9.8.13

Falando em Teatro...

... e da família que a gente escolhe pra gente...

Ah... é triste ir embora, mas valeu à pena cada segundo... até mesmo daqueles em que a panqueca grudava na panela... [foto do Jef]

Vamo' todo mundo pra grama??? [foto da Elisa]

Pensem... [foto da Dani]

E Pensem de novo... [foto da Dani]

E mais uma vez... [foto da Dani]

Se existe... [foto da Dani]

Se há como mesmo... [foto do Jef com a máquina da Dani, rsrsrs]

Existir... [foto da Dani]

Mais família... [foto foda da Dani]


que... [foto da Dani]

panquecas... [foto da Dani]

Ao molho de abobrinha!!!! [foto da Dani]

Ehehehehe... brincadeirinha... se existe mais família que isso tudo, porque existe uma sensação em mim que não vai embora nunca mais... de algo que tocou e ficou acomodadinho bem ali dentro de uma caixinha linda e delicada... acho que a gente cresce e cada vez mais os amigos vão se tornando uma coisa difícil de explicar... [foto da Elisa com a máquina da Dani :)]

21.7.13

[Morrendo novamente]

Peguei aquela semente conservada feito vinho e, na palma da minha mão, vislumbrei os finos fios, quase translúcidos, flutuarem leves com minha respiração; delicadamente, a pousei num solo ardido, na esperança de que ele a envolvesse e a fortalecesse, mas a plantação de pimentas foi tão fria que nem viu a novidade.
Paciente, esperei por meses o primeiro sinal de que o braseiro a acolheria. Um silvo ritmado soou nos fios... meio rota, a semente se abriu com o toque e despejou seus sedosos e longos fios sobre o solo sedento; num emaranhado brilhante e sereno, a semente brotou vistosa e confiante, ergueu-se um palmo da terra e viu como era bonito aquele lugar.
O tempo passou rude, depressa, e trouxe a erva emaranhada aos caules sadios da pimenta; tímida, a semente viu o campo degradar-se até restar só, apática e seca, no solo salgado...
Peguei aquela escultura dolorosa e guardei numa caixa com todo o respeito, resguardando aquela história triste...
...
Inesperadamente, após anos, a plantação ressurgiu, e, trancada dentro da caixa, como mágica, a semente voltou a crescer. Cresceu que suas raízes fizeram buracos no fundo, clamando por serem enterradas... Obedeci e vi: dançando entre os caules firmes, novos fios sedosos trouxeram flores amarelas e singulares, estranhas, é verdade, mas de uma sinceridade sem igual.
Entretanto...lá na ponta dos dias, na ponta da plantação, na ponta da pétala amarela, vi crescer aquele mato injusto que já chegou tomando o espaço todo sem pedir licença...
Morrendo novamente, os fios sedosos voltaram a se enlaçar sobre si mesmos, as flores se fecharam silenciosas e a semente, esturricada, depois de tanto amor...
se quebrou.

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Só queria dizer que não é justo sentir tanto e tão profundo algo que só existe na minha imaginação - muito provável. Eu não queria ter um contrato eternamente renovado com algo que só me traz uma imensa dor quando me frustro. Ao mesmo tempo, eu queria ter coragem de arrancar de vez toda a ligação que existe no meu mundo com essa ideia tão... tão sem nome... mas eu não consigo arrancar algo tão honesto que existe dentro de mim... é como se eu também pudesse morrer um pouco mais e mais forte, sem chances de recuperar o que foi perdido de mim. Eu não entendo a imensidão desse amor e por que ele me fere tanto se o que eu mais quero é parar de sofrer.

8.7.13

Não dá para usar palavras...

Falando de algo que não sei identificar, mas que existe: quando o que você faz é só dar e ficar impaciente porque quer continuar dando este algo e não tem ninguém para recebê-lo... e daí você começa a estranhar que não está cansada e que está se sentindo em dívida com um tanto de pessoas... acredite: é aí que você passa a perceber que está tudo certo e é aí que mora um vazio de pensamentos que não é ruim, mas uma sensação de plenitude. Acho que é Amor.

