiga... macia... que eu também carrego dentro de mim.
Foi engraçado quando a antiga dona dela me disse de onde surgiu o seu nome (eu não troco os nomes que colocam nelas, assim foi com Murphy). Jane recebeu esse nome porque sua antiga dona, que também gosta muito de ler, é chegada nas obras de Jane Austen, especialmente em 'Orgulho e Preconceito'. Não poderia ser mais perfeito! Uma boneca que estava nascendo com esta personalidade e já carregava um nome literário... que destino! :D
Ao contrário de Murphy, que fala o que quer, é um tanto grosseira e impulsiva, Jane é um docinho. É atenciosa e preocupada e gosta de ficar próxima a quem ama, mesmo sendo tímida e não conseguindo expressar em palavras o que sente... mas ela está aprendendo!
Essa personalidade nasceu naturalmente, assim como a de Murphy, durante as fotos para o desafio mensal. Lembram que não encontrei as fotos da Murphy? Mas eu ainda tenho as da Jane por aqui e achei que seria bom colocá-las no blog também. Foram apenas 10 temas, como é possível de se ver na primeira imagem:

Todo início de mês, alguém cria a imagem com os temas a serem fotografados e um espaço para uma foto da boneca que vai participar do desafio fotográfico.
O primeiro tema: corações.
Como associar corações com livros? :D
O desafio para mim foi além da fotografia, foi resgatar os maiores títulos, aqueles que marcaram minha vida de alguma forma, e ser o mais original possível. Eu precisava usar 'Pride and Prejudice', obviamente... rsrsrsr


De tênis... nenhum livro com "tênis", então...
Vamos brincar de outro jeito!


Com uma peça de tricô... um marca-páginas! Foi a única foto em que não coloquei um livro...
Com bolsa... no flickr é bacana, porque eu desenvolvo a foto além da imagem... no caso, são diálogos sobre o momento da foto... nesse desafio, Jane estava explicando porque escolhia alguns livros.

De olhos fechados... e o "Ensaio sobre a Cegueira"... meio desnecessário explicar, não? 



Uma peça vermelha
Preparativos para a foto, cenário e iluminação :D
Uma peça vermelha


Super-herói! (Tudo bem que quem gosta de quadrinhos é a Murphy, mas Jane fez um esforço e selecionou seu herói favorito...
De vez em quando Murphy aparece nas fotos... céus... ahahahhah (trazendo o lado negro da força, ahahahaha)


Esse foi difícil, apelei para uma pesquisa, mas nenhuma obra sobre celulares, ou algo parecido, ou que comunicação do tipo tenha alguma importância (dados da pesquisa e de memória...) até que encontrei um que... lógico, não li e provavelmente não lerei... rsrsrrs
Compras... por que livrarias não têm carrinhos de compras? #preciso

Bem, outra coisa interessante obre a Jane é que eu gostaria que o cabelo dela fosse bom de mexer e arrumar de outras maneiras... mesmo que eu tenha gostado muito dela desse jeito, decidi trocar - meio receosa de mudar muito a boneca - por fio mais soltinho.

Desenhando, gosto tanto quanto fotografar


 E foi assim que Jane voltou à customização... e chegou mais fofa ainda, coisa que achava impossível:

:3
Jane também ganhou novos pullrings, que combinavam mais com a fofura dela...
E esse é o meu leãozinho hoje < 3

[ATUALIZAÇÃO]
Sabia que estava esquecendo de algumas informações importantes:

1) Jane foi customizada a partir do modelo Simply Mango;
2) Jane passou por 3 customizações, a responsável por suas duas últimas modificações é, também, a fofa da Renata UP: a foto da direita, na comparação do antes/depois da customização, foi feita pela Renata;
3) Esse vestido LINDO (azul de babados) que não sai dela e algumas outras peças que podem ver por aqui foram feitas pela Cris Shida, mas esse assunto vai ficar pra outro post;
4) Para conhecer a introdução desse assunto e Murphy, CLIQUE AQUI! ou AQUI!. Assunto de quartas, por enquanto ;).

12.2.13

#UmBrindeSaliente

Então vem e conquista a tua parte, corre rápido e alcança a corsa, sê forte e a domina, a encara bem nos olhos e agradece por sua vida antes de a consumir. Sê esperto e segue a linha, fareja o caminho com tua alma e sê honesto contigo, não a percas de vista! Usa a tua habilidade, pois que não é necessário nada além dela... a corsa foge, mas teu prêmio deseja ser conquistado... ele sonha, cresce, treme, escorre, respira, sussurra, arranha, morde e saliva. Então vem, sê rápido, mas não conquistes breve. Sê bravo e não sê rude. O caçador que recolhe a presa não precisa de pressa para ter o que deseja. Então vem, galopa mais que a corsa e entra com calma na gruta, o teu prêmio te espera... sedento, na ânsia de ter a ti lá dentro para alcançá-lo, tocá-lo, amaciá-lo e o amar.

Traço de terça

Se eu for desfiar o rosário de terça, será sobre o carro que está novamente no mecânico. Mas vamos ler sobre algo mais animador... perceberam as cores novas no blog? Acho que voltei pra valer! :D
O desenho de fundo foi um rabisco rápido que fiz em 2m, correndo mesmo, porque eu ia sair... quando cheguei em casa, fui testá-lo e achei tão fofo que decidi que poderia ficar por um tempo... vou pensar em algo mais "Loraine" pra decorar este espaço, agora... :D

11.2.13

Alguns segundos para o dia de hoje...

...e dois buracos no coração não são fáceis para ninguém

O buraco bem fundo toca a alma, carrega a poeira do tempo pra dentro e vira do avesso, deixando à mostra toda a carne ardente como brasa recém-nascida. Foi nesse buraco, hoje, que enterraram o corpo gelado do meu tio. Lá, no chão do cemitério, também enterraram muitos amores e lembranças que escorriam pelos olhos dos meus primos e de minha tia. Olhos vidrados, fitando o fio tênue, demasiado delicado, que saía e ia pra dentro do caixão - libélulas dançavam sobre as placas com vários nomes: Máxima, João, Geraldo, Manabu e agora a placa a ser colocada, a do José, meu tio. Esse buraco fundo cresceu de repente, quando decidiu levar, primeiro, o meu pai. Foi um tapa violento, até injusto, que o abriu - como se todo o espaço que antes fosse preenchido por ele estivesse sendo usado pra cobrir o seu próprio túmulo - nesse dia, não havia libélulas para enxergar, nem nomes e fotos para ver, havia apenas a sensação de que a qualquer momento meu pai chegaria para assistir ao seu velório. E que violência foi usada, que tremenda força, que injusto foi esse tapa hoje! E o que dizer para eles?, seja o que for, não vai ajudar a tampar o buraco...
Nem o deles, nem o meu.
(Eu tenho um consolo, entretanto... e meu consolo está nos braços e na força da minha família. Seria impossível reencontrar o sentido durante essa ausência se não existisse a família.)
Esse texto acaba aqui.

8.2.13

E vem o feriadão...

