2.6.13

Dos 10% que, na verdade, são 18%

Essa etiqueta nova está me ajudando a lidar com aquele incômodo que vivo dissecando há cerca de 15 anos - sobre o qual tenho sido o mais clara que posso aqui, nesse espaço, que é público.
(Não é preciso ler)

Breve retorno ao Conto de fadas

[Para relembrar: Parte 1 ]

O desassossego do puro-sangue

Galopando entre espinhos,
avisto a bela criatura.
Nós nos arreios,
pés partidos,
relincho,
saltos
pelo
ar
.
E
vai
voando
sobre o mar,
refletido nas ondas,
distorcido como um sonho.
E quase sem sentido,
cambaleia...
cansa,
cai,
e
f
i
m
.
Estive no calmo olho da fera,
refletida num espelho selvagem,
bebendo à saúde de deuses antigos,
festejando entre seres mágicos e pequeninos,
com um frio escaldante pesando leve em meu seio,
quando ouvi sua voz.

Cresceu um tormento já dantes conhecido,
com três goles de cerveja me despi,
trouxe o mundo sob meu olhar para uma galeria de imagens sóbrias,
queria lhe dizer coisas mais profundas e mansas e breves e lindas,
mas seria preciso dizer que ainda sinto algo que renego.
Não quero.
Não quero mesmo.
Pelo menos era essa minha crença.

Mas a linha livre me trouxe sua voz.
Breve chegaram também seus braços.
Logo, eu estava completamente embebida, pingando seus gestos, suas palavras, seu rosto.
E sua notícia que, não devia, me encheu dum sopro morno,
como quem traz ar para quem se afoga.
Eu estava ali ao seu lado...
numa festa particular, íntima, privada e proibida.

Respirei.
Engoli algumas coisas.
Voltei a mim.
Olhei pro reflexo no espelho:
o cabelo desarrumado, o rosto alegre e vermelho, sonhador...
aquela sou eu... reconheço.

(Então veio a despedida num abraço que poderia ter demorado um pouco mais...
pelo menos.)

(Carrego de novo aquela caixa que aniversaria 15 anos, este ano. Aquela da qual cuidei, por qual me desfiz, que joguei longe, que tentei destruir, que escondi sob um pano, que pensei que me desfiz... mas está diferente. Está bonita e limpa de um jeito que até me animo a guardar.)

28.5.13

O que não


amor nicotina
oxigênio, amizade
um pulo cego
desgarrar no concreto
vida pesadelo
necessidade intolerância
abraço molhado
coração sambado
não quero.

você nomeando
um mim descontornos
tal bolsa da volta
dolorido sinal
entendimento molenga
na beira enfileirado
buraco sedutor
navio assobio
só no barulho.

não quero.

o que não
não quero
saladas celadas serenas sirenes
sumiço sombra sobra silvo
soluço sozinha...
não.

deixa recostada
sufocada 
partida...
deixa...
não olha
não alimenta
não cresce
a fome acaba
comendo a si mesma
não hipocrisia
limpa no calor da aceitação velada
não quero.
deixa só
olhando a plateia vazia
imensidão infinita
mas dentro.
deixa
deixa
cuca quente
não...
deixa
não quero
não toca
não pensa
não fala
deixa sem.

não quero.
não.

aceita não
nó frouxo
desliza
some...

eu.
mas não.
deixa.
deixa...


[exercício de redução num fluxo por contaminações... ou... um suspiro escorregando numa gota - com desabafos que me terminam num mim sem sentido... não entendo a chateação, mas reconheço a imagem e, incrível, aceito e sorrio: sou eu, de verdade. ]
Respira e vai... no fim, não há entendimento... quanto mais se vive, menos se sabe... amém.

