Dançam sobre a relva, silenciosamente, os elfos de Lothar. Não distinguem o mundo alheio de si mesmos: além, aquém, onde quer que esteja...; estão o que são e seguem somente seus passos marcados.
Os elfos saltam e rodopiam com a brisa de longe, carregando as folhas soltas pelo espaço. Só porque vêm e os seguem, não outra razão... não enxergam além dos próprios corpos, nem um corpo além.
Falai o que, quando quiserdes, mostrai o que quiserdes, mas que vos poupeis do esforço de serdes notados: eles não sentem vossos suores, nem que esforços abissais...
Dedicai poemas, dedicai e destruí serenos suas belas imagens: eles não se reconhecerão além do que são.
Mas ignorai suas presenças... que o monstro da essência de todos os seres acordará e vos engolirá... com mistérios, com sopros, com injustas palavras - tesouros impressionantes construídos com esmero...
Ignorai e sede digeridos, devastados, depostos na eternidade do tempo, do espaço... como abaixo de uma existência simples e tênue.
Assim como quereis que sejam os elfos.
[...texto-fluxo, sem correção, em 12 minutos, sobre suas indiretas com palavras rudes e dolorosas, mas não mais que o doloroso desprezo, imerecido, prêmio de uma jogada sua em que você mesmo foi o vencedor - isto não é uma indireta como a sua, mas um abrigo com lâminas afiadas e venenosas. Vai embora. - numa análise rápida, meu fluxo de consciência, tema, palavras, anda ou não anda mais árido, ácido, adorável? Sou eu, muito prazer. E eu realmente gosto das 2ªs pessoas... é uma escolha inconsciente, mas que agora me perturba um tanto.]