... e eu, que queria só sossego, tenho é mais trabalho ainda...
Mesmo assim, um deles é da maior responsabilidade e me deixa muito satisfeita. O que vou escrever agora não é o combinado para este post, mas é preciso pra justificar o que vem a seguir (caraca, tá ficando chato esse negócio de rotina, ahahahaha - e, com isso, já entenderam o meu esquema de trabalho). Tive reunião de pais, a primeira do ano, e fiquei muito satisfeita, mesmo, com o nível de atenção, confiança e de participação dos pais... além disso, minha nossa, nunca estive tão segura diante de uma primeira reunião (e organizada, que conste aqui).
Então, combinamos, há alguns anos, de fazer uma "entrevista" com os pais no começo de cada ano, pra conhecer melhor os alunos e (tentar) "descobrir" algumas coisas que não são ditas na hora da matrícula. Foi assim que descobri que minha sala deste ano possui mais crianças com dificuldades na fala do que aquelas duas que já foram especificadas na atribuição. De fato, é bastante incomum. Bastante incomum, mesmo, tantas peculiaridades numa turma de 27 alunos (normalmente, as dificuldades são crianças que apresentam um desenvolvimento tardio na fala e demoram mais para conquistar a pronúncia de alguns fonemas, que pode acontecer naturalmente ou com tratamento fonoaudiológico... mas, o que as mães disseram foi além disso, muito além demais (sic), ahahahaha). E eu acho que isso só pode ter sido escolhido a dedo... sinceramente... mas eu estou aceitando o desafio e esperando dar o meu melhor. Estou feliz por poder fazer o que estudei, conheci, refleti sobre, busquei, me encantei, defendi... enfim... estou acreditando realmente que essas crianças foram enviadas para mim de algum modo e que faremos um trabalho incrível este ano!
Outra coisa que foi muuuuito gostosa foi a recepção deles, como eles foram fofos! Ainda houve falas de que ficaram felizes comigo, duas especiais, pra guardar bem no coração pelos anos de estrada que ainda tenho "Eu queria e precisava muito mudá-lo de período, mas agora já não sei mais, porque gostei muito de você! Vou conversar em casa pra saber se ele fica ou não de manhã..." (Óin!) e a outra dizendo "Eu ia mudar pra tarde, mas a hora que te vi, não mudo de jeito nenhum!" (Ahhhhh que tudo!!!!)
Enfim... quero dizer que recebi um desafio dos bons e que, durante o meu tempo sem servir de motorista ou panquequeira ou participante de festas de aniversário (oficial, rsrsrs) e casamentos (e quantos foram só esse mês! :D) - que é o planejamento real do feriadão - irei focar meu planejamento nessas crianças e produzir um material de apoio para elas. Vou compartilhar aqui, porque todo conhecimento e experiência que funcione devem ser compartilhados... nunca são demais na vida de ninguém!
Quem sabe sirva para mais pessoas ou também possa ser fonte para iniciar outros trabalhos maravilhosos por aí, não é mesmo?
E eu coloquei um livro de visitas aqui no blog, se por acaso o acharem e quiserem escrever nele, podem colaborar com ideias também, né? ahahahah
É isso... simbora começar a correr com o final de semana prolongado???? (talvez eu nem consiga atualizar o blog, mas, dessa vez, não é porque não estou com vontade).

6.2.13

Quarta, dia de brincar! (bonecas)

Conheçam as Blythes

Originalmente, as blythes foram lançadas em 1972, pela empresa Kenner, e vocês podem ler mais sobre isso aqui: We Love Blythe. Ok? rs...
Entretanto, gostaria de ressaltar que, por trás de todo esse contexto, existe um mundo um tanto grande que envolve essas bonecas e os apaixonados por elas, do qual falarei a respeito em outro post (loooooonga história mesmo).
E agora é que vem a parte legal, em que eu apresento as minhas meninas e vocês podem vê-las em fotos, rsrsrs Vou começar pela Murphy, porque ela foi a pioneira no quesito 'ganhar vida' aqui em casa e é quase uma boneca coletiva, porque muitas pessoas a conhecem e 'brincam' com ela também (é bom... relaxa... rsrsrs). :D

E agora... conheçam Murphy


Já escrevi sobre isso anteriormente, mas irei relembrar, antes de mais nada: eu sou ligada às artes desde que me entendo por gente. Comecei a enveredar pelas palavras por ser a única opção possível no momento em que eu queria seguir com meus estudos, e... acabei mais apaixonada por palavras e por imagens que elas reverberam(sic) do que por outro tipo de arte. Terminando logo com isso, escrever se tornou meu primeiro modo de expressão e eu fico irreconhecível quando não sou capaz de me expressar assim. Sofri por não estar conseguindo escrever e (daqui a pouco este post vai virar o post de terça, já parei aqui, hein?!)... enfim, encontrei um refúgio em minha coleção de bonecas, que vem me fazendo bem mais feliz e me facilitando a voltar ao meu caso com as palavras.
Murphy apareceu como que por encanto, eu já pensava em pedir uma customização de uma boneca estrábica (longa história também) e o modelo usado para a customização dela era justamente um dos meus favoritos (para vocês que estão boiando: a boneca original é uma Nicky Lad). Eu não esperava que fosse conseguir uma tão rápido, mas tive uma bela de uma oportunidade quando uma colecionadora (e exímia costureira) a colocou à venda.
Imaginem que fiquei muito feliz com a chegada dela e ela é tão simpática que se tornou uma das preferidas mesmo de quem não acha que as blythes sejam a melhor coisa do mundo para se ter como hobby, rsrsrs... (a responsável por sua customização é uma fofa, que vem cada vez mais fazendo bonecas incríveis e lindas)
E Murphy foi surgindo quando resolvi testar minha máquina fotográfica (ruim mas) nova. Eu queria fazer fotos bonitas e bacanas, e achei que seguir a um desafio era uma boa ideia (o desafio é chamado "1 mês de Blythe", em que postávamos uma foto por dia obedecendo - ou não muito, no meu caso, ahahahah - aos temas preestabelecidos). Eu, como não tenho dinheiro e nem objetos de tamanhos adequados para fazer aquelas fotos maravilhosas que vocês podem encontrar por alguns flickrs aí, resolvi usar a minha criatividade para conseguir resolver o desafio. Então, às vezes eu precisava escrever algo sobre o momento da foto para justificar porque ela se enquadrava no tema, e, mesmo que fosse desnecessário, escrever sobre a Murphy acabou se tornando a coisa mais legal do mundo pra mim. Fui desenvolvendo sua personalidade, elaborando contextos e, quando percebi, estava escrevendo novamente!
O que mais me fascina é como isso pode mexer com tantas pessoas... minha irmã é absolutamente encantada por essa boneca e conheci outras pessoas que também passaram a interagir durante esses momentos em que eu mexia com ela... pela internet mesmo, não é bárbaro? Inclusive, nós precisávamos de um momento para poder nos conhecer pessoalmente... nós já nos encontramos algumas vezes e é muito incrível quando nos reunimos com nossos bonecos para conversar e fotografar.
Agora chega de texto, vou deixá-los com algumas fotos das quais gosto muito (embora não sejam as melhores), vou procurar as fotos do desafio mensal e colocar algumas delas por aqui, depois.

Quando Murphy chegou em casa, a paixão já era certa

"E então você é o tal Sansão, hein?" e "Que foi? Não fui eu!"

Murphy ´é conhecida por carregar uma expressão entediada, às vezes nem sou eu a responsável por ela aparecer assim... parece que tem vida própria D:

O passeio de bicicleta nova :D

"Afe, o que aconteceu com seu pullring, Murphy???"



Mór quer uma lhama :D

Ela fala de todo mundo, mas enche as paciências de Jane desde que saiu do pacote do Sedex... rsrsrs Ela escreveu esse recado pra avisar que Jane tinha ido dar um jeito na cabeleira...

"Quem foi que escreveu esse negócio de verde, hein??? ¬¬"

:3

Quem veste as roupas mais legais é... lógico, porque ela passa a mão em todas as coisas antes das outras meninas > :B


Foi  com essa foto que conhecemos um outro colecionador muito bacana! "Vai cair e rachar a faceplate pra ver, vai!" ou algo assim... ahahahah

Passeio de bicicleta :D


: 3

Estas últimas fazem parte de um projeto que deixei pela metade, mas que pretendo retomar... quem sabe aqui no blog?















Imagem do cartão de natal de 2012 :D


5.2.13

Desfiando o rosário...