27.5.13

Olá, breve e carregado

Estou no meio de vários projetos - e isso é bom - dos quais falarei conforme irei resolvendo, portanto, estou meio sem tempo para escapar um pouco de mim por aqui, já que... pego qualquer folha à mão e pronto... vocês devem saber disso, porque eu disse ou porque viram acontecendo em algum momento... :D MAS tenho algo bacana pra compartilhar e-xa-ta-men-te agora! Quem se lembra, além de mim, de que eu havia me comprometido a colocar projetos e ideias trabalhadas em sala de aula aqui nesse espaço, além das minhas próprias experimentações em textos/leituras/expressão? Resumindo, esta é uma ideia que venho modelando há 11 anos, não exatamente apenas para educação infantil (este resultado é assim, pois acompanha o público envolvido), mas como incentivo à produção de textos e expressão de qualquer pessoa que possa estar envolvida nesta ideia, num projeto referente a ela, ou desejando se libertar de ideias de textos de outros (ou conversar com elas, também, claro). Venho experimentando atividades deste tipo em sala de aula esse tempo todo e este resultado é um dos que mais tem me mostrado que estou pelo caminho certo... (vou colocar as tentativas anteriores, num outro momento... são bacanas, tanto quanto, mas não tão ligadas à expressão e autonomia quanto esta está mostrando que é e pode vir a ser cada vez mais...) então... esta é uma ideia executada que está funcionando muito bem e trazendo coisas super interessantes em retorno... aqui: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10200384865797323.1073741829.1025787371&type=1

Esta não é a forma de registro mais adequada e nem a que mais me agrada, eu queria realizar esses registros como uma espécie de documentação, mas isso não é possível acontecer sem auxílios (de todo tipo que podem imaginar), esse é o mínimo que venho conseguindo fazer com crianças pequenas e estou confiante de que conseguirei materiais desenvolvidos por elas, sem minha intervenção ou apoio como escriba... daí sim terei um registro quase eficiente e que será válido por si só.

7.5.13

Caiu o pano
sobre a cela,
mudou a cena:
desengano.
Mas,
hoje,
remorro
pra eternidade
com a  notícia...
lembro da dor,
lembro dos sonhos,
acho injusto...
rios correm desesperados madrugada adentro...
Eu te amo numa medida que não compreendo...
e quero terminar de destatuar seu nome daqui, desse turbilhão de pensamentos.
(Cai da cela,
o pano,
mas,
chaves à mão,
procuro com certa tranquilidade a que destranca:
vai e voa livre, contente!
Bebe d'água de fontes, canta!
Vai, passarinho doente,
bica dos frutos mais docinhos
e procura os outros passarinhos!)

[Dos criados em '5 minutos', mas que me orgulham... às vezes acredito que sou fluente em poesia... vai entender esse meu ego... esse saiu agora, sobre um incômodo... um grande incômodo... incômodo que aniversaria 15 anos:





Apaguei... ehehehehe >:D








, Fim.]

Uma vez, Delirium foi Delight...
(GAIMAN, Neil. Sandman. Edição 42, pág. 20)


Agora durmam com isso... :)

Post mortem

Eu acho que essa mancha não sai nunca mais,
queimou, alterou o estado natural.
Começou com aquela resposta esperta,
grudou com aquele assobio,
aumentou com aqueles telefonemas,
derreteu com aquela peça,
(me declarei)
enrugou com o silêncio,
pretejou com o namoro,
afundou com a falsa esperança,
deixei de notá-la,
e ficou clara, quase sumiu...
mas ontem... ainda ontem repararam nela...
e eu, achando que nunca mais a veria,
chorei porque não sai nunca mais.
Mesmo.

6.5.13

Pássaro negro, trazendo notícias
tendenciosas,
pousa no poleiro,
observa a derrocada:
motores que tossem,
papagaios que bicam,
porcos com fome,
macacos se agitam,
a onça dorme,
os peixes fogem,
o puro sangue retorna, num pôr-de-sangue, sonho dolorido.