4.7.13

Do Teatro... e daquela sensação de que algo perdurará

Havia escrito um texto enorme, que era até que bastante sincero e carregado de sentimentalismo, mas apaguei. Apaguei, porque... algumas coisas da vida, a gente tenta e tenta explicar, mas as palavras certas e mais fieis não existem ou demoram para ser esculpidas...
Sucedeu que eu imaginava que teria algo especial na minha vida, mas eu não achava que eu podia ter tanto.
O Teatro me trouxe tesouros inestimáveis...
(e aqui deixo apenas um retalho, dos mais honestos, escancarados, enfim:)
...Na forma de amigos, que são pra vida, pra pós vida e pro infinito. Porque não há coisa mais bonita quando nos encontramos com pessoas e lidamos com elas porque... não sabemos por quê... elas não são meios para chegar a lugar nenhum, elas existem para vivenciarmos um pouco mais de amor no mundo. Amor   na forma de cuidado e de atenção, Amor na forma de cura para um coração machucado e sozinho, Amor na forma de saudade que não sara, Amor na forma de respeito, Amor. Porque ali entregamos a nós mesmos e nós não temos outro tesouro que não este para oferecer...
Além dessas jóias, eu ganhei mais um tanto que me fez crescer: autoconhecimento, segurança, entre tantas outras coisas... uma lista considerável  e sobre a qual poderia falar muito, quase que eternamente.

Mas o que interessa agora é deixar guardado aqui, também, esses pedaços de tempo:

Para assistir à Parte I – Espaço Sucesso (jogo de improviso)
Para assistir à Parte II – Apresentação de Cenas e Monólogos de Shakespeare
Para assistir à Parte III – Homenagem Sucesso (Para Elisa)

E algumas fotos que foram cedidas pela colega Danielle Feltrin:

Foto linda, cena da Dani, da Fer e do Gabriel

Congelados numa foto, adorei esta!

Homenagem Sucesso, rsrsrrs... e a querida Elisa recebendo o monte de amor que a gente tinha pra lhe dar (sem reclamar, rssrsr)

Cena do Gui e do Jonathan

Outra foto dos congelados < 3


E a foto do grupo! < 3

Cena da Evelyn e da Lucia

Eu, incumbida de passar o recado pra Elisa... "Me explico?" eheheheh...

Na plataforma, esperando o trem chegar

Monstrinho Canibal querendo oferecer Elisa como Sacrifício, ahahahahh...

Nascem os monstrinhos!

Cena da Paty e da Sheyla

"Agora acabou!"

Todos no palco, em aquecimento

Num dos ensaios gerais - o último - da Homenagem Sucesso (e ideias para o Espaço Sucesso ficar maneiro!)

...e a Elisa achando que a gente tava ensaiando as cenas, ahahahha... < 3 

27.6.13

Calada, a menina não cabe
na cela.
Respira.
Cresce em membros tortos,
coluna cravada
e pesos encimando
contra a trave, contra a tela, contra aquela parede.
Chora...
primeiras palavras engasgam, entopem, enganam...
ela...
mas...
sem nome,
em fúria que a move,
vaza entre os trechos vazios...
convidativos...
É ninguém.

Respira...

...é só mais alguém.

(que se cala)

Menina, solta a fera,
ambiciona o que é direito!
Morde e engole o mundo...
cabe no vazio da tua barriga.

8.6.13

Chega
pesado 
ruídos metais guerra gritos
OOOOOO
assobio
pneus asfalto a noite
silêncio.
...
Leva a vida
resto
cacos tralhas
essência...
presença não.
...
Vai sendo o que deixam
pela cidade
numa fossa
sem fim...

[O que tem poesia agora? Exercício: improvável / Explorando fluxo, repertório, pontuação]

6.6.13

Cortando o vento as têmporas
bailando
penso olhos fechados
suspiro
paro a vida em quadros

disseco entranhas

toques

beijos

laços

nós.

E...
é.

[...experimentação, num fluido não sei de onde... é o que respiro agora. Durou de 21h31 a 21h33.]

2.6.13

Dos 10% que, na verdade, são 18%

Essa etiqueta nova está me ajudando a lidar com aquele incômodo que vivo dissecando há cerca de 15 anos - sobre o qual tenho sido o mais clara que posso aqui, nesse espaço, que é público.
(Não é preciso ler)

Breve retorno ao Conto de fadas

[Para relembrar: Parte 1 ]

O desassossego do puro-sangue

Galopando entre espinhos,
avisto a bela criatura.
Nós nos arreios,
pés partidos,
relincho,
saltos
pelo
ar
.
E
vai
voando
sobre o mar,
refletido nas ondas,
distorcido como um sonho.
E quase sem sentido,
cambaleia...
cansa,
cai,
e
f
i
m
.
Estive no calmo olho da fera,
refletida num espelho selvagem,
bebendo à saúde de deuses antigos,
festejando entre seres mágicos e pequeninos,
com um frio escaldante pesando leve em meu seio,
quando ouvi sua voz.