Hoje está sendo um dia tão leve que eu nem tenho vontade de colocar os bichos pra fora e falar sobre eles... mas, como estou seguindo regras estabelecidas por mim mesma (que impressionante, não?), estou me esforçando para tecer algum comentário sobre alguma coisa que me incomode. E fiquei tentada a abrir o dicionário, viu?
Entretanto... minha imã apareceu aqui e eu lembrei a razão de pedir pela ajuda dela... É que estou numa relação não muito saudável... e precisava me desapegar e não ficar tão dependente... Mas é que eu não consigo mais andar de ônibus... rsrsrsr D: Fico enjoada, coisa de gente bem mal acostumada (no meu caso, que nunca enjoei, só depois de precisar voltar a pegar ônibus algumas vezes, admito, e precisar pagar R$3,30 por isso D:).
O fato é que eu gastei muito pra manter o meu carrinho esse ano e ele está ainda pela metade e os gastos não param de acontecer! Quando eu penso que vou poder ficar alguns dias sem pensar nele, só usá-lo, surgem gasolina que aumenta, pneu novo que parece que está com problemas, cheiro estranho quando acabou de voltar do mecânico, peças que terminam de quebrar e não posso deixar de consertar porque são relativamente importantes, troca de óleo... deus, por que ninguém inventa um teletransporte logo? Ou algumas ciclofaixas pela cidade pra que eu possa ir/vir gastando toda a minha gordura acumulada??? rsrsrs (É bem sério que se houvesse ciclofaixas no caminho para meu trabalho eu abandonaria o uso do carro todos os dias sem pensar duas vezes! Mas eles colocam metrô em vez de ciclofaixas, rsrsrsrrs - dá pra entender uma coisa dessas?).
(E eu não vou discutir a questão do metrô, porque é desnecessário)
(Nem o descaso visível com o povo ignorante que elege governantes incompetentes; muito menos o fato da ignorância, que é fruto daqueles mesmos sistemas medievais que insistem em manter)
(E nem... nossa... eu nem achei que conseguiria escrever algo hoje... rsrsrsr parei aqui, pensando em remodelar os posts de terça para que eu possa escrever coisas positivas, construtivas e... enfim...)

4.2.13

Segunda...

...e, segundo a prô, parece que será um ano bom, cheio de trabalho, de mudanças, de adaptações, de tudo o que temos direito enquanto profissionais da educação.
Hoje foi um dia manso, nós saímos numa volta pela comunidade e revisitamos algumas paisagens que dão vontade de chorar... mas não dá pra chorar se precisamos trabalhar para dar melhores condições para nossos alunos e suas famílias, esperando que algo cresça com eles e se espalhe pela comunidade de alguma forma...
Nós trabalhamos num bairro bem populoso, a comunidade que atendemos, em maioria, é de baixa renda e vive num estado que não conseguimos realmente entender. E o que ainda assusta é pensar que existe situações muito mais degradantes para pessoas que são como nós... isso , vou repetir, ainda choca e dói. Dói porque o meu esforço e o meu trabalho se torna nada. Porque os sistemas organizacionais que parecem funcionar em verdade são obsoletos e prejudiciais, minam a evolução quando prescrevem e cobram  soluções e atitudes que tornam tudo moroso, corruptível e desproporcional. Mas o pensamento é outro, neste momento, é sobre o meu trabalho, não sobre os sistemas ruins aos quais todos nós somos subjugados (e algozes e vítimas).
Todos sabem daquela dor adolescente de não poder mudar o mundo... todos parecem sofrer com isso... eu há muito não sou mais adolescente, mas essa dor ainda me é tão cruel que tudo o que aprendi com anos e anos de vida e de trabalho não são suficientes para me manter calma e focada e satisfeita diante desses choques de realidade.
Eu sei que eu não posso mudar o mundo de repente (talvez meu esforço realmente fosse notado se eu pudesse ser fora do comum, ou se eu tivesse bastante sorte de encontrar o momento certo para aparecer e expressar o que penso e sinto para alguns olhares certeiros e atentos... enfim... excluindo isso e voltando à realidade...), mas posso investir em pessoas que estão crescendo e aprendendo e transformando e que podem disseminar algo que seja realmente essencial para uma vida mais digna e saudável naquele local ou onde elas estiverem e alcançarem.
Eu realmente acredito que eu posso alcançar alguns de meus alunos e fazer uma diferença boa em seus olhares e que eles vão crescer e vão usar e propagar aquilo que importa...
E eis o meu incentivo e o meu desejo de todo ano que não é fazer com que eles aprendam a decodificar e a utilizar o código de nossa língua... que não é que eles aprendam a lidar com a lógica e a utilizar ferramentas que os auxiliem a solucionar problemas do cotidiano... que não é estimulá-los a um trabalho em equipe, para que possam viver em sociedade, compartilhando e colaborando para que todos possam progredir... que não é levá-los a encontrar suas identidades e a reconhecer o mundo em que vivem... que não é despertar conhecimentos que permeiam muitas culturas do mundo... que não é levá-los a explorar suas habilidades e enfrentar desafios para desenvolvê-las... que não é disseminar entre eles um espírito e senso coletivo de organização, justiça... enfim... que não é apenas isso, mas que é tudo isso e muito mais além e além e além.
E eles só têm 4 anos. Mas 4 anos é o suficiente para muitas coisas do mundo, e, felizmente, muitas das mais importantes.

2.2.13

Hoje é sábado...

...e vocês, que por acaso estão lendo isso e sabem que eu fiz um combinado comigo mesma de seguir a uma regra de postagem (achando que estabelecer uma rotina me ajudaria a trazer este blog à vida), também estão percebendo o quanto eu sou ótima em seguir o que planejei? Enfim, voltei ao trabalho, então talvez isso melhore, rsrsrsr (não estou prometendo escrever todos os dias, o que já é uma coisa muito inteligente de minha parte...).
Estou bem animada com o retorno ao trabalho, mesmo que ainda esteja assustada com o presente que me aguardava na atribuição de classes. Vou ser bem honesta: é o primeiro ano em que estarei lidando com um grupo vindo, em peso, de creches. Isso é o que mais está pegando. Tenho também no grupo duas inclusões interessantes, digo isso porque são questões de fala, que é a especialidade da casa, rsrsrs... era sobre o meu trabalho que eu queria refletir um pouco e achei que o blog seria uma boa ferramenta para isso (taí uma justificativa de usar o blog no dia não combinado, :D).
Minha formação é voltada para a Linguagem (Letras e Literaturas), mas eu venho estudando a fundo, desde o magistério, questões que são relacionadas ao uso da linguagem por crianças e para crianças (em especial, a linguagem usada através da Literatura). Portanto, eu tenho algum conhecimento sobre dificuldades e desvios na fala que são justamente com o que terei de lidar este ano. Não são as primeiras crianças com esta dificuldade com as quais eu terei que trabalhar, eu venho trabalhando com questões referentes à linguagem desde que tive contato direto com crianças e, mais intensa e diretamente, desde que assumi uma turma como professora. Estes serão o 3º e o 4º casos clínicos (com 'clínicos' quero dizer que são casos que necessitam de tratamento além do fonoaudiológico, porque são questões mais graves e complexas). Portanto, o que me aflige não é a dificuldade com as inclusões, mas como gerenciar com qualidade tantas questões em um  período tão curto.
Sem conhecer as crianças e as famílias, eu já posso levantar algumas questões de acordo com a minha experiência profissional (são 10 anos lidando com a Educação para os pequenos, observando, estudando, experimentando e lecionando e eu sinto que é tão pouco!), estive pensando sobre:

