Sinto dizer que a visão deste inferno de imagens sociais não me choca mais.
A constante de republicações realizadas por militantes que nada têm a acrescentar a não ser suas angústias egoísticas de que o mundo é injusto e que eles o compreendem mas não conseguem mudar - como se quisessem - é anestésica.
O mundo é um volume existencial... e só. E é justo.
As leis existenciais são exatas. E isto é fato.
Portanto, não me venham com a justiça enfadonha de que, por acaso, vocês são os únicos a enxergar o que está nítido para qualquer um que queira ver.
Eu vi. Eu vi e engoli minha hipocrisia. Ardeu um pouco enquanto descia pela minha garganta, mas ardeu mais a ideia de que ela descia do que, de fato, o que acontecia.
Eu vi e não procurei fazer armas com a indiferença dos outros. Foi difícil engolir mais este pedaço falso de ego, fantasiado de razão. Foi.
E nada me choca mais com relação aos comportamentos, às ideias, às cebolas alheias.
O que me choca é ver um cachorro rasgando o lixo, apoiado sobre a sua pata quebrada e remontada, dobrada como um origami complexamente simples.
É o que me choca: o olhar determinado e a postura de galante daquele cão - junto com seu andar desencantado do mundo.
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