[É isso que anda saindo, isso que ando sofrendo]

5.5.13

Entre o acorde e a trilha paradoxal

Num acorde, canto o colo negado, sofro o mundo de inquietações, provocadas pelo monstro de todos os seres: [...] Sinto o fracasso pulsando nas veias e, num sorriso sem graça, torto de repuxado à força daquele bico de choro evitado, sou mais forte.
Respiro e me retiro com a viola d'água pro canto do palco, desmorono por dentro, enquanto observo as existências, instantes.
[...]
Com pesar, digo que há anos não me comovo com opiniões alheias sobre mim, mas é bom que saibam a fim de evitarem esforços desnecessários. Mesmo assim, me chateio. Pro resto do dia. Porque uma medida sem fim de responsabilidades recaiu sobre mim, e agora busco por aquelas que são minhas, só minhas, numa sede bastante egoísta.
Não é nada contra o que você representa, muito menos contra o que você canta... é que eu já nadava numa marola quando me viu - mas você não viu. E enquanto eu lutava pra respirar, porque já nadava há muito tempo e estava cansada, você me jogou mais coisas sobre a cabeça... coisas que não eram só minhas, coisas que me afundaram e me tiraram o fôlego, coisas que me afogaram por ricos instantes em que eu parecia me encontrar no mar... mas foi assim, inesperadamente e na secura de nem uma trilha sonora pra ajudar...

[exercício de fluxo - sem correção, apenas censura - indicada pelo sinal "[...]"]

3.5.13

Elfos de Lothar

Dançam sobre a relva, silenciosamente, os elfos de Lothar. Não distinguem o mundo alheio de si mesmos: além, aquém, onde quer que esteja...; estão o que são e seguem somente seus passos marcados.
Os elfos saltam e rodopiam com a brisa de longe, carregando as folhas soltas pelo espaço. Só porque vêm e os seguem, não outra razão... não enxergam além dos próprios corpos, nem um corpo além.
Falai o que, quando quiserdes, mostrai o que quiserdes, mas que vos poupeis do esforço de serdes notados: eles não sentem vossos suores, nem que esforços abissais...
Dedicai poemas, dedicai e destruí serenos suas belas imagens: eles não se reconhecerão além do que são.
Mas ignorai suas presenças... que o monstro da essência de todos os seres acordará e vos engolirá... com mistérios, com sopros, com injustas palavras - tesouros impressionantes construídos com esmero...
Ignorai e sede digeridos, devastados, depostos na eternidade do tempo, do espaço... como abaixo de uma existência simples e tênue.
Assim como quereis que sejam os elfos.

[...texto-fluxo, sem correção, em 12 minutos, sobre suas indiretas com palavras rudes e dolorosas, mas não mais que o doloroso desprezo, imerecido, prêmio de uma jogada sua em que você mesmo foi o vencedor - isto não é uma indireta como a sua, mas um abrigo com lâminas afiadas e venenosas. Vai embora. - numa análise rápida, meu fluxo de consciência, tema, palavras, anda ou não anda mais árido, ácido, adorável? Sou eu, muito prazer. E eu realmente gosto das 2ªs pessoas... é uma escolha inconsciente, mas que agora me perturba um tanto.]

2.5.13

Uma palavra e...

Não estou negligenciando o blog, é que voltei a escrever noutros lugares... dentre eles, um que me fazia a maior falta: bloco de papel.
Estou escrevendo coisas que ainda não reconheço... quero dizer... são minhas palavras, meu repertório de escolhas e significações e vivências, mas num molde estranho, de um sabor um tanto mais ácido... e isso me faz feliz de um jeito como se eu tivesse reencontrando uma velha companhia...
Além dos blocos de papel (eu escrevo no que estiver à mão), criei uma página para a Murphy, com pretensão de perpetuar a personagem que ela virou quando botei as mãos nela (isto é, aquela longa história que já contei aqui... e, no fundo, também acho que Murphy realmente tem vida... ehehehe)... aqui: https://www.facebook.com/MurphysCauses
Por enquanto, com o tempo que tenho, estou resgatando o projeto de histórias infantis recontadas por ela, e colocando umas fotos aleatórias; na verdade, a intenção é postar coisas essencialmente aleatórias da rotina da Murphy e promover a interação dela com as pessoas: dar voz a ela, pra que ela continue a ser mais do que uma boneca.