1- Crianças que vêm da creche costumam ter maior autonomia e confiança para lidar com a rotina e o ambiente escolar, portanto, questões de adaptação e de rotina tendem a ser mais tranquilas;
2- Entretanto, essas crianças também costumam ter atitudes mais difíceis de gerenciar e às vezes demoram mais para seguir combinados estabelecidos pelo grupo e regras da escola, portanto, podem sofrer com um adaptação mais longa em relação às mudanças, mesmo que já sejam autônomas e não chorem para ficar no novo ambiente;
3- O grupo possui muitas divisões, ainda não é possível saber quantas permanecerão, mas notei ao menos 4: as crianças que vêm de creche - que podem se agrupar, inclusive, por terem frequentado a mesma unidade (4 u.e. - 17 crianças) -, as crianças que não tiveram experiências em outras unidades escolares (5 crianças), as crianças com dificuldades de fala (2 ou mais crianças), as crianças que possuem diferenças de idade muito gritantes (quanto menores as crianças, maiores as diferenças; nesse caso, crianças que possuem alguns meses de diferença costumam ter conflitos com muita frequência, este grupo contém crianças que nasceram em abril de um ano e crianças que nasceram em março do outro ano, de 1/4 a 25/03, posso dizer que têm um ano de diferença!). Um grupo tão dividido é o maior desafio;
4- Minha experiência anterior era mais complicada, porque a divisão do grupo era muito maior e, além disso, metade da turma já havia sido da minha turma anterior; para este ano, esse desafio já não me assombra mais, porque todos serão alunos novos para mim e para a escola, portanto, estarão praticamente no mesmo nível de conhecimento de atividades e rotinas;
5- Crianças com dificuldades tendem a ser deixadas de lado pelo grupo e estabelecer um senso coletivo de colaboração e respeito é extremamente difícil, especialmente quando outras crianças do grupo possuem questões tão importantes e delicadas quanto (familiares, de aprendizagem, biológicas - comportamentais - ou outras questões individuais - como carências e outros tipos de rituais);

Bem, acho que comecei o meu diário :D. Em verdade, estas são apenas suposições. Toda turma é uma caixinha de surpresas... estou me preparando psicologicamente para receber estas questões que são frutos da minha experiência profissional, entretanto, as crianças podem me surpreender e trazer coisas muito diferentes e, talvez, não seja necessário um trabalho tão forte ou tanta intervenção... talvez eles se tornem um grupo mais cedo do que o esperado... e meu trabalho seja somente com questões de conhecimentos de mundo e etc etc... (ou talvez nem se tornem um grupo e daí eu caia em depressão, rsrsrsr). Quero dizer que já estou reconhecendo o meu trabalho, meus objetivos e que estou satisfeita com o que terei de lidar... espero sair satisfeita, também, ao final do ano letivo; sabendo que fiz o que estava ao meu alcance e que me esforcei para chegar além dele, que fui o melhor que pude ser.
Durante este ano, talvez eu desabafe sobre algumas questões aqui, buscando soluções... sabem? Nós temos um caderno de planejamento que eu detesto e que estou sendo obrigada a usar, rsrssrrs, então... é bem provável que meu vínculo saudável seja com este blog e que eu queime o caderno assim que não precise mais dar conta dele, rsrsrrsrs... mas isso é segredo nosso.
(Inclusive, eu já desmontei o caderno e reorganizei numa sequência inteligente para o meu uso... isso quer dizer que eu estou me esforçando para seguir uma norma que eu não gosto, e isso é bom... não é?)

23.1.13

Hoje é quarta, dia de brincar! :D

Uma introdução para os próximos posts de quarta-feira :D (hoje ainda é quarta, não é? D:)

As férias atrapalharam um bocado a rotina que eu tinha no ano passado, lógico e ainda bem, né. Entretanto, eu pretendo mesmo voltar a escrever, não dá pra ser eu e não escrever ao mesmo tempo, e a maneira mais fácil de fazer isso é seguindo regras, uma rotina (realmente fui eu que escrevi isso que acabaram de ler). Não vou retornar, neste post, ao assunto 'estava chateada porque percebi mimimi...', porque a intenção é continuar este blog, de alguma maneira, até que eu consiga realmente voltar a produzir algo naturalmente - a não ser que esse planejamento realmente funcione : D).
Maaaaas... vamos falar de coisas divertidas, né? Hoje foi o dia escolhido pra brincar um pouquinho, logo... vamos seguir as regras (mesmo que isso soe um tanto estranho vindo exatamente de mim - pessoas mudam, acreditem! : D).
A intenção era postar coisas sobre meus hobbys, nesse dia (além da escrita), meus outros meios de expressão. A ideia inicial era apenas apresentar o meu mais novo prazer quase-secretoe postar uma coisinha ou outra sobre, assim, esporadicamente... mas acredito que eu necessito dar uma atenção especial a ele, por isso decidi que, por enquanto, ele terá exclusividade... por duas razões: foi minha principal terapia para não surtar com algumas coisas que me tiravam de mim e porque foi o que me levou realmente a voltar a fazer o que mais gosto, que, como já disse agora mesmo,é escrever.
Portanto, segue uma introdução (blablablá, que não precisa ser lido se não houver interesse, porque o legal mesmo virá depois! \o/):

Sobre a minha coleção de bonecas, quem são elas, porque eu as tenho e como fui parar onde estou D:

Eu realmente comecei a colecionar bonecas em 2007 ou 2008, não tenho certeza. Comecei com Barbies Collectors (tem um pouco sobre isso aqui , no link; outro dia falo mais sobre elas), mas hoje falarei sobre outra boneca.
Quando eu fazia magistério, estava pesquisando uns autores para elaborar um projeto de TCC sobre um assunto que me interessou muito e que pretendia estudar na faculdade (looooonga história que envolve Luria e, mais tarde, Jakobson, entre outros) e, até hoje não sei como, conheci uma boneca chamada Blythe. Fiquei encantada com a boneca antes mesmo de ver o que os colecionadores faziam com elas (vou chegar lá ainda nesse post), mas achei que era algo impossível conseguir uma (bem, uma boneca do outro lado do mundo e eu nunca havia pensado que um dia eu compraria tão fácil algo pela internet), então parei de ficar olhando, pra vontade de ter uma não crescer... e eu "esqueci".
Um belo dia, em 2011 (notem que eu já havia me tornado colecionadora), andando sem quaisquer intenções  (inocente mesmo, juro!) pelo centro da cidade, eu vi uma coisa: uma blythe, lógico (se é disso que tô falando, srsrsr). Desacreditei. Fiquei sem palavras mesmo. Então eu peguei a bonequinha e disse para minha mãe: "Tem alguma coisa errada, elas pareciam ser tão grandes, mas essas são elas e são fofas, quero muito!" O que aconteceu: eu descobri que a linha Littlest Pet Shop, da Hasbro, estava produzindo um kit com petites blythes (a versão da boneca que mede cerca de 11cm, mais um bichinho - ou não, ou vários, rsrsrs - mais uma série de acessórios). No dia achei caro e escolhi duas das que vi na prateleira, o que foi bem difícil, rsrsrs.
Então, cheguei em casa e não parei de babar nas bonequinhas, falando sobre ela e de como eu achava que nunca teria uma e planejando pegar as outras pra completar a coleção. Lembro que minha irmã ficou me olhando estranho, e que foi por isso que resolvi pesquisar sobre ela na internet e mostrar as fotos que eu havia visto há anos atrás (tarefa insana). Foi assim que descobri o Flickr e as fotos maravilhosas dos colecionadores com bonecas absurdamente maravilhosas e... enlouqueci, relembrando o desejo antigo de ter uma daquelas. rsrsrsr
Nesse dia, eu percebi a diferença de tamanhos e que elas eram totalmente customizáveis, mas, ainda assim, achei a pequenininha muito fofa e decidi pegar as outras, ingenuamente achando que eram apenas umas 5 ou 6 (como costumam ser outras bonecas - não tinha me ligado ainda que se tratava de LPS, rsrsrs). Então fui à loja, peguei as outras diferentes, e, quando cheguei em casa, começou: vi o número na caixinha. D: Era algo como #B20. rsrsrsrsrs Desacreditei de novo. Voltei à pesquisa e vi que realmente era o número da boneca e descobri que havia pelo menos 30 delas. E eu quis todas, porque uma era mais fofa que a outra. Foi assim que começou a coleção das minhas blythes LPS (eu ainda quero todas, mas já estou mais na paz, porque são bem mais de 30, ahahahaha - bem, depois falo mais delas).
Aconteceu que, nessa pesquisa, eu descobri no flickr uma brasileira que customizava blythes, das grandes e maravilhosas, isso foi em outubro de 2011. Falar que pirei é pouco. Vi a possibilidade ali, na minha frente, e então mandei um e-mail pra ela perguntando uma porção de coisas e como eu poderia ter uma. Ela foi muito atenciosa, me explicou muitas coisas e combinamos uma customização... foi um sonho (inclusive, super recomendo o trabalho que ela faz nas bonecas, mas também falarei mais disso depois).
Enquanto acontecia todo o processo de encomenda (a compra da boneca, que leva cerca de 30 dias para chegar ao Brasil, a escolha das características para a customização e a espera pela chegada da linda em  minha casa), eu não resisti, não aguentei esperar, e acabei comprando mais duas bonecas (isso porque eu decidi fazer o mínimo de customização porque a brincadeira é bastante cara para mim). Enfim, achei que ficaria apenas com essas três bonitas, mas meu número da sorte, hoje, é 6. rsrsrsr

