13.2.13

Dia de Brincar (bonecas)

                                       Conheçam Jane...
Jane veio de outra casa. Eu me apaixonei por ela porque sua expressão era diferente e seus cabelos também... ela era assim quando chegou:


Logo que chegou, já a apelidaram de cabelo-de-algodão-doce. Além disso, todos ficavam impressionados ao tocar os fios, porque esperavam tocar algo duro e seco, mas pegavam em algo extremamente macio.
Jane parecia carregar uma expressão de sapeca, mas, com o tempo, ao manuseá-la, achei que era somente tímida. E eu precisava de uma divisão como a que Jane trouxe, de ver essa garota tímida, chegada mais no mundo dos livros, doce e meiga... macia... que eu também carrego dentro de mim.
Foi engraçado quando a antiga dona dela me disse de onde surgiu o seu nome (eu não troco os nomes que colocam nelas, assim foi com Murphy). Jane recebeu esse nome porque sua antiga dona, que também gosta muito de ler, é chegada nas obras de Jane Austen, especialmente em 'Orgulho e Preconceito'. Não poderia ser mais perfeito! Uma boneca que estava nascendo com esta personalidade e já carregava um nome literário... que destino! :D
Ao contrário de Murphy, que fala o que quer, é um tanto grosseira e impulsiva, Jane é um docinho. É atenciosa e preocupada e gosta de ficar próxima a quem ama, mesmo sendo tímida e não conseguindo expressar em palavras o que sente... mas ela está aprendendo!
Essa personalidade nasceu naturalmente, assim como a de Murphy, durante as fotos para o desafio mensal. Lembram que não encontrei as fotos da Murphy? Mas eu ainda tenho as da Jane por aqui e achei que seria bom colocá-las no blog também. Foram apenas 10 temas, como é possível de se ver na primeira imagem:

Todo início de mês, alguém cria a imagem com os temas a serem fotografados e um espaço para uma foto da boneca que vai participar do desafio fotográfico.
O primeiro tema: corações.
Como associar corações com livros? :D
O desafio para mim foi além da fotografia, foi resgatar os maiores títulos, aqueles que marcaram minha vida de alguma forma, e ser o mais original possível. Eu precisava usar 'Pride and Prejudice', obviamente... rsrsrsr


De tênis... nenhum livro com "tênis", então...
Vamos brincar de outro jeito!


Com uma peça de tricô... um marca-páginas! Foi a única foto em que não coloquei um livro...
Com bolsa... no flickr é bacana, porque eu desenvolvo a foto além da imagem... no caso, são diálogos sobre o momento da foto... nesse desafio, Jane estava explicando porque escolhia alguns livros.

De olhos fechados... e o "Ensaio sobre a Cegueira"... meio desnecessário explicar, não? 



Uma peça vermelha
Preparativos para a foto, cenário e iluminação :D
Uma peça vermelha


Super-herói! (Tudo bem que quem gosta de quadrinhos é a Murphy, mas Jane fez um esforço e selecionou seu herói favorito...
De vez em quando Murphy aparece nas fotos... céus... ahahahhah (trazendo o lado negro da força, ahahahaha)


Esse foi difícil, apelei para uma pesquisa, mas nenhuma obra sobre celulares, ou algo parecido, ou que comunicação do tipo tenha alguma importância (dados da pesquisa e de memória...) até que encontrei um que... lógico, não li e provavelmente não lerei... rsrsrrs
Compras... por que livrarias não têm carrinhos de compras? #preciso

Bem, outra coisa interessante obre a Jane é que eu gostaria que o cabelo dela fosse bom de mexer e arrumar de outras maneiras... mesmo que eu tenha gostado muito dela desse jeito, decidi trocar - meio receosa de mudar muito a boneca - por fio mais soltinho.

Desenhando, gosto tanto quanto fotografar


 E foi assim que Jane voltou à customização... e chegou mais fofa ainda, coisa que achava impossível:

:3
Jane também ganhou novos pullrings, que combinavam mais com a fofura dela...
E esse é o meu leãozinho hoje < 3

[ATUALIZAÇÃO]
Sabia que estava esquecendo de algumas informações importantes:

1) Jane foi customizada a partir do modelo Simply Mango;
2) Jane passou por 3 customizações, a responsável por suas duas últimas modificações é, também, a fofa da Renata UP: a foto da direita, na comparação do antes/depois da customização, foi feita pela Renata;
3) Esse vestido LINDO (azul de babados) que não sai dela e algumas outras peças que podem ver por aqui foram feitas pela Cris Shida, mas esse assunto vai ficar pra outro post;
4) Para conhecer a introdução desse assunto e Murphy, CLIQUE AQUI! ou AQUI!. Assunto de quartas, por enquanto ;).

