Vejo o seis e entristeço-me. Coro com a dor. Dor que vejo saciada, quando olho o seis que não era mais. E coro com o alívio.
Num pulsar, sofro. Com a indiferença.
E sofro com a minha indiferença.
Onde é que vou parar?
Talvez eu saiba. Daquela coisa rastejante lá, dentro de mim. Talvez.
Era um sibilar que me torturava ao mostrar como transpassava o fino limite da minha consciência. Uma coisa que eu gostaria de ignorar.
Talvez, não. Com certeza.
Ignorei toda a imensidão que a serperte rasgou diante de mim e eis que, ao vislumbre do seis, não pude mais me enganar.
Não era a lucidez que estava a viver até o exato momento, mas a realidade invertida. Aquela inversão depois da descoberta final.
Aquela inversão... que agora parece estar cedendo.
Estou voltando a cabeça para o chão, que é o que mais se parece com a sanidade. O resto do meu corpo pode ficar suspenso... feérico.
Talvez.
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