Eu acho que essa mancha não sai nunca mais,
queimou, alterou o estado natural.
Começou com aquela resposta esperta,
grudou com aquele assobio,
aumentou com aqueles telefonemas,
derreteu com aquela peça,
(me declarei)
enrugou com o silêncio,
pretejou com o namoro,
afundou com a falsa esperança,
deixei de notá-la,
e ficou clara, quase sumiu...
mas ontem... ainda ontem repararam nela...
e eu, achando que nunca mais a veria,
chorei porque não sai nunca mais.
Mesmo.