Em quê colecionar blythes mudou minha vida :3

Pulando essa parte chata toda e o blablablá desnecessário, vem o que eu queria realmente compartilhar aqui neste espaço. O que foi que aconteceu na minha vida pra essas bonecas serem tão importantes assim (ora, não são um pedaço de plástico e um consumo essencialmente materialista(sic)??? Isso é novidade!!! Não??? : D)
Eu praticamente realizei um desejo antigo (que a princípio era materialista, sim, mas... preciso realmente discutir isso??? rsrsrsr), mas aconteceu o melhor depois, quando eu descobri o que rolava no flickr (e ainda rola, se souber onde procurar) de um pessoal que andava fotografando a boneca (e outros brinquedos) e publicando imagens lindas e/ou cheias de uma coisa muito íntima, que é a ligação deles com esses brinquedos (que ganharam vida). Conhecer um modo mais produtivo de lidar com esse hobby, além de apenas ter uma boneca linda, foi minha salvação.
Então eu comecei a fotografar minha coleção de bonecas enquanto elas não chegavam, mas somente quando elas chegaram em casa foi que eu realmente investi em criar um contexto para as fotos, porque eu não queria apenas uma imagem fofa ou bonita... queria um enredo, uma história - inclusive ao seguir os desafios dos grupos para tirar fotos assim/assado.
Surpresa! Voltei a escrever sem relutar, sem apagar mil vezes o que eu escrevia e deixar tudo em branco no final. Zoé, Cecília e Jane, as três primeiras garotas que chegaram em casa, ganharam personalidades mais tímidas e inocentes, talvez por um reflexo de como eu estava me sentindo... mais intimidada com o mundo, rsrsrsrs... (embora Zoé seja uma moleca). Então chegou Murphy.
Murphy chegou pra valer, não veio tímida, nem de mansinho... ela já chegou escancarada, chamando a irmã de "cabelo de ninho de passarinho" e já fazendo sozinha uma carinha de tédio que é a marca registrada dela hoje em dia. Chegou cheia de vida assim (sério, parece que ela realmente tem vida, porque ela faz essa cara sem eu mexer em nada D:). Ela foi ganhando personalidade conforme eu fazia as fotos dela para o desafio mensal de uma comunidade do flickr, e, enquanto isso, eu fui realmente saindo da toca também. Ela ganhou personalidade e as outras a acompanharam e... cada uma delas passou a representar um pedacinho de mim.
Achei engraçado que algumas pessoas notaram isso sem eu nunca ter tocado no assunto com elas... rsrsrsrsr... mas é assim que tem funcionado... elas vêm agindo como uma terapia. Um modo de eu entender um pouco mais o que acontece na minha cabeça e de lidar com estresses e frustrações... parece loucura, mas essa explicação faz sentido para mim.
Quero dizer que eu tenho estado muito mais tranquila, embora esteja quase falida, rsrsrsrsr... e estou lidando muito melhor com algumas questões mais íntimas, que não vêm ao caso agora... rsrsrsr... é engraçado, não?
Bem, já escrevi muito! Eu queria fazer esse post de introdução antes de trazer realmente as bonecas para este espaço... prometo que os outros posts serão menos chatos e mais curtos e terão fotos! rsrsrsrs... certo?
Depois que eu apresentar mais desse mundinho... falar sobre cada uma delas, sobre o hobby mesmo, sobre fotografia e etc... mostrarei o resto da minha coleção de bonecas... :)

É isso, por hoje! (e não é que voltei mesmo? : D)

7.11.12

Por que é que choro tanto?

E quantos e quantos e quantos... prantos derramados, delatados, dilacerados, esquecidos e maltratados ressurgem e refazem aquela dor velha, maltrapilha... por que não transformam toda num delicado pingente pro meu colar de lembranças? Juro que cuido melhor, se for assim. Mas me deixa crescer, amadurecer, virar também noutra coisa delicada, pintada de recordações que me decoram pra que eu possa também me pendurar, no ar, flutuar, plainar, voar e ver além, do espaço, bem de longe mesmo, a vida.
Sabe que a culpada, no fim, sou eu, porque cutuco a ferida que é quase uma cicatriz e a faço jorrar de novo. Não sei se pra sentir, não sei se pra lembrar, não sei se pra entender. Cutuco lá no fundo, até que dói. E dói e sangra e choro.
E por que é que choro tanto?

13.9.12

O retorno para mim

Bem, estou voltando, é fato!!! [#todoscomemora!] : D
Como havia prometido a mim mesma, vou fazer desse escape um lugar mais aconchegante; aquela coisa sisuda não era minha cara e estava me espantando daqui. Entretanto, devo dizer que o propósito é o mesmo, mas com menos rigor quanto ao que será despejado aqui e com mais rigor quanto à organização e postagem diária, até que ele comece a engrenar e andar como deve ser.
Pensei em fazer temas por dias, mas é apenas teste... pelo menos por enquanto. Os temas escolhidos são coisas que me circundam, óbvio, e talvez isso me ajude a desabafar um pouco sobre tudo, sem evitar coisas e sem ficar na mesmice... quem sabe eu paro de me sabotar, no fim? Como já era esperado, a ideia veio engraçadinha [¬¬ né]:

Segunda: "Segundo a prô, nada de segunda" (a ideia era falar sobre Literatura Infantil, mas acabo acreditando que aqui caberá um punhado de coisas do meu objeto de pesquisa e preocupação científica além do próprio objeto, mas não esperem citações, etc e tal);
[Estou fazendo os selinhos : D, bobagem, mas sou assim]
Terça: "Desfiando o rosário" (rosário, terço, terça... entende? rsrsrs);
Quarta: "Dia de brincar" (um espacinho pra falar de coisas além do meu trabalho e minhas frustrações, né?)
Quinta: "Poesia de quinta" (já é possível imaginar do que se trata);
Sexta: "Planejando a Sesta" (Ehehehehe)
[aqui poderia me resumir: livros, reclamações, lazer e descanso : D, espero que não seja verdade, ahahahaha]

Por esses dias, apenas arrumarei a aparência dele (embora esta me agrade ainda e isso me assuste).
Boa viagem em mim para mim! : D
[#orando]

30.5.12

Calada: dedos colados.

"[...] See these tears so blue
An ageless heart that can never mend
These tears can never dry
A judgement made can never bend [...]"


De verdade, tentando traduzir(me). São dores minhas, que são minhas desde quando eu consigo me lembrar (que criança tem necessidades tão grandes e urgentes sobre coisas tão impalpáveis? Hein, Alice?).

[...]

Aprendi a falar sem ser pela boca e há uns bons anos ando emudecendo.

