Então ela me perguntou o que eu tinha a dizer. Eu tinha muitas coisas a serem ditas.
Por mais que eu me esforçasse em desatá-lo, o nó que estava sendo resolvido, voltou a embolar-se na minha garganta. E ficou ali, sem se deixar ser engolido e recusando-se a mover-se um milímetro em qualquer outra direção.
É claro, senti-me frágil e quase me fiz de vítima - para que ela sentisse compaixão e então eu pudesse abafar o meu fracasso - mas o ódio era tão sem tamanho, transbordava por todas as frestas, que eu não disse nada de nada.
No fim foi isso: por não ter nada o que dizer, percebi que não tenho coisas a serem ditas.
Então me calo.
Quem poderá julgar?
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