12.2.13

#UmBrindeSaliente

Então vem e conquista a tua parte, corre rápido e alcança a corsa, sê forte e a domina, a encara bem nos olhos e agradece por sua vida antes de a consumir. Sê esperto e segue a linha, fareja o caminho com tua alma e sê honesto contigo, não a percas de vista! Usa a tua habilidade, pois que não é necessário nada além dela... a corsa foge, mas teu prêmio deseja ser conquistado... ele sonha, cresce, treme, escorre, respira, sussurra, arranha, morde e saliva. Então vem, sê rápido, mas não conquistes breve. Sê bravo e não sê rude. O caçador que recolhe a presa não precisa de pressa para ter o que deseja. Então vem, galopa mais que a corsa e entra com calma na gruta, o teu prêmio te espera... sedento, na ânsia de ter a ti lá dentro para alcançá-lo, tocá-lo, amaciá-lo e o amar.

Traço de terça

Se eu for desfiar o rosário de terça, será sobre o carro que está novamente no mecânico. Mas vamos ler sobre algo mais animador... perceberam as cores novas no blog? Acho que voltei pra valer! :D
O desenho de fundo foi um rabisco rápido que fiz em 2m, correndo mesmo, porque eu ia sair... quando cheguei em casa, fui testá-lo e achei tão fofo que decidi que poderia ficar por um tempo... vou pensar em algo mais "Loraine" pra decorar este espaço, agora... :D

11.2.13

Alguns segundos para o dia de hoje...

...e dois buracos no coração não são fáceis para ninguém

O buraco bem fundo toca a alma, carrega a poeira do tempo pra dentro e vira do avesso, deixando à mostra toda a carne ardente como brasa recém-nascida. Foi nesse buraco, hoje, que enterraram o corpo gelado do meu tio. Lá, no chão do cemitério, também enterraram muitos amores e lembranças que escorriam pelos olhos dos meus primos e de minha tia. Olhos vidrados, fitando o fio tênue, demasiado delicado, que saía e ia pra dentro do caixão - libélulas dançavam sobre as placas com vários nomes: Máxima, João, Geraldo, Manabu e agora a placa a ser colocada, a do José, meu tio. Esse buraco fundo cresceu de repente, quando decidiu levar, primeiro, o meu pai. Foi um tapa violento, até injusto, que o abriu - como se todo o espaço que antes fosse preenchido por ele estivesse sendo usado pra cobrir o seu próprio túmulo - nesse dia, não havia libélulas para enxergar, nem nomes e fotos para ver, havia apenas a sensação de que a qualquer momento meu pai chegaria para assistir ao seu velório. E que violência foi usada, que tremenda força, que injusto foi esse tapa hoje! E o que dizer para eles?, seja o que for, não vai ajudar a tampar o buraco...
Nem o deles, nem o meu.
(Eu tenho um consolo, entretanto... e meu consolo está nos braços e na força da minha família. Seria impossível reencontrar o sentido durante essa ausência se não existisse a família.)
Esse texto acaba aqui.

8.2.13

E vem o feriadão...

... e eu, que queria só sossego, tenho é mais trabalho ainda...
Mesmo assim, um deles é da maior responsabilidade e me deixa muito satisfeita. O que vou escrever agora não é o combinado para este post, mas é preciso pra justificar o que vem a seguir (caraca, tá ficando chato esse negócio de rotina, ahahahaha - e, com isso, já entenderam o meu esquema de trabalho). Tive reunião de pais, a primeira do ano, e fiquei muito satisfeita, mesmo, com o nível de atenção, confiança e de participação dos pais... além disso, minha nossa, nunca estive tão segura diante de uma primeira reunião (e organizada, que conste aqui).
Então, combinamos, há alguns anos, de fazer uma "entrevista" com os pais no começo de cada ano, pra conhecer melhor os alunos e (tentar) "descobrir" algumas coisas que não são ditas na hora da matrícula. Foi assim que descobri que minha sala deste ano possui mais crianças com dificuldades na fala do que aquelas duas que já foram especificadas na atribuição. De fato, é bastante incomum. Bastante incomum, mesmo, tantas peculiaridades numa turma de 27 alunos (normalmente, as dificuldades são crianças que apresentam um desenvolvimento tardio na fala e demoram mais para conquistar a pronúncia de alguns fonemas, que pode acontecer naturalmente ou com tratamento fonoaudiológico... mas, o que as mães disseram foi além disso, muito além demais (sic), ahahahaha). E eu acho que isso só pode ter sido escolhido a dedo... sinceramente... mas eu estou aceitando o desafio e esperando dar o meu melhor. Estou feliz por poder fazer o que estudei, conheci, refleti sobre, busquei, me encantei, defendi... enfim... estou acreditando realmente que essas crianças foram enviadas para mim de algum modo e que faremos um trabalho incrível este ano!
Outra coisa que foi muuuuito gostosa foi a recepção deles, como eles foram fofos! Ainda houve falas de que ficaram felizes comigo, duas especiais, pra guardar bem no coração pelos anos de estrada que ainda tenho "Eu queria e precisava muito mudá-lo de período, mas agora já não sei mais, porque gostei muito de você! Vou conversar em casa pra saber se ele fica ou não de manhã..." (Óin!) e a outra dizendo "Eu ia mudar pra tarde, mas a hora que te vi, não mudo de jeito nenhum!" (Ahhhhh que tudo!!!!)
Enfim... quero dizer que recebi um desafio dos bons e que, durante o meu tempo sem servir de motorista ou panquequeira ou participante de festas de aniversário (oficial, rsrsrs) e casamentos (e quantos foram só esse mês! :D) - que é o planejamento real do feriadão - irei focar meu planejamento nessas crianças e produzir um material de apoio para elas. Vou compartilhar aqui, porque todo conhecimento e experiência que funcione devem ser compartilhados... nunca são demais na vida de ninguém!
Quem sabe sirva para mais pessoas ou também possa ser fonte para iniciar outros trabalhos maravilhosos por aí, não é mesmo?
E eu coloquei um livro de visitas aqui no blog, se por acaso o acharem e quiserem escrever nele, podem colaborar com ideias também, né? ahahahah
É isso... simbora começar a correr com o final de semana prolongado???? (talvez eu nem consiga atualizar o blog, mas, dessa vez, não é porque não estou com vontade).

