Eu era um gato, com um nó no corpo e as faces das mãos e dos pés brotando da terra. Andava arqueada, tocando o céu com as costas e o inferno com o ventre.
Sai da sala, nascendo pro mundo, com olhos assustados e sentidos crescentes. Atravessei a rua e deitei no jardim.
Levantei num repente, gente, e vi o mundo parar nas asas de uma libélula. E eu fiquei presa, pausada nos gestos, escorrendo e observando que voava estática... como?
Como o mundo para nas asas de uma libélula?