Para encerrar esse post, vou deixar alguns dos últimos escritos nos blocos (sem correção):

Corre pequeno o sonho
nascido em fonte indecisa
Fluidez há de jorrar
num dia manso

------------------------

Chiado,
Pássaros ao longe,
Tarde em prantos,
Murmúrio,
Corre o mundo lá fora
E dentro imensidão.

------------------------

Não te quero mais
não sorriso de canto a canto
num perfeito linguajar
"faço o que quero, desafio-te"
Não me desafies.
Não me testes.
Não tentes domar, prever, segurar...
não sabes o que te esperas,
pronto para te devorar.
[...] [ou: tenho vergonha do resto]

-------------------------

Desfio que deixa o traço
O fio desentrelaço
Fica o destroço
[essa, pra mim, é uma obra de arte - considerando além da forma, toda a significação contida... que não explicarei, não precisa de explicação]
-------------------------

Pousa serena
uma radiante nota ao pé da fera
Cega bela curiosa
pequena desvela o véu
Solstício da muda
Da alma vazia
que torna menor
microcosmo num universo
desverso, inverso, sem versos.
[Aumentando para...]
[Assim mesmo: pontuações e palavras. Gosto muito desse porque é muito significativo pra mim, no momento de que estou saindo]

-------------------------

Entre tantas ondas que arrebentam n'areia,
você notou aquela feia, torta que tinha tudo para ter dó de si mesma,
e veio forte, altiva, lhe arrancando um tanto de palmas pelo espetáculo.
Era de graça.
Sempre foi de graça.

Antes você não sabia como dizer, como se comportar, como viver.
Queria pagar pelo que não tinha preço,
mas numa troca sem noção de valores e justiça.
Não estava à venda.
Então pensou que havia comprado um serviço,
querendo usufruir, cobrando por usufruir algo que era livre.

O mar calmou, calou... alô?
Então você veio num toque sereno, mas firme, e singelo, mas cheio de significações.
Veio desculpar-se com um genuíno respeito...
Passou dias beijando o mar, paciente por seu despertar...
Dançou com as ondas, viveu um menino de verdade,
sentindo suas roupas úmidas e frias...

Enfim, você voltou para a costa, adentrou a cidade e sumiu.
Sumiu, calou-se, vingou-se?
O mar continuou...
em ondas que arrebentam n'areia.

11.4.13

Réquiem para Helena num poema para despedir-se

Partindo, despediu-se,
aninhou-se nos braços de todos:
beijos molhados, risos escancarados...
(Geral daqui do céu esperando...
era a boa hora!)
No profundo braço celeste,
reina uma criança serelepe agora.
Cachos dourados, sorriso maroto
pula, gira, brinca, na levada,
cantando seu coração,
pela Aurora agraciada.
Não cansa, não,
dura eternidade,
e ainda zela pelas pequenas terrenas,
lhes dando coragem: coragem!
















Olho para as sombras e me chateio,
quero um longo abraço e um cheiro...
desabo, mas não se incomode,
choro pelos que vão e pelos que ficam...
choro sempre em despedidas...
em desencontros e reencontros...
choro porque é bom chorar...
e por ti tenho um amor tão grande,
que este vazio em meu peito, em que tenho apenas ausências,
é doído,
é gigante,
é pulsante,
e ainda é um lugar.

Mas, numa prece em que me mantenho,
crendo que tudo o que existe é apenas uma e única coisa,
juro que não sofro por injustiça, só de Saudade.


[Minha tia-avó, como uma avó pra mim, partiu na terça-feira. O mundo já estava meio cinza desde o domingo... e, quando soube, por mais que fosse esperado que ela partisse em breve, foi um baque, um baque maior do que eu conseguia suportar. Então desabei... desabei até verter tudo o que estava segurando... e somente agora consigo encarar e me sentir um pouco melhor... somente agora me permito deliciar a saudade... dela e das outras duas que eu também gostava tanto... então penso na única menina que restou... minha avó-avó, como uma mãe pra mim, e daí que eu choro compulsivamente só de pensar no dia em que ela resolver partir também... mas... ninguém fica eterno nessa matéria, eu sei bem e sou desprendida disso totalmente]
[faz sentido? não penso nisso, só escrevo]

2.4.13

Juntando 2 posts em 1...