6.2.13

Quarta, dia de brincar! (bonecas)

Conheçam as Blythes

Originalmente, as blythes foram lançadas em 1972, pela empresa Kenner, e vocês podem ler mais sobre isso aqui: We Love Blythe. Ok? rs...
Entretanto, gostaria de ressaltar que, por trás de todo esse contexto, existe um mundo um tanto grande que envolve essas bonecas e os apaixonados por elas, do qual falarei a respeito em outro post (loooooonga história mesmo).
E agora é que vem a parte legal, em que eu apresento as minhas meninas e vocês podem vê-las em fotos, rsrsrs Vou começar pela Murphy, porque ela foi a pioneira no quesito 'ganhar vida' aqui em casa e é quase uma boneca coletiva, porque muitas pessoas a conhecem e 'brincam' com ela também (é bom... relaxa... rsrsrs). :D

E agora... conheçam Murphy


Já escrevi sobre isso anteriormente, mas irei relembrar, antes de mais nada: eu sou ligada às artes desde que me entendo por gente. Comecei a enveredar pelas palavras por ser a única opção possível no momento em que eu queria seguir com meus estudos, e... acabei mais apaixonada por palavras e por imagens que elas reverberam(sic) do que por outro tipo de arte. Terminando logo com isso, escrever se tornou meu primeiro modo de expressão e eu fico irreconhecível quando não sou capaz de me expressar assim. Sofri por não estar conseguindo escrever e (daqui a pouco este post vai virar o post de terça, já parei aqui, hein?!)... enfim, encontrei um refúgio em minha coleção de bonecas, que vem me fazendo bem mais feliz e me facilitando a voltar ao meu caso com as palavras.
Murphy apareceu como que por encanto, eu já pensava em pedir uma customização de uma boneca estrábica (longa história também) e o modelo usado para a customização dela era justamente um dos meus favoritos (para vocês que estão boiando: a boneca original é uma Nicky Lad). Eu não esperava que fosse conseguir uma tão rápido, mas tive uma bela de uma oportunidade quando uma colecionadora (e exímia costureira) a colocou à venda.
Imaginem que fiquei muito feliz com a chegada dela e ela é tão simpática que se tornou uma das preferidas mesmo de quem não acha que as blythes sejam a melhor coisa do mundo para se ter como hobby, rsrsrs... (a responsável por sua customização é uma fofa, que vem cada vez mais fazendo bonecas incríveis e lindas)
E Murphy foi surgindo quando resolvi testar minha máquina fotográfica (ruim mas) nova. Eu queria fazer fotos bonitas e bacanas, e achei que seguir a um desafio era uma boa ideia (o desafio é chamado "1 mês de Blythe", em que postávamos uma foto por dia obedecendo - ou não muito, no meu caso, ahahahah - aos temas preestabelecidos). Eu, como não tenho dinheiro e nem objetos de tamanhos adequados para fazer aquelas fotos maravilhosas que vocês podem encontrar por alguns flickrs aí, resolvi usar a minha criatividade para conseguir resolver o desafio. Então, às vezes eu precisava escrever algo sobre o momento da foto para justificar porque ela se enquadrava no tema, e, mesmo que fosse desnecessário, escrever sobre a Murphy acabou se tornando a coisa mais legal do mundo pra mim. Fui desenvolvendo sua personalidade, elaborando contextos e, quando percebi, estava escrevendo novamente!
O que mais me fascina é como isso pode mexer com tantas pessoas... minha irmã é absolutamente encantada por essa boneca e conheci outras pessoas que também passaram a interagir durante esses momentos em que eu mexia com ela... pela internet mesmo, não é bárbaro? Inclusive, nós precisávamos de um momento para poder nos conhecer pessoalmente... nós já nos encontramos algumas vezes e é muito incrível quando nos reunimos com nossos bonecos para conversar e fotografar.
Agora chega de texto, vou deixá-los com algumas fotos das quais gosto muito (embora não sejam as melhores), vou procurar as fotos do desafio mensal e colocar algumas delas por aqui, depois.