Cresceu um tormento já dantes conhecido,
com três goles de cerveja me despi,
trouxe o mundo sob meu olhar para uma galeria de imagens sóbrias,
queria lhe dizer coisas mais profundas e mansas e breves e lindas,
mas seria preciso dizer que ainda sinto algo que renego.
Não quero.
Não quero mesmo.
Pelo menos era essa minha crença.

Mas a linha livre me trouxe sua voz.
Breve chegaram também seus braços.
Logo, eu estava completamente embebida, pingando seus gestos, suas palavras, seu rosto.
E sua notícia que, não devia, me encheu dum sopro morno,
como quem traz ar para quem se afoga.
Eu estava ali ao seu lado...
numa festa particular, íntima, privada e proibida.

Respirei.
Engoli algumas coisas.
Voltei a mim.
Olhei pro reflexo no espelho:
o cabelo desarrumado, o rosto alegre e vermelho, sonhador...
aquela sou eu... reconheço.

(Então veio a despedida num abraço que poderia ter demorado um pouco mais...
pelo menos.)

(Carrego de novo aquela caixa que aniversaria 15 anos, este ano. Aquela da qual cuidei, por qual me desfiz, que joguei longe, que tentei destruir, que escondi sob um pano, que pensei que me desfiz... mas está diferente. Está bonita e limpa de um jeito que até me animo a guardar.)

28.5.13

O que não


amor nicotina
oxigênio, amizade
um pulo cego
desgarrar no concreto
vida pesadelo
necessidade intolerância
abraço molhado
coração sambado
não quero.

você nomeando
um mim descontornos
tal bolsa da volta
dolorido sinal
entendimento molenga
na beira enfileirado
buraco sedutor
navio assobio
só no barulho.

não quero.

o que não
não quero
saladas celadas serenas sirenes
sumiço sombra sobra silvo
soluço sozinha...
não.

deixa recostada
sufocada 
partida...
deixa...
não olha
não alimenta
não cresce
a fome acaba
comendo a si mesma
não hipocrisia
limpa no calor da aceitação velada
não quero.
deixa só
olhando a plateia vazia
imensidão infinita
mas dentro.
deixa
deixa
cuca quente
não...
deixa
não quero
não toca
não pensa
não fala
deixa sem.

não quero.
não.

aceita não
nó frouxo
desliza
some...

eu.
mas não.
deixa.
deixa...


[exercício de redução num fluxo por contaminações... ou... um suspiro escorregando numa gota - com desabafos que me terminam num mim sem sentido... não entendo a chateação, mas reconheço a imagem e, incrível, aceito e sorrio: sou eu, de verdade. ]
Respira e vai... no fim, não há entendimento... quanto mais se vive, menos se sabe... amém.

27.5.13

Olá, breve e carregado

Estou no meio de vários projetos - e isso é bom - dos quais falarei conforme irei resolvendo, portanto, estou meio sem tempo para escapar um pouco de mim por aqui, já que... pego qualquer folha à mão e pronto... vocês devem saber disso, porque eu disse ou porque viram acontecendo em algum momento... :D MAS tenho algo bacana pra compartilhar e-xa-ta-men-te agora! Quem se lembra, além de mim, de que eu havia me comprometido a colocar projetos e ideias trabalhadas em sala de aula aqui nesse espaço, além das minhas próprias experimentações em textos/leituras/expressão? Resumindo, esta é uma ideia que venho modelando há 11 anos, não exatamente apenas para educação infantil (este resultado é assim, pois acompanha o público envolvido), mas como incentivo à produção de textos e expressão de qualquer pessoa que possa estar envolvida nesta ideia, num projeto referente a ela, ou desejando se libertar de ideias de textos de outros (ou conversar com elas, também, claro). Venho experimentando atividades deste tipo em sala de aula esse tempo todo e este resultado é um dos que mais tem me mostrado que estou pelo caminho certo... (vou colocar as tentativas anteriores, num outro momento... são bacanas, tanto quanto, mas não tão ligadas à expressão e autonomia quanto esta está mostrando que é e pode vir a ser cada vez mais...) então... esta é uma ideia executada que está funcionando muito bem e trazendo coisas super interessantes em retorno... aqui: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10200384865797323.1073741829.1025787371&type=1

