13.9.12

O retorno para mim

Bem, estou voltando, é fato!!! [#todoscomemora!] : D
Como havia prometido a mim mesma, vou fazer desse escape um lugar mais aconchegante; aquela coisa sisuda não era minha cara e estava me espantando daqui. Entretanto, devo dizer que o propósito é o mesmo, mas com menos rigor quanto ao que será despejado aqui e com mais rigor quanto à organização e postagem diária, até que ele comece a engrenar e andar como deve ser.
Pensei em fazer temas por dias, mas é apenas teste... pelo menos por enquanto. Os temas escolhidos são coisas que me circundam, óbvio, e talvez isso me ajude a desabafar um pouco sobre tudo, sem evitar coisas e sem ficar na mesmice... quem sabe eu paro de me sabotar, no fim? Como já era esperado, a ideia veio engraçadinha [¬¬ né]:

Segunda: "Segundo a prô, nada de segunda" (a ideia era falar sobre Literatura Infantil, mas acabo acreditando que aqui caberá um punhado de coisas do meu objeto de pesquisa e preocupação científica além do próprio objeto, mas não esperem citações, etc e tal);
[Estou fazendo os selinhos : D, bobagem, mas sou assim]
Terça: "Desfiando o rosário" (rosário, terço, terça... entende? rsrsrs);
Quarta: "Dia de brincar" (um espacinho pra falar de coisas além do meu trabalho e minhas frustrações, né?)
Quinta: "Poesia de quinta" (já é possível imaginar do que se trata);
Sexta: "Planejando a Sesta" (Ehehehehe)
[aqui poderia me resumir: livros, reclamações, lazer e descanso : D, espero que não seja verdade, ahahahaha]

Por esses dias, apenas arrumarei a aparência dele (embora esta me agrade ainda e isso me assuste).
Boa viagem em mim para mim! : D
[#orando]

30.5.12

Calada: dedos colados.

"[...] See these tears so blue
An ageless heart that can never mend
These tears can never dry
A judgement made can never bend [...]"


De verdade, tentando traduzir(me). São dores minhas, que são minhas desde quando eu consigo me lembrar (que criança tem necessidades tão grandes e urgentes sobre coisas tão impalpáveis? Hein, Alice?).

[...]

Aprendi a falar sem ser pela boca e há uns bons anos ando emudecendo.

A única certeza que tenho é daquilo que não contribui neste momento:  os desestímulos diários, as bagunças que deixo por onde passo e esse acúmulo de coisas que me deixa imensa de todas as maneiras que podem imaginar.

Vou aproveitar o mês off para reverter esses incômodos: voltando com minha vida errante de 'burladora' de regras incorrigível, continuando com a faxina interna e externa, me livrando de tudo o que não me pertence e de toda a sujeira que eu puder e... tomando vergonha na cara para cuidar de permitir só aquilo que realmente gosto ou que seja realmente necessário, o mantra será: 'não preciso disso, preciso de ar, não preciso disso, preciso de ar, não preciso disso, preciso de ar...' rsrsrsr

Com certeza, uma coisa puxa a outra, se funcionar, voltarei bem melhor desse retiro e farei mudanças por aqui (vou mudar a proposta desse blog pra deixá-lo mais presente na minha rotina, por exemplo, a especificidade dele está me mantendo muito longe de algo que sou e isso não é certo, talvez a proposta inicial exista paralelamente assim que eu estiver bem de novo).

E essa ladainha está ficando realmente um saco, acho que vou mudar o nome do blog para "Blog das desculpas - um bom lugar para sentir pena de si mesma, fazer-se de vítima e publicar textos apelativos" rsrsrsrs.

23.5.12

No lugar errado [Um Fim]

E então que cada segue a tua, contudo, que houvesse clareza, não pesares...; não quiseste antes, conquanto insististe, por que não deixaste livre? Fizeste culpada, desnecessário, e diluir-se ainda mais do pouco que restava. O que há agora, para ambos, é um resquício de dor, aquela dor aguda e lenta, que escorrega e se esconde lá no fundo da alma.