Na verdade, eu nem tenho muito o que repetir de lamentações e pedidos e tal, estou bem light, afinal, daqui a exatas 3h40m eu estarei entrando cientificamente para a galera da geriatria, cheguei mais rápido do que eu pensava! ahahahahha

Queria registrar um momento do dia de hoje com as crianças e prometer que eu voltarei para fazer um post sobre o trabalho que está sendo desenvolvido com eles, daquele projeto anual (tenho algumas fotos pra compartilhar aqui). Nós temos o hábito de sair do parque e nos sentar na escadaria para retirar a areia do corpo e dos sapatos, para, então, ir aos banheiros e terminar de nos aprontar para voltar para a sala. Acontece que algumas crianças ficam desesperadas para ir ao banheiro (para usá-lo ou para simplesmente brincar... bem, fazer o quê se isso é bastante divertido?). Então eu precisei mudar a rotina para aumentar a fiscalização do que anda acontecendo nos banheiros e pedi para que as crianças retirassem a areia próximas ao banheiro... o que aconteceu foi que elas foram mais rápidas (o que eu já esperava) e seguiram exatamente as comandas (de se sentar, eu bastei chamar a atenção deles dizendo que eu precisava ir ao banheiro ajudar uma colega e que estava sendo difícil porque eles estavam fazendo coisas que poderiam provocar acidentes, então perguntei se eles me deixariam voltar ao que estava fazendo e ficariam conforme o combinado... enfim, foi inesperado para mim , mas eles me ouviram!). Enquanto ficamos ali, sobrou um tempo razoável para que realizássemos nossa roda de conversa e de histórias, então aproveitei a presença de uma colega de trabalho, que nos auxilia naquele local, e pedi que as crianças contassem para ela o que havíamos pesquisado sobre os elefantes ontem (próximo post - e foi uma sondagem para mim, também, uma avaliação do meu trabalho e da aprendizagem), então eu a convidei para nos ajudar a contar uma história... ela relutou um pouco, meio insegura, mas eu disse que ela me ajudaria a contar uma história... as crianças AMARAM a ideia, preciso dizer? Ficaram muuuuuito atentas, mesmo com toda a distração do ambiente... a história seguiu assim:

Eu: Sabiam que a 'tia' N. disse que pode nos ajudar com a história hoje? A N. e eu vamos inventar uma história que ainda não existe, vai existir agora...

31.3.13

W.I.P. ou Trabalho em andamento

Lembra daquele desafio insano de fazer os trajes dos noivos para o casal Barbie e Ken?
Está ficando assim:










27.3.13

#Chorinho de hoje

Eu estava procurando uma música para definir algumas das sensações muito fortes destes últimos dias (acreditem, TPM é um caso sério na minha vida). Acontece que encontrei canções perfeitas demais, que deixei passando pela vida, quase deixando que desaparecessem, canções que, embora eu já as cantasse há muito tempo, só depois de alguma experiência e amadurecimento pude, de fato, compreender... mas isso não vem ao caso, porque eu queria, além disso, também renovar. Por acaso, clicando aqui e ali (não tenho tantas preferências assim), achei essa canção que, pra mim, é novidade (pode não ser pra maioria das pessoas, porque ando bem desatualizada do mundo, visto que me recuso a baixar/instalar as últimas versões do software e tal, rsrsrs)... quero dizer que não conheço nada a respeito da intérprete, e posso estar escrevendo  uma imensa bobagem, mas ela também leva jeito de compositora. Gostei da levada e da melodia e fiquei tão apaixonada pelo início que eu precisei esperar pelo final (eu estou assim ainda, se não fico mexida, pode esquecer que não vou terminar com a tortura - a não ser que a letra seja bem interessante de algum modo - ei! alguma relação com deixar coisas pela metade??? Nossa!!!). Calhou que, agora que estou explorando o Silêncio - não tão ao pé da letra assim, e não exatamente esse tipo de Silêncio... apenas -, a canção fosse tão interessante... (por isso acabei clicando, gostei do embalo dos primeiros segundos ao piano, tentei entender a letra, precisei procurar por ela pra saber se havia ouvido certo, gostei do que li e estou compartilhando e fim, nada além disso - exceto que compartilho quando preciso deixar que a canção aconteça algumas muitas vezes, pra que entre de verdade no lugar onde deve ficar).