A única certeza que tenho é daquilo que não contribui neste momento:  os desestímulos diários, as bagunças que deixo por onde passo e esse acúmulo de coisas que me deixa imensa de todas as maneiras que podem imaginar.

Vou aproveitar o mês off para reverter esses incômodos: voltando com minha vida errante de 'burladora' de regras incorrigível, continuando com a faxina interna e externa, me livrando de tudo o que não me pertence e de toda a sujeira que eu puder e... tomando vergonha na cara para cuidar de permitir só aquilo que realmente gosto ou que seja realmente necessário, o mantra será: 'não preciso disso, preciso de ar, não preciso disso, preciso de ar, não preciso disso, preciso de ar...' rsrsrsr

Com certeza, uma coisa puxa a outra, se funcionar, voltarei bem melhor desse retiro e farei mudanças por aqui (vou mudar a proposta desse blog pra deixá-lo mais presente na minha rotina, por exemplo, a especificidade dele está me mantendo muito longe de algo que sou e isso não é certo, talvez a proposta inicial exista paralelamente assim que eu estiver bem de novo).

E essa ladainha está ficando realmente um saco, acho que vou mudar o nome do blog para "Blog das desculpas - um bom lugar para sentir pena de si mesma, fazer-se de vítima e publicar textos apelativos" rsrsrsrs.

23.5.12

No lugar errado [Um Fim]

E então que cada segue a tua, contudo, que houvesse clareza, não pesares...; não quiseste antes, conquanto insististe, por que não deixaste livre? Fizeste culpada, desnecessário, e diluir-se ainda mais do pouco que restava. O que há agora, para ambos, é um resquício de dor, aquela dor aguda e lenta, que escorrega e se esconde lá no fundo da alma.

[uma tentativa de traduzir um sentimento novo, mas saiu no lugar errado e não aqui - lá no facebook. Como não estava conseguindo acessar o blog (...aliás, o que aconteceu????) resolvi publicar lá mesmo, pra não perder mais este negocinho meu - embora eu pudesse ter salvo num arquivo, ou transcrito... mas agora já foi, não adianta choramingar sobre o que já se foi, não é verdade?]

8.5.12

Enfim...

A verdade mesmo é que tenho um tantão de coisas escritas aqui, mas fiquei com preguiça de digitá-las. Daí o  tempo passou, já não as acho tão boas assim e... fiquei com vergonha de digitá-las.
Entretanto, farei isso. Do contrário, esse espaço não teria razão (considerando que é muito mais fácil a existência dele para a minha organização... e que estou precisando muito disso agora).
Optei, pra começar, por trazer os textos mais recentes (de ontem, os dois primeiros sem correções; o segundo, com menos fluência de ideias e mais trabalho, consegui uma imagem poética que achei um avanço digno de ser comentado aqui, mas que calo por agora, pois quero ter certeza... mas o terceiro... o terceiro achei lindo, de verdade, foi repensado e reescrito, como verão... no fim do post).

O limão

Senta-se à mesa, mas
mancha de cevada
a roupa
sempre ao sair com Ela.
Bebe longos goles do próprio copo,
só para matar a sede
d'outra taça, que é dela.

Ela não esboça anseios, dores,
ou nada,
e beberica, molhando os lábios,
pronta para ceder-lhe...
uma dose
efêmera no tempo, ou no espaço,
mas latente no gosto.

Ele se levanta,
subitamente desinteressado,
e vai para a rua,
n'outra esquina,
vislumbrando vitrines
e outras coisinhas miúdas
pelo caminho.

Ela, sobressaltada e ruidosa,
termina a taça,
remói os passos espertos
e abre lugar para perguntas
e perguntas
e perguntas
e perguntas...
Mais perdida que saindo do bar,
afunda-se na cadeira,
num sentimento novo, que
explodira e sujara
sua face antes impenetrável.

'Cadê? Onde está?'
Ele olha sedento, mas não vê.
('Coragem!' Alguém disse.
Coragem...
Coragem...
E orgulho guardado no bolso.)

'Entra', Ela murmurou.

Ele ouviu?
Ninguém sabe...
Olhou de fora, acenou,
trocou olhares saudosos, sonhadores
e partiu.

Ela...? derreteu e entrou
pelas frestas,
espalhou-se pelo chão,
numa mancha perfeita,
tal como um suco...
de limão.

------------------

Do amor impossível

Um pedaço de corda
não amarra o vento.
A perfeição é atingida no laço,
em volta de si mesma.
Bem dado, jamais desata.
Mas o vento...
dissolve-se, vai a esmo em todas as direções,
não sabe o que é um nó.

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Pra finalizar os pensamentos no caderninho de anotações, escrevi umas bobeiras, é claro, e, entre elas, isso:

'Sinto saudade de escrever sobre você,
mas é como se eu procurasse me ferir de propósito,
porque dói toda vez que penso e lembro.'

Detestei, obviamente, fiquei alucinada de raiva ao ler isso (mais porque estava muito mal escrito do que pelo sentimento) Não parece qualquer coisa muito ruim?, mas era algo que eu queria expressar, urgentemente. Pensei, trouxe palavras diferentes e não tão óbvias (embora não sejam rebuscadas ou novas) e fiz aquilo que deveria fazer aqui, na proposta inicial deste blog: reescrevi e consertei a imagem poética, ficou assim:

'Sobre a dor, a ausência já não tem mais domínio.
Saudosas são as palavras que te definiam...
são facas que alegremente afio e me firo.'

Muito diferente. Não tão bom, mas o melhor que pude fazer com os remendos e as palavras que tinha (um avanço gostoso, pra mim, que sou tão difícil pra disfarçar coisas tão dolorosas).

8.4.12

A doce volta

Acabei de ler um comentário sobre falsos poetas e suas péssimas poesias e achei que me serviu como uma luva. Mas... não estou nem aí, na verdade, estou aqui pra dizer que parei com aqueles textos 'afetados' e decidi que vou voltar a escrever aqui com mais frequência, afinal, isso é um exercício pra não me deixar vaguear com as palavras e pra que eu continue as dissecando e combinando ao meu gosto... quem sabe um dia algo vai vingar, brotar, crescer, florescer e render um fruto saboroso de se ler e reler e se guardar num cantinho importante da cachola? (aliás, eu ando bem precisada desse trabalho, já que ficar à toa tem me rendido péssimos hábitos e pensamentos)
Tenho uns textos novos aí (também decidi que ainda não é hora de reescrever aqueles textos antigos, que prometi a mim mesma, porque, ao que me parece, não estou muito melhor do que aquilo.. : D)
E só. Amanhã (se eu conseguir ligar o computador), com certeza vou postar um negocinho aqui.

13.2.12

(É tão difícil se distanciar)

Tenho um jeito que é só meu, de olhar prum lado e ver o todo, de amar o torto e o terrível e achar que é lindo. O que é lindo? Não vejo a diferença e não me importo, porque, pra mim, é tudo aquilo que eu percebo, entendo, concebo e respeito. Posso estar errada, mas também não me importo mais. E só, gente. (Só não sei por quais motivos ainda calo... acho que é porque tanto faz.)

[E juro que vou parar com estes textos afetados - todos esses últimos -, eu sei que posso ser melhor e quero escrever coisas inteligentes.]

12.2.12

O tanto faz

Ando cada vez mais no meio, sem saber a qual lado pertenço... se sonho, se vivo... em verdade, a questão vai muito além disso. Fosse só saber distinguir o plano das ideias, seria até fácil... o problema é que não sei se ando triste, se ando feliz... não sei se ando necessitando ou repleta... se ando na estafa, no marasmo, na chateação ou se, mesmo calada, ando na mais pura energia e vividez. Não sei como é que posso estar tão no meio de tantas coisas tão exatas e precisas (sic).
Vejo-me, novamente, diante da minha professora da 3ª série, que me disse: "Você não pode ser agitada e calma, ou se é uma coisa, ou se é outra!". E, certamente, eu continuaria a responder do mesmo modo: "Mas, professora, tem vezes que eu fico quietinha e tem vezes que eu não paro de falar e de me mexer! Eu consigo ser as duas coisas!". (E, então, ela me deixou ficar com a resposta duplamente assinalada... juro!)
A única certeza que ainda me resta é a de ser eu. Eu acho.


