24.4.10

A razão pela qual eu me sinto tão horrorosa é, para variar, aquela sensação.
Aquela sensação que me estica, me deixa fina, me deixa falhando em mim, me deixa sumir... assim, com um pronome pessoal oblíquo ao lado de uma vírgula, que eu não sei se, de fato, é um problema.
Eu sumo quando a frustração vem acompanhada daquela falsa esperança de creditar a mim mesma algum adjetivo que seja grandioso e bonito, que persiste até que eu repare, insiste até que eu acredite ser real e desaparece, depois que já estou inebriada com uma imagem que logo vai ruir.
Estou assim, pensando no quanto a mediocre sensação faz com que eu a acompanhe, como sombra, em seus movimentos e idealizações.
Estou assim, sentindo-me horrorosa. Tenho o direito de sentir.

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