[uma tentativa de traduzir um sentimento novo, mas saiu no lugar errado e não aqui - lá no facebook. Como não estava conseguindo acessar o blog (...aliás, o que aconteceu????) resolvi publicar lá mesmo, pra não perder mais este negocinho meu - embora eu pudesse ter salvo num arquivo, ou transcrito... mas agora já foi, não adianta choramingar sobre o que já se foi, não é verdade?]

8.5.12

Enfim...

A verdade mesmo é que tenho um tantão de coisas escritas aqui, mas fiquei com preguiça de digitá-las. Daí o  tempo passou, já não as acho tão boas assim e... fiquei com vergonha de digitá-las.
Entretanto, farei isso. Do contrário, esse espaço não teria razão (considerando que é muito mais fácil a existência dele para a minha organização... e que estou precisando muito disso agora).
Optei, pra começar, por trazer os textos mais recentes (de ontem, os dois primeiros sem correções; o segundo, com menos fluência de ideias e mais trabalho, consegui uma imagem poética que achei um avanço digno de ser comentado aqui, mas que calo por agora, pois quero ter certeza... mas o terceiro... o terceiro achei lindo, de verdade, foi repensado e reescrito, como verão... no fim do post).

O limão

Senta-se à mesa, mas
mancha de cevada
a roupa
sempre ao sair com Ela.
Bebe longos goles do próprio copo,
só para matar a sede
d'outra taça, que é dela.

Ela não esboça anseios, dores,
ou nada,
e beberica, molhando os lábios,
pronta para ceder-lhe...
uma dose
efêmera no tempo, ou no espaço,
mas latente no gosto.

Ele se levanta,
subitamente desinteressado,
e vai para a rua,
n'outra esquina,
vislumbrando vitrines
e outras coisinhas miúdas
pelo caminho.

Ela, sobressaltada e ruidosa,
termina a taça,
remói os passos espertos
e abre lugar para perguntas
e perguntas
e perguntas
e perguntas...
Mais perdida que saindo do bar,
afunda-se na cadeira,
num sentimento novo, que
explodira e sujara
sua face antes impenetrável.

'Cadê? Onde está?'
Ele olha sedento, mas não vê.
('Coragem!' Alguém disse.
Coragem...
Coragem...
E orgulho guardado no bolso.)

'Entra', Ela murmurou.

Ele ouviu?
Ninguém sabe...
Olhou de fora, acenou,
trocou olhares saudosos, sonhadores
e partiu.

Ela...? derreteu e entrou
pelas frestas,
espalhou-se pelo chão,
numa mancha perfeita,
tal como um suco...
de limão.

------------------

Do amor impossível

Um pedaço de corda
não amarra o vento.
A perfeição é atingida no laço,
em volta de si mesma.
Bem dado, jamais desata.
Mas o vento...
dissolve-se, vai a esmo em todas as direções,
não sabe o que é um nó.

-----------------------------------------------
Pra finalizar os pensamentos no caderninho de anotações, escrevi umas bobeiras, é claro, e, entre elas, isso:

'Sinto saudade de escrever sobre você,
mas é como se eu procurasse me ferir de propósito,
porque dói toda vez que penso e lembro.'

Detestei, obviamente, fiquei alucinada de raiva ao ler isso (mais porque estava muito mal escrito do que pelo sentimento) Não parece qualquer coisa muito ruim?, mas era algo que eu queria expressar, urgentemente. Pensei, trouxe palavras diferentes e não tão óbvias (embora não sejam rebuscadas ou novas) e fiz aquilo que deveria fazer aqui, na proposta inicial deste blog: reescrevi e consertei a imagem poética, ficou assim:

'Sobre a dor, a ausência já não tem mais domínio.
Saudosas são as palavras que te definiam...
são facas que alegremente afio e me firo.'

Muito diferente. Não tão bom, mas o melhor que pude fazer com os remendos e as palavras que tinha (um avanço gostoso, pra mim, que sou tão difícil pra disfarçar coisas tão dolorosas).