Esta não é a forma de registro mais adequada e nem a que mais me agrada, eu queria realizar esses registros como uma espécie de documentação, mas isso não é possível acontecer sem auxílios (de todo tipo que podem imaginar), esse é o mínimo que venho conseguindo fazer com crianças pequenas e estou confiante de que conseguirei materiais desenvolvidos por elas, sem minha intervenção ou apoio como escriba... daí sim terei um registro quase eficiente e que será válido por si só.

7.5.13

Caiu o pano
sobre a cela,
mudou a cena:
desengano.
Mas,
hoje,
remorro
pra eternidade
com a  notícia...
lembro da dor,
lembro dos sonhos,
acho injusto...
rios correm desesperados madrugada adentro...
Eu te amo numa medida que não compreendo...
e quero terminar de destatuar seu nome daqui, desse turbilhão de pensamentos.
(Cai da cela,
o pano,
mas,
chaves à mão,
procuro com certa tranquilidade a que destranca:
vai e voa livre, contente!
Bebe d'água de fontes, canta!
Vai, passarinho doente,
bica dos frutos mais docinhos
e procura os outros passarinhos!)

[Dos criados em '5 minutos', mas que me orgulham... às vezes acredito que sou fluente em poesia... vai entender esse meu ego... esse saiu agora, sobre um incômodo... um grande incômodo... incômodo que aniversaria 15 anos:





Apaguei... ehehehehe >:D








, Fim.]

Uma vez, Delirium foi Delight...
(GAIMAN, Neil. Sandman. Edição 42, pág. 20)


Agora durmam com isso... :)

Post mortem

Eu acho que essa mancha não sai nunca mais,
queimou, alterou o estado natural.
Começou com aquela resposta esperta,
grudou com aquele assobio,
aumentou com aqueles telefonemas,
derreteu com aquela peça,
(me declarei)
enrugou com o silêncio,
pretejou com o namoro,
afundou com a falsa esperança,
deixei de notá-la,
e ficou clara, quase sumiu...
mas ontem... ainda ontem repararam nela...
e eu, achando que nunca mais a veria,
chorei porque não sai nunca mais.
Mesmo.

6.5.13

Pássaro negro, trazendo notícias
tendenciosas,
pousa no poleiro,
observa a derrocada:
motores que tossem,
papagaios que bicam,
porcos com fome,
macacos se agitam,
a onça dorme,
os peixes fogem,
o puro sangue retorna, num pôr-de-sangue, sonho dolorido.


[É isso que anda saindo, isso que ando sofrendo]

5.5.13

Entre o acorde e a trilha paradoxal

Num acorde, canto o colo negado, sofro o mundo de inquietações, provocadas pelo monstro de todos os seres: [...] Sinto o fracasso pulsando nas veias e, num sorriso sem graça, torto de repuxado à força daquele bico de choro evitado, sou mais forte.
Respiro e me retiro com a viola d'água pro canto do palco, desmorono por dentro, enquanto observo as existências, instantes.
[...]
Com pesar, digo que há anos não me comovo com opiniões alheias sobre mim, mas é bom que saibam a fim de evitarem esforços desnecessários. Mesmo assim, me chateio. Pro resto do dia. Porque uma medida sem fim de responsabilidades recaiu sobre mim, e agora busco por aquelas que são minhas, só minhas, numa sede bastante egoísta.
Não é nada contra o que você representa, muito menos contra o que você canta... é que eu já nadava numa marola quando me viu - mas você não viu. E enquanto eu lutava pra respirar, porque já nadava há muito tempo e estava cansada, você me jogou mais coisas sobre a cabeça... coisas que não eram só minhas, coisas que me afundaram e me tiraram o fôlego, coisas que me afogaram por ricos instantes em que eu parecia me encontrar no mar... mas foi assim, inesperadamente e na secura de nem uma trilha sonora pra ajudar...

[exercício de fluxo - sem correção, apenas censura - indicada pelo sinal "[...]"]