27.6.13

Calada, a menina não cabe
na cela.
Respira.
Cresce em membros tortos,
coluna cravada
e pesos encimando
contra a trave, contra a tela, contra aquela parede.
Chora...
primeiras palavras engasgam, entopem, enganam...
ela...
mas...
sem nome,
em fúria que a move,
vaza entre os trechos vazios...
convidativos...
É ninguém.

Respira...

...é só mais alguém.

(que se cala)

Menina, solta a fera,
ambiciona o que é direito!
Morde e engole o mundo...
cabe no vazio da tua barriga.