19.5.10

Todo amor...

Hoje uma amiga no trabalho falava sobre o amor que sentia pelo filho. Um amor que, de tanto amor, doía.
Todo amor doi.
(...)

Este diário está se tornando uma verdadeira coleção de desculpas para a falta do que escrever. O que acontece é que as reais desculpas são estas:

- eu realmente não tenho que escrever;
- sabotagem: tenho o que escrever, mas procuro não escrever;
- até escrevo, mas acho horrível e apago tudo;
- escrevo, mas em códigos para que ninguém entenda o que eu quis dizer;
- ou estou realmente animada e quero escrever, estou confiante e serei clara o suficiente para que o texto não pareça um elo perdido e... ou o blog não funciona (como hoje) e a vontade passa, ou a internet não funciona e eu escrevo em outro lugar, de preferência junto com os textos que ninguém lerá (e fico pensando se isto não é, também, alguma sabotagem);

Mas o que eu quero dizer é que eu ia escrever sobre o assunto ali do começo, ia escrever uma constatação que me doeu, mas eu perdi todas as palavras e ficou só a sensação.
E traduzir a sensação é um trabalho... exigente.

Talvez eu escreva.