Quando Murphy chegou em casa, a paixão já era certa

"E então você é o tal Sansão, hein?" e "Que foi? Não fui eu!"

Murphy ´é conhecida por carregar uma expressão entediada, às vezes nem sou eu a responsável por ela aparecer assim... parece que tem vida própria D:

O passeio de bicicleta nova :D

"Afe, o que aconteceu com seu pullring, Murphy???"



Mór quer uma lhama :D

Ela fala de todo mundo, mas enche as paciências de Jane desde que saiu do pacote do Sedex... rsrsrs Ela escreveu esse recado pra avisar que Jane tinha ido dar um jeito na cabeleira...

"Quem foi que escreveu esse negócio de verde, hein??? ¬¬"

:3

Quem veste as roupas mais legais é... lógico, porque ela passa a mão em todas as coisas antes das outras meninas > :B


Foi  com essa foto que conhecemos um outro colecionador muito bacana! "Vai cair e rachar a faceplate pra ver, vai!" ou algo assim... ahahahah

Passeio de bicicleta :D


: 3

Estas últimas fazem parte de um projeto que deixei pela metade, mas que pretendo retomar... quem sabe aqui no blog?















Imagem do cartão de natal de 2012 :D


5.2.13

Desfiando o rosário...

Hoje está sendo um dia tão leve que eu nem tenho vontade de colocar os bichos pra fora e falar sobre eles... mas, como estou seguindo regras estabelecidas por mim mesma (que impressionante, não?), estou me esforçando para tecer algum comentário sobre alguma coisa que me incomode. E fiquei tentada a abrir o dicionário, viu?
Entretanto... minha imã apareceu aqui e eu lembrei a razão de pedir pela ajuda dela... É que estou numa relação não muito saudável... e precisava me desapegar e não ficar tão dependente... Mas é que eu não consigo mais andar de ônibus... rsrsrsr D: Fico enjoada, coisa de gente bem mal acostumada (no meu caso, que nunca enjoei, só depois de precisar voltar a pegar ônibus algumas vezes, admito, e precisar pagar R$3,30 por isso D:).
O fato é que eu gastei muito pra manter o meu carrinho esse ano e ele está ainda pela metade e os gastos não param de acontecer! Quando eu penso que vou poder ficar alguns dias sem pensar nele, só usá-lo, surgem gasolina que aumenta, pneu novo que parece que está com problemas, cheiro estranho quando acabou de voltar do mecânico, peças que terminam de quebrar e não posso deixar de consertar porque são relativamente importantes, troca de óleo... deus, por que ninguém inventa um teletransporte logo? Ou algumas ciclofaixas pela cidade pra que eu possa ir/vir gastando toda a minha gordura acumulada??? rsrsrs (É bem sério que se houvesse ciclofaixas no caminho para meu trabalho eu abandonaria o uso do carro todos os dias sem pensar duas vezes! Mas eles colocam metrô em vez de ciclofaixas, rsrsrsrrs - dá pra entender uma coisa dessas?).
(E eu não vou discutir a questão do metrô, porque é desnecessário)
(Nem o descaso visível com o povo ignorante que elege governantes incompetentes; muito menos o fato da ignorância, que é fruto daqueles mesmos sistemas medievais que insistem em manter)
(E nem... nossa... eu nem achei que conseguiria escrever algo hoje... rsrsrsr parei aqui, pensando em remodelar os posts de terça para que eu possa escrever coisas positivas, construtivas e... enfim...)

4.2.13

Segunda...