8.4.12

A doce volta

Acabei de ler um comentário sobre falsos poetas e suas péssimas poesias e achei que me serviu como uma luva. Mas... não estou nem aí, na verdade, estou aqui pra dizer que parei com aqueles textos 'afetados' e decidi que vou voltar a escrever aqui com mais frequência, afinal, isso é um exercício pra não me deixar vaguear com as palavras e pra que eu continue as dissecando e combinando ao meu gosto... quem sabe um dia algo vai vingar, brotar, crescer, florescer e render um fruto saboroso de se ler e reler e se guardar num cantinho importante da cachola? (aliás, eu ando bem precisada desse trabalho, já que ficar à toa tem me rendido péssimos hábitos e pensamentos)
Tenho uns textos novos aí (também decidi que ainda não é hora de reescrever aqueles textos antigos, que prometi a mim mesma, porque, ao que me parece, não estou muito melhor do que aquilo.. : D)
E só. Amanhã (se eu conseguir ligar o computador), com certeza vou postar um negocinho aqui.

13.2.12

(É tão difícil se distanciar)

Tenho um jeito que é só meu, de olhar prum lado e ver o todo, de amar o torto e o terrível e achar que é lindo. O que é lindo? Não vejo a diferença e não me importo, porque, pra mim, é tudo aquilo que eu percebo, entendo, concebo e respeito. Posso estar errada, mas também não me importo mais. E só, gente. (Só não sei por quais motivos ainda calo... acho que é porque tanto faz.)

[E juro que vou parar com estes textos afetados - todos esses últimos -, eu sei que posso ser melhor e quero escrever coisas inteligentes.]

12.2.12

O tanto faz

Ando cada vez mais no meio, sem saber a qual lado pertenço... se sonho, se vivo... em verdade, a questão vai muito além disso. Fosse só saber distinguir o plano das ideias, seria até fácil... o problema é que não sei se ando triste, se ando feliz... não sei se ando necessitando ou repleta... se ando na estafa, no marasmo, na chateação ou se, mesmo calada, ando na mais pura energia e vividez. Não sei como é que posso estar tão no meio de tantas coisas tão exatas e precisas (sic).
Vejo-me, novamente, diante da minha professora da 3ª série, que me disse: "Você não pode ser agitada e calma, ou se é uma coisa, ou se é outra!". E, certamente, eu continuaria a responder do mesmo modo: "Mas, professora, tem vezes que eu fico quietinha e tem vezes que eu não paro de falar e de me mexer! Eu consigo ser as duas coisas!". (E, então, ela me deixou ficar com a resposta duplamente assinalada... juro!)
A única certeza que ainda me resta é a de ser eu. Eu acho.


A sério, o que me coloca em dúvidas eternas é que, às vezes, tanto faz. E, em algumas questões, é o que acaba por me preocupar também... mas bem pouco.

25.11.11

Daí eu explodo:

'Tem problema comigo? Resolva comigo.'
'Quer citar exemplos e reclamar de algo? Cite os exemplos com coerência e com propriedade, pare de achismos ou de acreditar que conhece tudo aquilo que você não sabe.'
'Se você não sabe ler um texto, que texto você lê?'
'Se não tem competência para algo, não tente mostrar que tem.'
'Se, para quem não sabe ler um texto, um texto possa parecer difícil, atente para os seus sinais e o leia com atenção."
'Blá, blá, blá... Ações resolvem.'
'Não intimide ou tente subjugar os outros para que sigam aquilo que VOCÊ acha certo.'
'A verdade também é feita de mentiras.'
'Não tente vender suas ideias ou sua imagem como um ideal. Você não é ideal.'
'Quer dizer que você deve aprender a considerar aquilo que existe além de você.'
'PARA RESOLVER, é preciso competência.'
'Quem dita as regras não tem competência? Então as coisas não serão resolvidas. Sinto muito.'
'Meta-se com o seu próprio trabalho e pare de se intrometer no dos outros.'

E a principal motivadora de hoje:
'Afe, pare de falar bosta!' ou, mais popular ainda: 'Vá para a puta que te pariu e pare de me infernizar a vida.'

Pronto, está dito.

20.11.11

Aquela sensação...

...aquela sensação de morrer muito cedo.
...de sentir-se um monstro, por mais que seu sorriso a deixe mais simpática.
...de estar um bocado triste, mas não saber dizer a razão, e não se importar, de fato, com a razão.
...de não conseguir mais sonhar.
...de achar que está perdendo as cores a cada dia.
...de estar ficando sem graça.
...de que você não faz tanta diferença.
...de que não faz diferença, afinal.