A sério, o que me coloca em dúvidas eternas é que, às vezes, tanto faz. E, em algumas questões, é o que acaba por me preocupar também... mas bem pouco.

25.11.11

Daí eu explodo:

'Tem problema comigo? Resolva comigo.'
'Quer citar exemplos e reclamar de algo? Cite os exemplos com coerência e com propriedade, pare de achismos ou de acreditar que conhece tudo aquilo que você não sabe.'
'Se você não sabe ler um texto, que texto você lê?'
'Se não tem competência para algo, não tente mostrar que tem.'
'Se, para quem não sabe ler um texto, um texto possa parecer difícil, atente para os seus sinais e o leia com atenção."
'Blá, blá, blá... Ações resolvem.'
'Não intimide ou tente subjugar os outros para que sigam aquilo que VOCÊ acha certo.'
'A verdade também é feita de mentiras.'
'Não tente vender suas ideias ou sua imagem como um ideal. Você não é ideal.'
'Quer dizer que você deve aprender a considerar aquilo que existe além de você.'
'PARA RESOLVER, é preciso competência.'
'Quem dita as regras não tem competência? Então as coisas não serão resolvidas. Sinto muito.'
'Meta-se com o seu próprio trabalho e pare de se intrometer no dos outros.'

E a principal motivadora de hoje:
'Afe, pare de falar bosta!' ou, mais popular ainda: 'Vá para a puta que te pariu e pare de me infernizar a vida.'

Pronto, está dito.

20.11.11

Aquela sensação...

...aquela sensação de morrer muito cedo.
...de sentir-se um monstro, por mais que seu sorriso a deixe mais simpática.
...de estar um bocado triste, mas não saber dizer a razão, e não se importar, de fato, com a razão.
...de não conseguir mais sonhar.
...de achar que está perdendo as cores a cada dia.
...de estar ficando sem graça.
...de que você não faz tanta diferença.
...de que não faz diferença, afinal.

Acho que cheguei num limite aí. Não me reconheço e estou certa de que sou eu. Estou caminhando por uma borda e avistando um lado que nunca havia visto antes. Estou beirando um caminho meio apagado, triste. Não sei como vim parar aqui, não. Acho que tanto faz, mesmo.
Mas estou bem.




Recados para você e você e você e você:
Acho um pouco chato insistir em algo que incomoda alguém até desnortear esse alguém.
Acho um pouco chato insistir em reclamações que não vão levar a nenhum lugar interessante.
Acho um pouco chato insistir em resolver problemas que não lhe pertencem.
Acho um pouco chato insistir em julgar aquilo que não diz respeito ao seu julgamento.
Acho um pouco chato insistir em criticar alguém pelo prazer de se sentir menos/mais [daquilo que você criticou do alguém].
Acho um pouco chato insistir em ter razão soberana sobre qualquer coisa, até mesmo sobre você.
Acho um pouco chato insistir em continuar a perturbar alguém.
Acho um pouco chato insistir em tratar as pessoas sem realmente considerar as pessoas.
Acho um pouco chato insistir em lidar com as pessoas sem ao menos se interessar por elas.
Acho um pouco chato insistir em voltar ao tempo passado e cobrar por coisas que já não existem mais ou nunca existiram.
Acho um pouco chato insistir em... [lista eterna e infinita e óbvia e chata]

17.11.11

A Caverna - uma fábula moderna

O bicho andava lá dentro, preferindo esbarrar no chão e tropeçar nas paredes a saborear a vida escorrendo como mel que vaza dum enxame... ali, do lado de fora. Não sabia cores, nem cheiros, só tateava a pedra ruça e o deslizava no limo. Ele se sentia muito mais seguro e era o quanto mais que se embrenhava para o interior que o fazia mais forte. Logo esqueceu a luz e seus olhos se tornaram capazes de reconhecer a repentina junção entre chão e teto, entre o buraco e o chão e entre o abismo e o buraco.
Lá fora, as coisas aconteciam. Animais nasciam, morriam... suas vidas nos conformes do ciclo que deveriam seguir. Isto é, os animais viviam, depois que nasciam, até o dia em que precisavam morrer. Há que se entender que este 'viviam' advém da expressão verbal 'saborear o mel', e não da 'ser o mel'.
O bicho não gostava de mel, mas estava começando a ficar louco para provar. Já digo: quanto mais pra dentro da caverna, ficava mais fácil escutar os próprios pensamentos, e os pensamentos do bicho diziam que mel era a coisa mais sem gosto que havia e que ele não entendia como os animais podiam se lambuzar. Diziam também que ele é que era esperto por sequer olhar para o mel, entre todos os outros pensamentos bobos sobre o assunto, que cada vez mais tomava o espaço dos seus pensamentos. [Digo também que o bicho aprendera a gostar de ouvir a si mesmo e trabalhara por muito tempo num modo de compreender o quanto fosse possível do que pensava, é o suficiente, por enquanto?]
Nenhum animal poderia sentir falta do bicho, embora, talvez, pudesse ficar curioso sobre o bicho. Mas o bicho, com o tempo, se tornara uma lenda e quase mais nenhum animal acreditava que ele existia. Como poderia existir um ser que preferiria desbravar uma caverna a sentir a vida doce lhe passar todos os dias? Ninguém poderia entender como isso acontecia, na verdade, pois que era incomum demais.
O bicho, então, sedento, louco, resolveu voltar para encontrar o tal mel. Depois de muitas tentativas vãs para achar o caminho, tentou encontrar o mel lá dentro mesmo. E qual não foi a surpresa quando se descobriu sem paladar? Embora todos os sentidos houvessem se desenvolvido para se adaptar à caverna, todas as coisas lhe pareciam iguais no sabor. Frustrado, reparou numa fresta, por onde a luz tentava entrar a todo custo. Ansioso por experimentar algo de fora, foi espiar. A dor, da sensibilidade, o fez correr febrilmente de volta para onde estava quando decidiu voltar.
Alguns animais disseram ter ouvido um rugido, mas, como não entenderam o que ele queria dizer, voltaram sossegados para seus afazeres e logo se esqueceram do som por completo.
O bicho passou a sustentar em si a nova dor que descobrira: ansiar por sair ao mesmo tempo em que temia encontrar a saída da caverna.


[Não sou a favor de moral tão explícita, mas já que o texto é bastante óbvio, seria algo como: desafiar (?) a liberdade não é suficiente para ser livre. Credo, ruim demais, prefiro este: quem se esforça para compreender a si mesmo deixa de ser compreendido pelos outros. Fim. Texto sem correção.]

12.11.11

Textos antigos

Estava procurando uma coisa, nem lembro o que era, e acabei mexendo numa caixa onde guardo umas pastas com textos e desenhos meio velhinhos. Achei um caderno em que escrevia para compartilhar num grupo, uma espécie de clube literário, da época do magistério...
São texto muito, muito, muito ruins, rsrsrsrs... mas achei algumas coisas interessantes, vou ver se resgato algumas e trabalho sobre elas (ou não).
Selecionei 6 textos, vou colocá-los aqui aos poucos.
(Não é que o que eu escreva hoje em dia seja muito bom, quem sabe o propósito deste blog, vai entender onde quero chegar.)

