Uma rosa
crescida na imensidão
desabrocha protegida
e parada observa
a brisa levar folhas desavisadas.
(Pétalas encarnadas
crescem limítrofes
e tocam a redoma,
desconfortam-se
e sonham.)
Mas a rosa
evita o mar,
teme não sabe o quê
e se espanta com a fissura
que o tempo alarga, faz crescer.
A brisa passa,
carrega as ondas
leves, mansas...
e a rosa densa,
sabe que afoga,
espanta-se.
A fresta racha.
A rosa, exposta, chora,
as pétalas vivas beijam a brisa,
...
eternidade.
Cai no mundo,
afunda e morre.
Bela e inocente,
mata-se, desnudando-se.
Pouco a pouco desfazendo-se.
A rosa sem a rosa sofre.
Mas aprende o ciclo.
Cresce de novo e remorre.
(o mar escorre,
a brisa escorre...)