Acho que cheguei num limite aí. Não me reconheço e estou certa de que sou eu. Estou caminhando por uma borda e avistando um lado que nunca havia visto antes. Estou beirando um caminho meio apagado, triste. Não sei como vim parar aqui, não. Acho que tanto faz, mesmo.
Mas estou bem.




Recados para você e você e você e você:
Acho um pouco chato insistir em algo que incomoda alguém até desnortear esse alguém.
Acho um pouco chato insistir em reclamações que não vão levar a nenhum lugar interessante.
Acho um pouco chato insistir em resolver problemas que não lhe pertencem.
Acho um pouco chato insistir em julgar aquilo que não diz respeito ao seu julgamento.
Acho um pouco chato insistir em criticar alguém pelo prazer de se sentir menos/mais [daquilo que você criticou do alguém].
Acho um pouco chato insistir em ter razão soberana sobre qualquer coisa, até mesmo sobre você.
Acho um pouco chato insistir em continuar a perturbar alguém.
Acho um pouco chato insistir em tratar as pessoas sem realmente considerar as pessoas.
Acho um pouco chato insistir em lidar com as pessoas sem ao menos se interessar por elas.
Acho um pouco chato insistir em voltar ao tempo passado e cobrar por coisas que já não existem mais ou nunca existiram.
Acho um pouco chato insistir em... [lista eterna e infinita e óbvia e chata]

17.11.11

A Caverna - uma fábula moderna

O bicho andava lá dentro, preferindo esbarrar no chão e tropeçar nas paredes a saborear a vida escorrendo como mel que vaza dum enxame... ali, do lado de fora. Não sabia cores, nem cheiros, só tateava a pedra ruça e o deslizava no limo. Ele se sentia muito mais seguro e era o quanto mais que se embrenhava para o interior que o fazia mais forte. Logo esqueceu a luz e seus olhos se tornaram capazes de reconhecer a repentina junção entre chão e teto, entre o buraco e o chão e entre o abismo e o buraco.
Lá fora, as coisas aconteciam. Animais nasciam, morriam... suas vidas nos conformes do ciclo que deveriam seguir. Isto é, os animais viviam, depois que nasciam, até o dia em que precisavam morrer. Há que se entender que este 'viviam' advém da expressão verbal 'saborear o mel', e não da 'ser o mel'.
O bicho não gostava de mel, mas estava começando a ficar louco para provar. Já digo: quanto mais pra dentro da caverna, ficava mais fácil escutar os próprios pensamentos, e os pensamentos do bicho diziam que mel era a coisa mais sem gosto que havia e que ele não entendia como os animais podiam se lambuzar. Diziam também que ele é que era esperto por sequer olhar para o mel, entre todos os outros pensamentos bobos sobre o assunto, que cada vez mais tomava o espaço dos seus pensamentos. [Digo também que o bicho aprendera a gostar de ouvir a si mesmo e trabalhara por muito tempo num modo de compreender o quanto fosse possível do que pensava, é o suficiente, por enquanto?]
Nenhum animal poderia sentir falta do bicho, embora, talvez, pudesse ficar curioso sobre o bicho. Mas o bicho, com o tempo, se tornara uma lenda e quase mais nenhum animal acreditava que ele existia. Como poderia existir um ser que preferiria desbravar uma caverna a sentir a vida doce lhe passar todos os dias? Ninguém poderia entender como isso acontecia, na verdade, pois que era incomum demais.
O bicho, então, sedento, louco, resolveu voltar para encontrar o tal mel. Depois de muitas tentativas vãs para achar o caminho, tentou encontrar o mel lá dentro mesmo. E qual não foi a surpresa quando se descobriu sem paladar? Embora todos os sentidos houvessem se desenvolvido para se adaptar à caverna, todas as coisas lhe pareciam iguais no sabor. Frustrado, reparou numa fresta, por onde a luz tentava entrar a todo custo. Ansioso por experimentar algo de fora, foi espiar. A dor, da sensibilidade, o fez correr febrilmente de volta para onde estava quando decidiu voltar.
Alguns animais disseram ter ouvido um rugido, mas, como não entenderam o que ele queria dizer, voltaram sossegados para seus afazeres e logo se esqueceram do som por completo.
O bicho passou a sustentar em si a nova dor que descobrira: ansiar por sair ao mesmo tempo em que temia encontrar a saída da caverna.