Retorno à antiguidade - pensamentos mitológicos de hoje

1 - Se eu tivesse que escolher a quem eu daria aquele pomo... não sei não, acho que devolveria para a Discórdia;

2 - Com certeza, estou cheirando à romã. Devo estar com o gosto também;

3 - Penso que estou quase pisando em Ítaca novamente...;

4 - Se Medusa me visse, acharia que sou da família e sairíamos para beber pelos anh... bens perdidos;

5 - Certeza que minha mãe não é Cassiopeia e eu não sou uma oferenda para saciar a fúria do rebento de Netuno, né? Não que eu seja linda tipo Andrômeda;

6 - Minerva deve estar se entupindo de limonada num bar qualquer, experimentando o wireless terreno, já que o do Olimpo tá quebrado, porque olha os sistemas-operacionais do mundo como andam caóticos e lentos;

7 - E Cupido deve estar cheio de estagiários, porque né. - que me perdoem os estagiários por este comentário;

8 - Então... eu devo ser tipo a Circe...;

9 - Ou não;

10 - Alguma criatura da antiguidade é do tipo... eu? Porque, né...

Aposto que

Aposto que você não lembra daquele dia em que você foi importante pra mim,
quando você colocou aquela canção na minha cabeça, que não me saiu nunca mais,
quando nos falamos pela primeira vez e foi tão mágico,
quando ouvia o telefone tocar e ouvia a sua voz do outro lado me contando bobagens,
quando escrevi aquele poema me declarando, você leu e não entendeu,
quando você me acompanhou naquele momento louco e especial, e você riu das minhas bagunças e vergonhas,
quando confessamos nossas intimidades e quase deixamos nossa timidez de lado,
quando você apareceu naquele momento tão triste em que perdi um pedaço enorme de mim,
quando me pediu um favor, porque confiava em mim e acreditava que eu era a solução,
quando largou tudo pra me fazer companhia e me fez largar tudo para socorrê-lo também,
quando foi tão cavalheiro e me proibiu de ser tão independente,
quando perguntou por mim ao perceber a minha ausência,
quando fez questão de estar presente e saldar a dívida de anos de ausência,
quando me fez experimentar suas invenções, dividindo comigo o mesmo copo,
quando me deu um abraço carinhoso, sabendo que eu precisava tanto,
quando me estimulou a seguir em frente com meus desejos insanos, mas que me fariam felizes,
quando insiste em ser carinhoso, mesmo que eu seja horrível,
quando me trata por um nome familiar com a maior naturalidade,
quando arregala os olhos, divertindo-se com as bobagens que eu falo,
quando exige que eu volte a fazer coisas que são parte do que eu sou e que deixei de fazer há muito tempo, me fazendo tornar a mim mesma sempre que me perco pelo caminho,
quando diz que eu sou tão especial e importante para você,
quando lembra de coisas que eu mesma venho esquecendo,
quando me aceita e me conhece e me respeita assim como eu sou,
quando está presente mesmo se eu não quero que você apareça...
e quando aparece nos meus sonhos, se eu penso que te esqueci.

6.11.11

Honestamente, eu sou o lado mais grotesco e bizarro do que eu posso ser. E eu adoro, porque só perco tempo com coisas que me tornam mais aquilo que gosto de ser e afugento tudo aquilo que tem horror ao que consideram feio.
Cá entre nós, eu sou feia. Ponto.

4.11.11

Underground



Down on Underground, you could find some (your) treasure. It's not a trick or a game, it's just you and nothing more. Go down, find it and be back as soon as you put your hands on it. That place isn't safe enough to live in.

But you need be there once more every time you need to talk to you honestly. Even if you have to go down so many times (and in your life, you will go down and go down and go down and, perhaps, the distance will stay so far from reality that you will think you can't pass through it...) don't do a mess! The journey is more difficult every time you go, but is more wonderful too, you'll see.

And I wrote this, but I think I'm on underground since I have found this place. I have seen so many things that misunderstood my mind, myself. I'm not sure of the road I need to catch to come back to the real world... both seem real to me, even if no one else can be underground with me.
 
[E tenham certeza da minha autoria, visto que a gramática está porcamente tratada... já que eu não sou fluente... alguma coisa meio Alice? Meio egoísta? Meio cebola? Meio eu...?]

22.10.11

Desabafos e Confissões

Não consigo mais sonhar [daydreamer]



Corruptíveis

Gosto de como somos sinceros, exceto quando é para mudarmos nossas vidas.
De como temos coragem, exceto para sermos sinceros.
De como somos fortes, menos para termos coragem.
De como somos honestos, a não ser para sermos fortes.
De como somos justos, menos quando seremos honestos.
De como somos bons, a não ser que sejamos justos.
E de como mudamos nossas vidas, exceto quando somos bons.
A imoralidade privilegia a hipocrisia, diriam.
Mas eu diria que o contrário, quando bem visto, cai melhor.

[Somos inteiros, ainda bem! São os hipócritas que acabam sendo imorais.]


Criadora de Universos - entredentes
(ouça o lam...)

Que é que quando quase quero é quimera,
daí, quando quero, quica a quaisquer que não eu...?
Querelei o que quero, como criação,
ou como quimera, pois que é querência.
Quiçá alcançarei...
ou quietude para minha alma...

[Mas eu consigo sonhar aqueles sonhos estranhos, que não mando em todos os detalhes, que dançam na minha mente enquanto durmo... aqueles sonhos incorrigíveis, que sequer quero pensar durante o dia. Mas aconteceu: uma palavra veio, sua figura se formou lá dentro, dormi e você apareceu de novo. O resultado... o resultado é um dia de lamentação. Já não sei o que é que sinto, acho que é o sentimento inteiro: amor e ódio.]

Daydreamer

[Acordado, vive-se.
Dormindo, sonha-se.]

Sou essa que anda no meio das coisas,
Que fala e faz tudo o que ninguém entende.
Porque é uma fresta.
Uma fresta muito fina entre um lado e o outro.
Um lugar onde tudo se encontra e onde, se você espiar por um longo tempo, se desaprende e esquece o discriminar uma coisa da outra.
A fresta é fina e abismo.

[Só que achava que abismo não tinha fim, ou cheguei do outro lado... pra achar outro abismo para me jogar.]

[E como dói. Uma dor fina e vagarosa.]

16.10.11

Fué

Só.
Meio cansada.
Chateada.
Um tanto tristonha.
Na medida certa, pra receita do fué.
Tão, mas tão...
Fué.
Fué.
Fué.
Fué...

22.9.11

Uns nadas:

Sinto ecos
doutros tempos
repercutindo aqui,
em algum lugar,
difícil de preposicionar.

-------

Das metáforas para a vida

Não adianta veneno,
até baiacu
é anzolado.


[Estavam no verso do poema anterior, achei bastantes simpáticos, resolvi salvá-los do lixo. Escrita ao acaso, e só. Sem estratagemas. O que, no fundo, é uma mentira.]

Nota

Vejo o traço e entristeço
vago, tropicando, o mundo
sem saber onde parar
sem sentir onde pisar
o mundo vago

(Ah...)onde vai?
Onde?

Vejo o trinco e tranco
estanco, estribando, a vida
espero o segundo da muda
espero o segundo derradeiro

(Ah...)onde vou?
Onde?

Quem nota a nota?
Não me importa...
Mais.


[reparando no que quero]

8.9.11

5.9.11

A verdade é que eu sou uma pessoa e que isso é importante ou insignificante.
A verdade é que eu passo pela vida e me construo e construo o mundo ao meu modo e isso é interessante ou não.
E eu tenho ideias, penso, interajo, faço inúmeras observações... e isso é bom ou não.
O curioso é que eu posso ser eu ou não ser, a qualquer momento, a qualquer segundo, em qualquer lugar.
E o engraçado é que todas as constatações. embora ainda insistam em pinicar, quase me furar, no final... pouco importam, porque o que resta é só aquilo que me faz falta e me faz grande enquanto eu insisto em cada vez diminuir, até desaparecer.





[...a verdade é que eu estou triste. E que esse texto é qualquer coisa, já que não sei escrever mais. Ou nunca soube.]