Quarta, dia de brincar

Para terminar com a mania de ser Pessoa, conheçam Penélope (Punk)

Andando pelo Flickr e babando em fotos de bonecas alheias, vejo muitas ideias incríveis acontecendo e muitos trabalhos impressionantes, mas as que eu mais gosto de ver, de longe, são as que representam algum personagem. Secretamente, eu também gostaria de uma boneca especial nesse sentido, entretanto, eu não era capaz de decidir que personagem era a mais legal de montar, até...
Num belo dia, procurando por fotos de uma Simply Vanilla (eu ainda quero uma, adorei aquela cor de cabelo e acho que ela tem cara de chorona, naturalmente), eu acabei me apaixonando pela Simply Chocolate (sinceramente, eu prefiro cabelos castanhos, ehehehhhe). Olhando para algumas fotos, eu achei que ela era idêntica à Punky Brewster, aquela menininha supimpa do seriado. Daí, enquanto não conversei com a Renata sobre poder customizar uma com as mesmas características pra mim (sardas, olhos castanhos, sem maquiagem), eu não consegui me desfazer da ideia. Foi assim que Penélope nasceu.
Sobre o que ela representa... já que estamos lidando com divisões da minha personalidade... não penso nela assim, ela está mais pra um lugar de recordações do que um canto de mim mesma... não que isso sejam coisas tão distintas assim.
As roupas ainda me desagradam muito, então, desde que ela chegou, estou preocupada em buscar roupas adequadas para ela... talvez seja por isso que eu não a fotografe com tanta frequência como as outras...


Os pullrings dela, esses foram montados pela Renata, gostei muito!



A seguir, separei imagens de alguns dos modelos que ainda quero tentar reproduzir para ela (assim que acabar com a encomenda do vestido de noiva, com a costura de algumas peças para o bazar e com a confecção de bonecas para algumas amigas especiais, que sabem bem quem são): a roupa do balé, do teatro e da apresentação no show de talentos (além do pijama e das roupas tradicionais - essa que ela usa atualmente está horrenda). Vai demorar um pouco, mas eu não tenho pressa. Aliás, tenho perdido a pressa para muitas coisas na vida. (a não ser quando estou com fome e estou preparando um almoço demorado demais, ahahahahha)





26.3.13

Segunda já foi, mas...

...vale lembrar que a Escola é uma Instituição que, como qualquer outra Instituição (pública ou privada), possui regras sociais pressupostas que viabilizam, otimizam e validam seu funcionamento. Portanto, não é porque ela é - e DEVE COM CERTEZA SER - do povo, que o povo deve mandar e desmandar em sua organização, especialmente quando estão envolvidas questões pessoais ou banais. Também vale lembrar que a Escola é uma das Instituições mais adequadas para fornecer conhecimentos que formam um cidadão capaz de exercer, de fato, sua cidadania, através de limites e regras justas e que procuram atender a premissa citada anteriormente.
Desse modo, qualquer cidadão que cause algum transtorno para o bem (que é a Instituição, e, óbvio, o próprio serviço), prejudique e demande alguma medida mais severa quanto as suas atitudes equivocadas, deve ser REformado(sic).

Em outras palavras, a Instituição Escola deve ser respeitada e não ser tratada como um não-lugar.

Finito.