[Não sou a favor de moral tão explícita, mas já que o texto é bastante óbvio, seria algo como: desafiar (?) a liberdade não é suficiente para ser livre. Credo, ruim demais, prefiro este: quem se esforça para compreender a si mesmo deixa de ser compreendido pelos outros. Fim. Texto sem correção.]

12.11.11

Textos antigos

Estava procurando uma coisa, nem lembro o que era, e acabei mexendo numa caixa onde guardo umas pastas com textos e desenhos meio velhinhos. Achei um caderno em que escrevia para compartilhar num grupo, uma espécie de clube literário, da época do magistério...
São texto muito, muito, muito ruins, rsrsrsrs... mas achei algumas coisas interessantes, vou ver se resgato algumas e trabalho sobre elas (ou não).
Selecionei 6 textos, vou colocá-los aqui aos poucos.
(Não é que o que eu escreva hoje em dia seja muito bom, quem sabe o propósito deste blog, vai entender onde quero chegar.)

Retorno à antiguidade - pensamentos mitológicos de hoje

1 - Se eu tivesse que escolher a quem eu daria aquele pomo... não sei não, acho que devolveria para a Discórdia;

2 - Com certeza, estou cheirando à romã. Devo estar com o gosto também;

3 - Penso que estou quase pisando em Ítaca novamente...;

4 - Se Medusa me visse, acharia que sou da família e sairíamos para beber pelos anh... bens perdidos;

5 - Certeza que minha mãe não é Cassiopeia e eu não sou uma oferenda para saciar a fúria do rebento de Netuno, né? Não que eu seja linda tipo Andrômeda;

6 - Minerva deve estar se entupindo de limonada num bar qualquer, experimentando o wireless terreno, já que o do Olimpo tá quebrado, porque olha os sistemas-operacionais do mundo como andam caóticos e lentos;

7 - E Cupido deve estar cheio de estagiários, porque né. - que me perdoem os estagiários por este comentário;

8 - Então... eu devo ser tipo a Circe...;

9 - Ou não;

10 - Alguma criatura da antiguidade é do tipo... eu? Porque, né...

Aposto que

Aposto que você não lembra daquele dia em que você foi importante pra mim,
quando você colocou aquela canção na minha cabeça, que não me saiu nunca mais,
quando nos falamos pela primeira vez e foi tão mágico,
quando ouvia o telefone tocar e ouvia a sua voz do outro lado me contando bobagens,
quando escrevi aquele poema me declarando, você leu e não entendeu,
quando você me acompanhou naquele momento louco e especial, e você riu das minhas bagunças e vergonhas,
quando confessamos nossas intimidades e quase deixamos nossa timidez de lado,
quando você apareceu naquele momento tão triste em que perdi um pedaço enorme de mim,
quando me pediu um favor, porque confiava em mim e acreditava que eu era a solução,
quando largou tudo pra me fazer companhia e me fez largar tudo para socorrê-lo também,
quando foi tão cavalheiro e me proibiu de ser tão independente,
quando perguntou por mim ao perceber a minha ausência,
quando fez questão de estar presente e saldar a dívida de anos de ausência,
quando me fez experimentar suas invenções, dividindo comigo o mesmo copo,
quando me deu um abraço carinhoso, sabendo que eu precisava tanto,
quando me estimulou a seguir em frente com meus desejos insanos, mas que me fariam felizes,
quando insiste em ser carinhoso, mesmo que eu seja horrível,
quando me trata por um nome familiar com a maior naturalidade,
quando arregala os olhos, divertindo-se com as bobagens que eu falo,
quando exige que eu volte a fazer coisas que são parte do que eu sou e que deixei de fazer há muito tempo, me fazendo tornar a mim mesma sempre que me perco pelo caminho,
quando diz que eu sou tão especial e importante para você,
quando lembra de coisas que eu mesma venho esquecendo,
quando me aceita e me conhece e me respeita assim como eu sou,
quando está presente mesmo se eu não quero que você apareça...
e quando aparece nos meus sonhos, se eu penso que te esqueci.