...e, segundo a prô, parece que será um ano bom, cheio de trabalho, de mudanças, de adaptações, de tudo o que temos direito enquanto profissionais da educação.
Hoje foi um dia manso, nós saímos numa volta pela comunidade e revisitamos algumas paisagens que dão vontade de chorar... mas não dá pra chorar se precisamos trabalhar para dar melhores condições para nossos alunos e suas famílias, esperando que algo cresça com eles e se espalhe pela comunidade de alguma forma...
Nós trabalhamos num bairro bem populoso, a comunidade que atendemos, em maioria, é de baixa renda e vive num estado que não conseguimos realmente entender. E o que ainda assusta é pensar que existe situações muito mais degradantes para pessoas que são como nós... isso , vou repetir, ainda choca e dói. Dói porque o meu esforço e o meu trabalho se torna nada. Porque os sistemas organizacionais que parecem funcionar em verdade são obsoletos e prejudiciais, minam a evolução quando prescrevem e cobram  soluções e atitudes que tornam tudo moroso, corruptível e desproporcional. Mas o pensamento é outro, neste momento, é sobre o meu trabalho, não sobre os sistemas ruins aos quais todos nós somos subjugados (e algozes e vítimas).
Todos sabem daquela dor adolescente de não poder mudar o mundo... todos parecem sofrer com isso... eu há muito não sou mais adolescente, mas essa dor ainda me é tão cruel que tudo o que aprendi com anos e anos de vida e de trabalho não são suficientes para me manter calma e focada e satisfeita diante desses choques de realidade.
Eu sei que eu não posso mudar o mundo de repente (talvez meu esforço realmente fosse notado se eu pudesse ser fora do comum, ou se eu tivesse bastante sorte de encontrar o momento certo para aparecer e expressar o que penso e sinto para alguns olhares certeiros e atentos... enfim... excluindo isso e voltando à realidade...), mas posso investir em pessoas que estão crescendo e aprendendo e transformando e que podem disseminar algo que seja realmente essencial para uma vida mais digna e saudável naquele local ou onde elas estiverem e alcançarem.
Eu realmente acredito que eu posso alcançar alguns de meus alunos e fazer uma diferença boa em seus olhares e que eles vão crescer e vão usar e propagar aquilo que importa...
E eis o meu incentivo e o meu desejo de todo ano que não é fazer com que eles aprendam a decodificar e a utilizar o código de nossa língua... que não é que eles aprendam a lidar com a lógica e a utilizar ferramentas que os auxiliem a solucionar problemas do cotidiano... que não é estimulá-los a um trabalho em equipe, para que possam viver em sociedade, compartilhando e colaborando para que todos possam progredir... que não é levá-los a encontrar suas identidades e a reconhecer o mundo em que vivem... que não é despertar conhecimentos que permeiam muitas culturas do mundo... que não é levá-los a explorar suas habilidades e enfrentar desafios para desenvolvê-las... que não é disseminar entre eles um espírito e senso coletivo de organização, justiça... enfim... que não é apenas isso, mas que é tudo isso e muito mais além e além e além.
E eles só têm 4 anos. Mas 4 anos é o suficiente para muitas coisas do mundo, e, felizmente, muitas das mais importantes.

2.2.13

Hoje é sábado...

...e vocês, que por acaso estão lendo isso e sabem que eu fiz um combinado comigo mesma de seguir a uma regra de postagem (achando que estabelecer uma rotina me ajudaria a trazer este blog à vida), também estão percebendo o quanto eu sou ótima em seguir o que planejei? Enfim, voltei ao trabalho, então talvez isso melhore, rsrsrsr (não estou prometendo escrever todos os dias, o que já é uma coisa muito inteligente de minha parte...).
Estou bem animada com o retorno ao trabalho, mesmo que ainda esteja assustada com o presente que me aguardava na atribuição de classes. Vou ser bem honesta: é o primeiro ano em que estarei lidando com um grupo vindo, em peso, de creches. Isso é o que mais está pegando. Tenho também no grupo duas inclusões interessantes, digo isso porque são questões de fala, que é a especialidade da casa, rsrsrs... era sobre o meu trabalho que eu queria refletir um pouco e achei que o blog seria uma boa ferramenta para isso (taí uma justificativa de usar o blog no dia não combinado, :D).
Minha formação é voltada para a Linguagem (Letras e Literaturas), mas eu venho estudando a fundo, desde o magistério, questões que são relacionadas ao uso da linguagem por crianças e para crianças (em especial, a linguagem usada através da Literatura). Portanto, eu tenho algum conhecimento sobre dificuldades e desvios na fala que são justamente com o que terei de lidar este ano. Não são as primeiras crianças com esta dificuldade com as quais eu terei que trabalhar, eu venho trabalhando com questões referentes à linguagem desde que tive contato direto com crianças e, mais intensa e diretamente, desde que assumi uma turma como professora. Estes serão o 3º e o 4º casos clínicos (com 'clínicos' quero dizer que são casos que necessitam de tratamento além do fonoaudiológico, porque são questões mais graves e complexas). Portanto, o que me aflige não é a dificuldade com as inclusões, mas como gerenciar com qualidade tantas questões em um  período tão curto.
Sem conhecer as crianças e as famílias, eu já posso levantar algumas questões de acordo com a minha experiência profissional (são 10 anos lidando com a Educação para os pequenos, observando, estudando, experimentando e lecionando e eu sinto que é tão pouco!), estive pensando sobre:

1- Crianças que vêm da creche costumam ter maior autonomia e confiança para lidar com a rotina e o ambiente escolar, portanto, questões de adaptação e de rotina tendem a ser mais tranquilas;
2- Entretanto, essas crianças também costumam ter atitudes mais difíceis de gerenciar e às vezes demoram mais para seguir combinados estabelecidos pelo grupo e regras da escola, portanto, podem sofrer com um adaptação mais longa em relação às mudanças, mesmo que já sejam autônomas e não chorem para ficar no novo ambiente;
3- O grupo possui muitas divisões, ainda não é possível saber quantas permanecerão, mas notei ao menos 4: as crianças que vêm de creche - que podem se agrupar, inclusive, por terem frequentado a mesma unidade (4 u.e. - 17 crianças) -, as crianças que não tiveram experiências em outras unidades escolares (5 crianças), as crianças com dificuldades de fala (2 ou mais crianças), as crianças que possuem diferenças de idade muito gritantes (quanto menores as crianças, maiores as diferenças; nesse caso, crianças que possuem alguns meses de diferença costumam ter conflitos com muita frequência, este grupo contém crianças que nasceram em abril de um ano e crianças que nasceram em março do outro ano, de 1/4 a 25/03, posso dizer que têm um ano de diferença!). Um grupo tão dividido é o maior desafio;
4- Minha experiência anterior era mais complicada, porque a divisão do grupo era muito maior e, além disso, metade da turma já havia sido da minha turma anterior; para este ano, esse desafio já não me assombra mais, porque todos serão alunos novos para mim e para a escola, portanto, estarão praticamente no mesmo nível de conhecimento de atividades e rotinas;
5- Crianças com dificuldades tendem a ser deixadas de lado pelo grupo e estabelecer um senso coletivo de colaboração e respeito é extremamente difícil, especialmente quando outras crianças do grupo possuem questões tão importantes e delicadas quanto (familiares, de aprendizagem, biológicas - comportamentais - ou outras questões individuais - como carências e outros tipos de rituais);

Bem, acho que comecei o meu diário :D. Em verdade, estas são apenas suposições. Toda turma é uma caixinha de surpresas... estou me preparando psicologicamente para receber estas questões que são frutos da minha experiência profissional, entretanto, as crianças podem me surpreender e trazer coisas muito diferentes e, talvez, não seja necessário um trabalho tão forte ou tanta intervenção... talvez eles se tornem um grupo mais cedo do que o esperado... e meu trabalho seja somente com questões de conhecimentos de mundo e etc etc... (ou talvez nem se tornem um grupo e daí eu caia em depressão, rsrsrsr). Quero dizer que já estou reconhecendo o meu trabalho, meus objetivos e que estou satisfeita com o que terei de lidar... espero sair satisfeita, também, ao final do ano letivo; sabendo que fiz o que estava ao meu alcance e que me esforcei para chegar além dele, que fui o melhor que pude ser.
Durante este ano, talvez eu desabafe sobre algumas questões aqui, buscando soluções... sabem? Nós temos um caderno de planejamento que eu detesto e que estou sendo obrigada a usar, rsrssrrs, então... é bem provável que meu vínculo saudável seja com este blog e que eu queime o caderno assim que não precise mais dar conta dele, rsrsrrsrs... mas isso é segredo nosso.
(Inclusive, eu já desmontei o caderno e reorganizei numa sequência inteligente para o meu uso... isso quer dizer que eu estou me esforçando para seguir uma norma que eu não gosto, e isso é bom... não é?)

23.1.13

Hoje é quarta, dia de brincar! :D

Uma introdução para os próximos posts de quarta-feira :D (hoje ainda é quarta, não é? D:)

As férias atrapalharam um bocado a rotina que eu tinha no ano passado, lógico e ainda bem, né. Entretanto, eu pretendo mesmo voltar a escrever, não dá pra ser eu e não escrever ao mesmo tempo, e a maneira mais fácil de fazer isso é seguindo regras, uma rotina (realmente fui eu que escrevi isso que acabaram de ler). Não vou retornar, neste post, ao assunto 'estava chateada porque percebi mimimi...', porque a intenção é continuar este blog, de alguma maneira, até que eu consiga realmente voltar a produzir algo naturalmente - a não ser que esse planejamento realmente funcione : D).
Maaaaas... vamos falar de coisas divertidas, né? Hoje foi o dia escolhido pra brincar um pouquinho, logo... vamos seguir as regras (mesmo que isso soe um tanto estranho vindo exatamente de mim - pessoas mudam, acreditem! : D).
A intenção era postar coisas sobre meus hobbys, nesse dia (além da escrita), meus outros meios de expressão. A ideia inicial era apenas apresentar o meu mais novo prazer quase-secretoe postar uma coisinha ou outra sobre, assim, esporadicamente... mas acredito que eu necessito dar uma atenção especial a ele, por isso decidi que, por enquanto, ele terá exclusividade... por duas razões: foi minha principal terapia para não surtar com algumas coisas que me tiravam de mim e porque foi o que me levou realmente a voltar a fazer o que mais gosto, que, como já disse agora mesmo,é escrever.
Portanto, segue uma introdução (blablablá, que não precisa ser lido se não houver interesse, porque o legal mesmo virá depois! \o/):

