Cheiro da minha roupa lavada,
do óleo sobre o corpo limpo,
do chocolate à véspera do maior encontro que ansiava para este final de ano tão repleto...
Cheiro de laranja, canela, índia no meu quarto,
de abraço carinhoso e fraterno, num colo derretido pelo sol a pino...
Cheiro de café moído na hora,
com um toque de doação, entrega, amor,
e o suave sorvete macio, que dançava no fundo do copo com a colher.
Cheiro de vinho seco argentino,
não dos melhores, como disse,
mas que pra mim era mais que o suficiente...
cheiro de café de novo, com brownie.
Depois o cheiro da tua fumaça
e do teu perfume...
indo pra cama junto comigo.
Tem um sabor de não sei bem o quê...
acho que de coisas que ficam no indizível,
intraduzível,
insolúvel...
mas que ficam num canto aconchegado da alma,
quentinho e caseiro,
de cheiro de lar, pra onde sempre volto...
segura, inteira... não sei.
Acho sempre que te amo, mesmo quando te odeio com todas as minhas forças.