6.11.11

Honestamente, eu sou o lado mais grotesco e bizarro do que eu posso ser. E eu adoro, porque só perco tempo com coisas que me tornam mais aquilo que gosto de ser e afugento tudo aquilo que tem horror ao que consideram feio.
Cá entre nós, eu sou feia. Ponto.

4.11.11

Underground



Down on Underground, you could find some (your) treasure. It's not a trick or a game, it's just you and nothing more. Go down, find it and be back as soon as you put your hands on it. That place isn't safe enough to live in.

But you need be there once more every time you need to talk to you honestly. Even if you have to go down so many times (and in your life, you will go down and go down and go down and, perhaps, the distance will stay so far from reality that you will think you can't pass through it...) don't do a mess! The journey is more difficult every time you go, but is more wonderful too, you'll see.

And I wrote this, but I think I'm on underground since I have found this place. I have seen so many things that misunderstood my mind, myself. I'm not sure of the road I need to catch to come back to the real world... both seem real to me, even if no one else can be underground with me.
 
[E tenham certeza da minha autoria, visto que a gramática está porcamente tratada... já que eu não sou fluente... alguma coisa meio Alice? Meio egoísta? Meio cebola? Meio eu...?]

22.10.11

Desabafos e Confissões

Não consigo mais sonhar [daydreamer]



Corruptíveis

Gosto de como somos sinceros, exceto quando é para mudarmos nossas vidas.
De como temos coragem, exceto para sermos sinceros.
De como somos fortes, menos para termos coragem.
De como somos honestos, a não ser para sermos fortes.
De como somos justos, menos quando seremos honestos.
De como somos bons, a não ser que sejamos justos.
E de como mudamos nossas vidas, exceto quando somos bons.
A imoralidade privilegia a hipocrisia, diriam.
Mas eu diria que o contrário, quando bem visto, cai melhor.

[Somos inteiros, ainda bem! São os hipócritas que acabam sendo imorais.]


Criadora de Universos - entredentes
(ouça o lam...)

Que é que quando quase quero é quimera,
daí, quando quero, quica a quaisquer que não eu...?
Querelei o que quero, como criação,
ou como quimera, pois que é querência.
Quiçá alcançarei...
ou quietude para minha alma...

[Mas eu consigo sonhar aqueles sonhos estranhos, que não mando em todos os detalhes, que dançam na minha mente enquanto durmo... aqueles sonhos incorrigíveis, que sequer quero pensar durante o dia. Mas aconteceu: uma palavra veio, sua figura se formou lá dentro, dormi e você apareceu de novo. O resultado... o resultado é um dia de lamentação. Já não sei o que é que sinto, acho que é o sentimento inteiro: amor e ódio.]

Daydreamer

[Acordado, vive-se.
Dormindo, sonha-se.]

Sou essa que anda no meio das coisas,
Que fala e faz tudo o que ninguém entende.
Porque é uma fresta.
Uma fresta muito fina entre um lado e o outro.
Um lugar onde tudo se encontra e onde, se você espiar por um longo tempo, se desaprende e esquece o discriminar uma coisa da outra.
A fresta é fina e abismo.

[Só que achava que abismo não tinha fim, ou cheguei do outro lado... pra achar outro abismo para me jogar.]

[E como dói. Uma dor fina e vagarosa.]

16.10.11

Fué

Só.
Meio cansada.
Chateada.
Um tanto tristonha.
Na medida certa, pra receita do fué.
Tão, mas tão...
Fué.
Fué.
Fué.
Fué...

22.9.11

Uns nadas:

Sinto ecos
doutros tempos
repercutindo aqui,
em algum lugar,
difícil de preposicionar.

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Das metáforas para a vida

Não adianta veneno,
até baiacu
é anzolado.


[Estavam no verso do poema anterior, achei bastantes simpáticos, resolvi salvá-los do lixo. Escrita ao acaso, e só. Sem estratagemas. O que, no fundo, é uma mentira.]

Nota

Vejo o traço e entristeço
vago, tropicando, o mundo
sem saber onde parar
sem sentir onde pisar
o mundo vago

(Ah...)onde vai?
Onde?

Vejo o trinco e tranco
estanco, estribando, a vida
espero o segundo da muda
espero o segundo derradeiro

(Ah...)onde vou?
Onde?

Quem nota a nota?
Não me importa...
Mais.


[reparando no que quero]