Sobre a minha coleção de bonecas, quem são elas, porque eu as tenho e como fui parar onde estou D:

Eu realmente comecei a colecionar bonecas em 2007 ou 2008, não tenho certeza. Comecei com Barbies Collectors (tem um pouco sobre isso aqui , no link; outro dia falo mais sobre elas), mas hoje falarei sobre outra boneca.
Quando eu fazia magistério, estava pesquisando uns autores para elaborar um projeto de TCC sobre um assunto que me interessou muito e que pretendia estudar na faculdade (looooonga história que envolve Luria e, mais tarde, Jakobson, entre outros) e, até hoje não sei como, conheci uma boneca chamada Blythe. Fiquei encantada com a boneca antes mesmo de ver o que os colecionadores faziam com elas (vou chegar lá ainda nesse post), mas achei que era algo impossível conseguir uma (bem, uma boneca do outro lado do mundo e eu nunca havia pensado que um dia eu compraria tão fácil algo pela internet), então parei de ficar olhando, pra vontade de ter uma não crescer... e eu "esqueci".
Um belo dia, em 2011 (notem que eu já havia me tornado colecionadora), andando sem quaisquer intenções  (inocente mesmo, juro!) pelo centro da cidade, eu vi uma coisa: uma blythe, lógico (se é disso que tô falando, srsrsr). Desacreditei. Fiquei sem palavras mesmo. Então eu peguei a bonequinha e disse para minha mãe: "Tem alguma coisa errada, elas pareciam ser tão grandes, mas essas são elas e são fofas, quero muito!" O que aconteceu: eu descobri que a linha Littlest Pet Shop, da Hasbro, estava produzindo um kit com petites blythes (a versão da boneca que mede cerca de 11cm, mais um bichinho - ou não, ou vários, rsrsrs - mais uma série de acessórios). No dia achei caro e escolhi duas das que vi na prateleira, o que foi bem difícil, rsrsrs.
Então, cheguei em casa e não parei de babar nas bonequinhas, falando sobre ela e de como eu achava que nunca teria uma e planejando pegar as outras pra completar a coleção. Lembro que minha irmã ficou me olhando estranho, e que foi por isso que resolvi pesquisar sobre ela na internet e mostrar as fotos que eu havia visto há anos atrás (tarefa insana). Foi assim que descobri o Flickr e as fotos maravilhosas dos colecionadores com bonecas absurdamente maravilhosas e... enlouqueci, relembrando o desejo antigo de ter uma daquelas. rsrsrsr
Nesse dia, eu percebi a diferença de tamanhos e que elas eram totalmente customizáveis, mas, ainda assim, achei a pequenininha muito fofa e decidi pegar as outras, ingenuamente achando que eram apenas umas 5 ou 6 (como costumam ser outras bonecas - não tinha me ligado ainda que se tratava de LPS, rsrsrs). Então fui à loja, peguei as outras diferentes, e, quando cheguei em casa, começou: vi o número na caixinha. D: Era algo como #B20. rsrsrsrsrs Desacreditei de novo. Voltei à pesquisa e vi que realmente era o número da boneca e descobri que havia pelo menos 30 delas. E eu quis todas, porque uma era mais fofa que a outra. Foi assim que começou a coleção das minhas blythes LPS (eu ainda quero todas, mas já estou mais na paz, porque são bem mais de 30, ahahahaha - bem, depois falo mais delas).
Aconteceu que, nessa pesquisa, eu descobri no flickr uma brasileira que customizava blythes, das grandes e maravilhosas, isso foi em outubro de 2011. Falar que pirei é pouco. Vi a possibilidade ali, na minha frente, e então mandei um e-mail pra ela perguntando uma porção de coisas e como eu poderia ter uma. Ela foi muito atenciosa, me explicou muitas coisas e combinamos uma customização... foi um sonho (inclusive, super recomendo o trabalho que ela faz nas bonecas, mas também falarei mais disso depois).
Enquanto acontecia todo o processo de encomenda (a compra da boneca, que leva cerca de 30 dias para chegar ao Brasil, a escolha das características para a customização e a espera pela chegada da linda em  minha casa), eu não resisti, não aguentei esperar, e acabei comprando mais duas bonecas (isso porque eu decidi fazer o mínimo de customização porque a brincadeira é bastante cara para mim). Enfim, achei que ficaria apenas com essas três bonitas, mas meu número da sorte, hoje, é 6. rsrsrsr

