22.11.09

Agora era asno

Um asno pastando à noite. Sobre sua cabeça pousam pequeninos lumes que aconchegam-se, protegendo-se do vento.
O asno come sem notar a repentina coroa de luz a enfeitar-lhe o topo divinamente.
O vento poderoso também se alimenta, dos vãos, das frestas, da vaidade, do orgulho.
Os lumes, a todo custo, tentam ficar ali, na inteligência do asno.

Uma rajada a mais e pronto (lá se foram todos).

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