onde música alguma ecoa,
onde esconde-se negra criatura,
avista-se uma boa pessoa:
Vai a moça branca, tão pura,
sussurrando antiga canção,
embora trêmula, como uma jura,
mas sem dar-se por a Muda, então...
Em tiras miúdas, sem cura,
deslumbrada, mas não ressentida,calada, vê seu vestido no chão.
A vagar por terras sombrias,
de tecido luzente vestida
e uma nova flauta negra na mão.
[estudo em grafite, numa sulfite rosa, mas com falta de rigidez na métrica e nas rimas - poderiam ser versos exatamente do mesmo tamanho e com rimas podres de ricas, mas é que gostei tanto dele... embora isso não justifique.]