Em quê colecionar blythes mudou minha vida :3

Pulando essa parte chata toda e o blablablá desnecessário, vem o que eu queria realmente compartilhar aqui neste espaço. O que foi que aconteceu na minha vida pra essas bonecas serem tão importantes assim (ora, não são um pedaço de plástico e um consumo essencialmente materialista(sic)??? Isso é novidade!!! Não??? : D)
Eu praticamente realizei um desejo antigo (que a princípio era materialista, sim, mas... preciso realmente discutir isso??? rsrsrsr), mas aconteceu o melhor depois, quando eu descobri o que rolava no flickr (e ainda rola, se souber onde procurar) de um pessoal que andava fotografando a boneca (e outros brinquedos) e publicando imagens lindas e/ou cheias de uma coisa muito íntima, que é a ligação deles com esses brinquedos (que ganharam vida). Conhecer um modo mais produtivo de lidar com esse hobby, além de apenas ter uma boneca linda, foi minha salvação.
Então eu comecei a fotografar minha coleção de bonecas enquanto elas não chegavam, mas somente quando elas chegaram em casa foi que eu realmente investi em criar um contexto para as fotos, porque eu não queria apenas uma imagem fofa ou bonita... queria um enredo, uma história - inclusive ao seguir os desafios dos grupos para tirar fotos assim/assado.
Surpresa! Voltei a escrever sem relutar, sem apagar mil vezes o que eu escrevia e deixar tudo em branco no final. Zoé, Cecília e Jane, as três primeiras garotas que chegaram em casa, ganharam personalidades mais tímidas e inocentes, talvez por um reflexo de como eu estava me sentindo... mais intimidada com o mundo, rsrsrsrs... (embora Zoé seja uma moleca). Então chegou Murphy.
Murphy chegou pra valer, não veio tímida, nem de mansinho... ela já chegou escancarada, chamando a irmã de "cabelo de ninho de passarinho" e já fazendo sozinha uma carinha de tédio que é a marca registrada dela hoje em dia. Chegou cheia de vida assim (sério, parece que ela realmente tem vida, porque ela faz essa cara sem eu mexer em nada D:). Ela foi ganhando personalidade conforme eu fazia as fotos dela para o desafio mensal de uma comunidade do flickr, e, enquanto isso, eu fui realmente saindo da toca também. Ela ganhou personalidade e as outras a acompanharam e... cada uma delas passou a representar um pedacinho de mim.
Achei engraçado que algumas pessoas notaram isso sem eu nunca ter tocado no assunto com elas... rsrsrsrsr... mas é assim que tem funcionado... elas vêm agindo como uma terapia. Um modo de eu entender um pouco mais o que acontece na minha cabeça e de lidar com estresses e frustrações... parece loucura, mas essa explicação faz sentido para mim.
Quero dizer que eu tenho estado muito mais tranquila, embora esteja quase falida, rsrsrsrsr... e estou lidando muito melhor com algumas questões mais íntimas, que não vêm ao caso agora... rsrsrsr... é engraçado, não?
Bem, já escrevi muito! Eu queria fazer esse post de introdução antes de trazer realmente as bonecas para este espaço... prometo que os outros posts serão menos chatos e mais curtos e terão fotos! rsrsrsrs... certo?
Depois que eu apresentar mais desse mundinho... falar sobre cada uma delas, sobre o hobby mesmo, sobre fotografia e etc... mostrarei o resto da minha coleção de bonecas... :)

É isso, por hoje! (e não é que voltei mesmo? : D)

7.11.12

Por que é que choro tanto?

E quantos e quantos e quantos... prantos derramados, delatados, dilacerados, esquecidos e maltratados ressurgem e refazem aquela dor velha, maltrapilha... por que não transformam toda num delicado pingente pro meu colar de lembranças? Juro que cuido melhor, se for assim. Mas me deixa crescer, amadurecer, virar também noutra coisa delicada, pintada de recordações que me decoram pra que eu possa também me pendurar, no ar, flutuar, plainar, voar e ver além, do espaço, bem de longe mesmo, a vida.
Sabe que a culpada, no fim, sou eu, porque cutuco a ferida que é quase uma cicatriz e a faço jorrar de novo. Não sei se pra sentir, não sei se pra lembrar, não sei se pra entender. Cutuco lá no fundo, até que dói. E dói e sangra e choro.
E por que é que choro tanto?